Março: Mês de Conscientização Sobre a Gravidez Após a Perda Gestacional

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Coluna DRA MILENA BOMFIM - ed

Março é um mês dedicado para trazer à tona um tema delicado, porém fundamental: a gravidez após a perda gestacional. Muitas famílias vivenciam a dor da perda de um bebê durante a gestação ou logo após o nascimento, e quando uma nova gestação acontece, sentimentos como alegria, medo, insegurança e esperança se misturam. A gestação após a perda não é apenas um novo começo; é também um período marcado por desafios emocionais profundos. O luto pelo filho que partiu ainda existe, ao mesmo tempo em que um novo vínculo precisa ser construído com o bebê que está por vir. É essencial que a sociedade e os profissionais de saúde compreendam essa complexidade para oferecer o suporte adequado a esses pais.

O Papel dos Profissionais de Saúde:

Médicos, enfermeiros, psicólogos e demais profissionais que acompanham essas gestações devem estar atentos ao impacto emocional da perda anterior. Cada exame, cada consulta e até mesmo a escolha das palavras podem influenciar a experiência dessa família. Um cuidado sensível, que vale as emoções dos pais, é essencial para que essa gestação seja vivida com mais segurança e acolhimento.

A Importância do Apoio Emocional

O suporte psicológico especializado é um grande aliado nessa jornada. Muitos casais enfrentam ansiedade intensa, medo de reviver a dor da perda e dificuldades para se conectar com o bebê na gestação. Grupos de apoio e acompanhamento terapêutico podem ajudar a ressignificar essa experiência e fortalecer a confiança no processo.

Como a Sociedade Pode Acolher

Ainda existe muito silêncio e falta de compreensão sobre o impacto da perda gestacional. Pequenos gestos podem fazer a diferença: ouvir sem julgar, evitar frases como “agora vai dar certo” ou “pelo menos você pode engravidar de novo” e, principalmente, respeitar o tempo e os sentimentos de quem vive essa experiência.

Março nos convida a olhar com mais empatia para esses casais, ampliando o entendimento sobre a gravidez após a perda gestacional. A conscientização e o acolhimento podem transformar essa jornada, tornando-a menos solitária e mais amorosa.

Que possamos, juntos, construir um ambiente de mais respeito e cuidado para todas as famílias que enfrentam essa realidade.

MILENA BOMFIM
Psicóloga Obstétrica/Perinatal – CRP 11/02232
@milenabomfimpsicologa (85) 99996-2026

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