COMUNIDADE CATÓLICA FILHOS DE SIÃO
Perigos que pedem vigilância!
Com o tempo de caminhada, passamos a não perceber certos perigos. No entanto, precisamos ter muito cuidado para não perdermos a graça inicial do chamado de Deus. Inicio parafraseando nossa Fundadora, Vander Lúcia: “Estamos vivendo os tempos de Noé, e a arca está sendo construída diante dos nossos olhos — e ninguém se dá conta da necessidade de entrar nela.”
Conduzidos por Eclesiástico 2, 1-18
Se for para cair, que seja nas mãos do Senhor; se for para tropeçar, que seja no colo do Senhor; e, se for para descansar, que seja nos braços do Senhor. Estamos aqui, e precisamos seguir em frente.
O demônio
O segundo inimigo da alma, assim como o mundo, também está fora de nós — é exterior. Ele sempre se apresenta como algo bom, lícito, afinal, é mentiroso por natureza. O demônio age por meio da mentira e da tentação.
É importante lembrar: ser tentado não é o mesmo que pecar. A tentação, por si só, não é pecado nem representa perigo, especialmente para quem está próximo de Deus. Na verdade, quanto mais nos aproximamos do Senhor, mais seremos tentados. Mas Deus jamais permite que sejamos tentados além das nossas forças. O inimigo pode até tentar, mas não tem poder de nos derrubar, a menos que permitamos.
Na altura da caminhada em que nos encontramos, não podemos subestimar o demônio. Ele existe, é real e atua “nos ares”. Porém, aqueles que têm o Espírito Santo possuem o dom do discernimento e sabem distinguir o que vem de Deus e o que vem do inimigo.
Vencemos o demônio com humildade, reconhecendo nossa total dependência de Deus. Não corramos o risco de nos afastar d’Ele, longe de Deus, somos vulneráveis. Outra arma poderosa é a oração e somente quem é humilde é capaz de rezar de verdade.
Os humildes são desapegados. Uma alma soberba, por mais que tente, não consegue obedecer. Foi por isso que o demônio não conseguiu obedecer: ele é soberbo.
A carne
Não é a nossa carne, mas está na nossa carne. A luta contra a carne — que é o último inimigo a ser vencido — não é contra nós mesmos, mas contra o pecado que habita em nós.
O que se pode esperar de uma pessoa que caminha na vontade de Deus, mas não reza?
A luta contra a carne é interior: é um combate contra a própria vontade, contra os sentimentos desordenados. É uma luta contra a sensualidade, que se manifesta por meio dos sentidos. Todos os nossos sentidos são portas de entrada para esse inimigo.
Conduzidos por Romanos 7, 14-18
Essa é uma luta mais dolorosa do que a luta contra o mundo e o demônio. Sejamos provados, para que nos tornemos como Cristo deseja que sejamos.
Julineide Mendes – Consagrada na Comunidade de Aliança com Promessas Definitivas

