{"id":13192,"date":"2020-08-30T23:51:40","date_gmt":"2020-08-31T02:51:40","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=13192"},"modified":"2020-08-30T23:51:40","modified_gmt":"2020-08-31T02:51:40","slug":"estudo-mostra-possiveis-impactos-das-mudancas-climaticas-e-do-desenvolvimento-economico-na-demanda-por-agua-potavel-ate-2040","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/estudo-mostra-possiveis-impactos-das-mudancas-climaticas-e-do-desenvolvimento-economico-na-demanda-por-agua-potavel-ate-2040\/","title":{"rendered":"Estudo mostra poss\u00edveis impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e do desenvolvimento econ\u00f4mico na demanda por \u00e1gua pot\u00e1vel at\u00e9 2040"},"content":{"rendered":"<p>Novo estudo do Instituto Trata Brasil aponta cen\u00e1rios de acr\u00e9scimos importantes no consumo de \u00e1gua por mudan\u00e7as nos padr\u00f5es econ\u00f4micos e demogr\u00e1ficos e devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>AGOSTO, 2020 &#8211;\u00a0A infraestrutura de saneamento b\u00e1sico passa por uma das mais importantes reestrutura\u00e7\u00f5es ao longo dos tempos, a partir da nova Lei do Saneamento &#8211; a Lei 14.026\/2020. As altera\u00e7\u00f5es propostas devem transformar o setor com a chegada de novos investimentos p\u00fablicos e privados, ao mesmo tempo em que se prev\u00ea uma grande expans\u00e3o dos servi\u00e7os de abastecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel, coleta e tratamento dos esgotos se aproximando da universaliza\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os para a popula\u00e7\u00e3o brasileira.<br \/>\nDados do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre Saneamento (SNIS, ano 2018) apontam o motivo de tamanha mobiliza\u00e7\u00e3o: temos, no pa\u00eds, perto de 35 milh\u00f5es de pessoas sem abastecimento de \u00e1gua, mesmo na pandemia, mais de 100 milh\u00f5es sem coleta de esgotos e apenas 46% do esgoto gerado sendo tratado. Jogamos diariamente mais de 5.710 piscinas ol\u00edmpicas de esgotos na natureza. S\u00e3o indicadores que colocam press\u00e3o no pa\u00eds, principalmente para o cumprimento de metas do Brasil com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<br \/>\nDevemos atender aos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) &#8211; ODS 6 &#8211; e levar \u00e1gua e esgotos a todos at\u00e9 2030. Dif\u00edcil ao ver que perdemos quase 40% da \u00e1gua pot\u00e1vel por inefici\u00eancias na distribui\u00e7\u00e3o; vazamentos, roubos e fraudes, erros de medi\u00e7\u00e3o que tiram mais de R\ufe69 12 bilh\u00f5es por ano do setor de saneamento, al\u00e9m de pressionar os recursos h\u00eddricos, t\u00e3o escassos em crises h\u00eddricas constantes em regi\u00f5es como Nordeste, Sudeste, e agora no Sul.<br \/>\nEste novo estudo do Instituto Trata Brasil, intitulado \u201cDemanda Futura por \u00c1gua Tratada nas Cidades Brasileiras &#8211; 2019 a 2040\u201d, mostra cen\u00e1rios do consumo de \u00e1gua no futuro frente a novas perspectivas demogr\u00e1ficas e econ\u00f4micas e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Feita pela Ex Ante Consultoria, a pesquisa conta com importantes apoios acad\u00eamicos: a disserta\u00e7\u00e3o desenvolvida por Rubens Amaral Ferreira Filho para o programa de Mestrado Profissional de Ambiente, Sa\u00fade e Sustentabilidade da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo (SP) e apoio do Prof. Dr. Roger Rodrigues Tadeu, pesquisador do Clima da Universidade Federal de Itajub\u00e1. Tem ainda o apoio institucional da The Nature Conservancy (TNC), organiza\u00e7\u00e3o global de conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Conceitos do estudo<br \/>\nO presente estudo tem como objetivo desenhar cen\u00e1rios de demanda futura de \u00e1gua nas moradias brasileiras at\u00e9 2040, sob diferentes condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, demogr\u00e1ficas, de padr\u00e3o de consumo e fatores ambientais. Considera as estat\u00edsticas e a ampla literatura acad\u00eamica sobre os temas, sendo que a metodologia \u00e9 amplamente amparada nas an\u00e1lises prospectivas de vendas e produ\u00e7\u00e3o de bens, servi\u00e7os na economia de uma forma geral. A proposta \u00e9 que o estudo sirva para amparar planejamentos de longo prazo, seja de empresas ou do poder p\u00fablico, em especial na gest\u00e3o de recursos ambientais. A metodologia completa estar\u00e1 no site\u00a0www.tratabrasil.org.br<\/p>\n<p>Destaques do estudo<br \/>\n1. Como j\u00e1 demonstrado em outros estudos internacionais, a metodologia aplicada mostrou que quanto maior o crescimento econ\u00f4mico de um local, acompanhado de crescimento demogr\u00e1fico, maior a demanda pela \u00e1gua. Neste estudo, considerando um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as expressivas no padr\u00e3o de consumo e uma eleva\u00e7\u00e3o mais acentuada do PIB per capita (cen\u00e1rio 4 &#8211; mais abaixo), os c\u00e1lculos, para os pr\u00f3ximos 23 anos (2017 a 2040, evidenciaram que espera-se um grande aumento na demanda pela \u00e1gua no Brasil somente em raz\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico e da expans\u00e3o demogr\u00e1fica. A demanda potencial de \u00e1gua pode atingir 14,299 bilh\u00f5es\u00a0de m\u00b3 em 2040, indicando um acr\u00e9scimo de 2,837 bilh\u00f5es de m\u00b3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda de 2017.\u00a0Esse \u00e9 um volume t\u00e3o grande que corresponde \u00e0 soma do consumo de \u00e1gua de todos os munic\u00edpios do Estado de S\u00e3o Paulo em 2017\u00a0.<br \/>\n2. Pressupondo que a demanda potencial por \u00e1gua seja plenamente atendida em 2040,\u00a0algo que n\u00e3o ocorreu em 2017, ser\u00e1 necess\u00e1rio entregar nas cidades brasileiras 4,337 bilh\u00f5es de m\u00b3 de \u00e1gua a mais do que foi efetivamente entregue em 2017.\u00a0O crescimento de demanda seria, portanto, de 43,5% em 23 anos, ou ainda, de 1,6% ao ano. Esse volume se aproxima da demanda efetiva dos estados de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais em 2017. Tamb\u00e9m como forma de compara\u00e7\u00e3o, o volume do Sistema Cantareira, o maior sistema h\u00eddrico do Estado, possui capacidade total de 982 milh\u00f5es de m3 (volume \u00fatil) segundo dados da Sabesp, sendo respons\u00e1vel pelo abastecimento de 9 milh\u00f5es de habitantes.\u00a0Significa que precisar\u00edamos de 4,4 Sistemas Cantareira cheios a mais s\u00f3 para atender a \u00e1gua adicional em 2040.<br \/>\n3. Mantidas as inefici\u00eancias atuais do sistema, a produ\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria adicional de \u00e1gua seria de 7,030 bilh\u00f5es de m\u00b3 em 2040: 4,337 bilh\u00f5es de m\u00b3 para suprir a demanda adicional e 2,693 bilh\u00f5es de m\u00b3 de desperd\u00edcios. Isso equivale a um acr\u00e9scimo de 70,5% em rela\u00e7\u00e3o ao que foi entregue em 2017.\u00a0Isso sugere fortemente que o suprimento da demanda futura incremental por \u00e1gua deva ser garantido, em boa parte, por um processo de racionaliza\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o das perdas na distribui\u00e7\u00e3o. O que se desperdi\u00e7ou de \u00e1gua tratada em 2017 (3,815 bilh\u00f5es de m\u00b3) seria quase o suficiente para suprir a demanda incremental (4,337 bilh\u00f5es de m\u00b3), sem press\u00e3o adicional sobre os mananciais. Assim, as redu\u00e7\u00f5es das perdas s\u00e3o fundamentais para o equil\u00edbrio h\u00eddrico das cidades brasileiras.<br \/>\n4. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o estudo apontou que houve um acr\u00e9scimo de temperatura nos Estados de S\u00e3o Paulo e Cear\u00e1 entre 1980 e 2015, o que mostra uma evolu\u00e7\u00e3o real das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil. Os eventos clim\u00e1ticos extremos relacionados \u00e0s secas s\u00e3o observados no Brasil h\u00e1 d\u00e9cadas, contudo, observa-se uma intensifica\u00e7\u00e3o na dura\u00e7\u00e3o destes eventos. S\u00e3o os casos ocorridos no Sudeste de 2013 a 2015, no Nordeste de 2011 a 2018 e na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica entre 2005 e 2010.\u00a0O estudo mostrou que o acr\u00e9scimo de 1\u00b0 C na temperatura m\u00e1xima ao longo do ano at\u00e9 2040 no Brasil elevaria o consumo de \u00e1gua em 2,4%. Isso resultaria numa nova demanda, adicional \u00e0s causadas pelos fatores econ\u00f4micos e demogr\u00e1ficos, pr\u00f3xima a 343 milh\u00f5es m\u00b3 por ano. Em se mantendo a atual inefici\u00eancia na distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pot\u00e1vel, com perdas da ordem de 38%, a quantidade adicional de \u00e1gua a ser produzida seria de 556 milh\u00f5es m\u00b3 por ano (343 milh\u00f5es m3 para atender a popula\u00e7\u00e3o e 213 milh\u00f5es m3 de perdas).\u00a0Esse volume corresponde a uma demanda incremental maior que a exercida na cidade do Rio de Janeiro em 2017.\u00a0Segundo Roger Torres, professor da Universidade Federal de Itajub\u00e1 (Unifei), cujo tema de pesquisa envolve os impactos e as vulnerabilidades brasileiras frente \u00e0s mudan\u00e7as: \u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 um grande desafio a ser enfrentado por todas as na\u00e7\u00f5es no s\u00e9culo XXI. Em especial, o Brasil, por sua dimens\u00e3o territorial que envolve diversos climas, biomas e realidades socioecon\u00f4micas, \u00e9 uma dessas na\u00e7\u00f5es que poder\u00e3o ser profundamente impactadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Tais impactos poder\u00e3o vir de diversas formas, tais como, aumentos expressivos de precipita\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o Sul e diminui\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o Nordeste, que poder\u00e3o afetar intensamente os diversos usos da \u00e1gua no pa\u00eds.\u201d<br \/>\n5. Vale citar que, al\u00e9m do aumento da demanda por \u00e1gua, um aquecimento de 1\u00b0 C poderia levar v\u00e1rias regi\u00f5es \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o e ampliar a \u00e1rea do semi\u00e1rido brasileiro, que j\u00e1 re\u00fane munic\u00edpios mais secos e com maior dificuldade de suprir a demanda. H\u00e1 cidades onde a escassez sistem\u00e1tica de \u00e1gua pode superar 20% da demanda.<br \/>\n6. Os resultados indicam que os desafios s\u00e3o imensos. Conforme \u00c9dison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil,\u00a0\u201cpara atender a demanda incremental da \u00e1gua necess\u00e1ria \u00e0 expans\u00e3o demogr\u00e1fica, crescimento econ\u00f4mico e pelas necessidades da universaliza\u00e7\u00e3o do abastecimento, as cidades e o setor de saneamento ter\u00e3o que dar respostas. Para n\u00e3o pressionar demais os recursos h\u00eddricos ser\u00e3o necess\u00e1rios altos investimentos em reserva\u00e7\u00e3o, tratamento dos esgotos e na redu\u00e7\u00e3o das perdas, com troca de redes e efici\u00eancia na distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel. E teremos que monitorar com aten\u00e7\u00e3o as \u00e1reas em que o aquecimento global pode provocar menos chuvas e ainda mais escassez desses recursos.\u201d<\/p>\n<p>Cen\u00e1rios de consumo de \u00e1gua em 2040<br \/>\nAo considerar as vari\u00e1veis apresentadas (ver metodologia completa no Relat\u00f3rio T\u00e9cnico no\u00a0www.tratabrasil.org.br), o estudo traz os cen\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de \u00e1gua no Brasil at\u00e9 2040. Ao total, s\u00e3o apresentados quatro cen\u00e1rios que resultam de premissas econ\u00f4micas e comportamentais alternativas. Os Cen\u00e1rios 1 e 2 est\u00e3o baseados na manuten\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o atual de consumo de \u00e1gua das cidades brasileiras, sendo que o que varia entre os dois \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Os Cen\u00e1rios 3 e 4 reproduzem essa compara\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com taxas de expans\u00e3o da renda diferentes, mas partem da premissa de aumento na intensidade de consumo de \u00e1gua associado a uma maior urbaniza\u00e7\u00e3o, o que leva a um adensamento maior das cidades, e \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de abastecimento de \u00e1gua em todas as \u00e1reas urbanas do pa\u00eds at\u00e9 2040. Esse perfil corresponde ao de um grupo grande de cidades brasileiras que j\u00e1 tem servi\u00e7os universalizados e s\u00e3o bastante urbanizadas. Nesse sentido, os Cen\u00e1rios 3 e 4 podem ser vistos como situa\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 converg\u00eancia dos padr\u00f5es de consumo entre as cidades brasileiras para um patamar mais elevado.<\/p>\n<p>Cen\u00e1rios de consumo de \u00e1gua, por situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<br \/>\ne padr\u00e3o de consumo, taxa m\u00e9dia de crescimento, Brasil, 2017 a 2040<br \/>\nNos Cen\u00e1rios 1 e 2, as taxas m\u00e9dias de crescimento do consumo de \u00e1gua das cidades brasileiras s\u00e3o de 0,72% ao ano e 0,79% ao ano. A taxa mais elevada, que est\u00e1 associada ao crescimento econ\u00f4mico de 2,3% e eleva\u00e7\u00e3o da renda per capita de 1,9% ao ano, \u00e9 superior \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica de expans\u00e3o do consumo de \u00e1gua em grandes cidades grandes como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Bras\u00edlia e Belo Horizonte, que em conjunto cresceram ao ritmo de 0,5% ao ano entre 2010 e 2018, mas est\u00e1 abaixo da taxa m\u00e9dia nacional, que foi de 1,3% ao ano entre 2010 e 2018.<br \/>\nNos Cen\u00e1rios 3 e 4, as taxas de crescimento do consumo de \u00e1gua das cidades brasileiras s\u00e3o mais elevadas, variando entre 0,90% ao ano e 0,97% ao ano. Note-se que a taxa de expans\u00e3o esperada no Cen\u00e1rio 3, que projeta uma eleva\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de consumo num ambiente de crescimento econ\u00f4mico menor, j\u00e1 \u00e9 maior que a taxa projetada numa situa\u00e7\u00e3o de crescimento econ\u00f4mico mais elevado com padr\u00e3o regular de consumo (Cen\u00e1rio 2). Isso indica que os processos de universaliza\u00e7\u00e3o do acesso aos servi\u00e7os de abastecimento \u00e1gua e de urbaniza\u00e7\u00e3o das cidades tem impacto maior que o crescimento econ\u00f4mico sozinho. J\u00e1 no Cen\u00e1rio 4, em que se observam mudan\u00e7as expressivas no padr\u00e3o de consumo e uma eleva\u00e7\u00e3o mais acentuada do PIB per capita, a expans\u00e3o \u00e9 ainda maior.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas<br \/>\nOutra quest\u00e3o important\u00edssima que surge nesse horizonte temporal de an\u00e1lise de mais de duas d\u00e9cadas \u00e9 o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A temperatura m\u00e1xima observada nas cidades afeta de forma decisiva o consumo residencial de \u00e1gua: quanto mais quente uma cidade, maior o consumo di\u00e1rio. As estimativas feitas neste estudo indicam que a cada grau Celsius adicional na temperatura, espera-se um aumento de 2,4% na demanda por \u00e1gua no Brasil. O estudo\u00a0\u201cWater demand in the Rock River water supply planning region, 2010-2060\u201d, feito por Meyer et al (2019), mostrou que a influ\u00eancia da temperatura m\u00e1xima sobre a demanda de \u00e1gua nas cidades da bacia do Rio Rock, Illinois, foi de 1,1% a cada grau Fahrenheit, o que equivale a um aumento de aproximadamente 2,0% a cada grau Celsius.<br \/>\nConforme as estimativas\u00a0para o Brasil, um acr\u00e9scimo at\u00e9 2040 de 1\u00b0 C na temperatura m\u00e1xima ao longo do ano no Brasil elevaria o consumo de \u00e1gua em 2,4%. Isso resultaria numa demanda adicional pr\u00f3xima a 343 milh\u00f5es de m3 por ano e uma quantidade produzida adicional de 556 milh\u00f5es de m3 por ano (mantendo o n\u00edvel atual de perdas na distribui\u00e7\u00e3o), al\u00e9m de poder levar v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es e Recomenda\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>O novo estudo do Instituto Trata Brasil aborda quest\u00f5es fundamentais para o planejamento h\u00eddrico e do setor de saneamento. \u00c9 essencial compreender como a sociedade e os setores ser\u00e3o impactados no futuro com o aumento da demanda h\u00eddrica, seja pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ou pelo crescimento econ\u00f4mico e demogr\u00e1fico. Problemas antigos, como a inefici\u00eancia na distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua por muitas companhias de saneamento b\u00e1sico, ser\u00e3o cada vez mais colocados em xeque pela necessidade de preservar os recursos h\u00eddricos dispon\u00edveis.<br \/>\nUma das recomenda\u00e7\u00f5es que o estudo traz \u00e9 a necessidade urgente de combater as perdas de \u00e1gua nos sistemas de distribui\u00e7\u00e3o, que no pa\u00eds beira os 40%, conforme aponta o SNIS em 2018. Em outro estudo recente do Instituto Trata Brasil (ver no site\u00a0http:\/\/www.tratabrasil.org.br), estas perdas de \u00e1gua causaram preju\u00edzos de R\ufe69 12 bilh\u00f5es ao setor de saneamento b\u00e1sico. Com o n\u00edvel atual de perdas, a demanda futura de \u00e1gua at\u00e9 2040 demandaria um acrescimento de produ\u00e7\u00e3o muito elevado, n\u00e3o para atender mais pessoas, mas para compensar a inefici\u00eancia.<br \/>\nComo analisado no estudo, se fossem mantidas as inefici\u00eancias atuais do sistema, a produ\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria adicional de \u00e1gua seria de\u00a07,030 bilh\u00f5es de m\u00b3 em 2040 &#8211;\u00a0(4,337 bilh\u00f5es de m\u00b3 para suprir a demanda adicional e 2,693 bilh\u00f5es de m\u00b3 de desperd\u00edcios. Isso sugere fortemente que o suprimento da demanda futura incremental por \u00e1gua deva ser garantido, em boa parte, por um processo de racionaliza\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o das perdas na distribui\u00e7\u00e3o. O que se desperdi\u00e7ou de \u00e1gua tratada em 2017 (3,815 bilh\u00f5es de m\u00b3) seria quase o suficiente para suprir a demanda incremental (4,337 bilh\u00f5es de m\u00b3), sem press\u00e3o adicional sobre os mananciais. Assim, as redu\u00e7\u00f5es das perdas s\u00e3o fundamentais para o equil\u00edbrio h\u00eddrico das cidades brasileiras.<br \/>\n\u00c9 importante que o aumento no consumo de \u00e1gua seja monitorado pelos Estados, munic\u00edpios e setor de saneamento, ao mesmo tempo em que ser\u00e1 fundamental que se promovam a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental voltadas ao uso racional da \u00e1gua.<br \/>\nQuanto \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, as recomenda\u00e7\u00f5es trazidas pela disserta\u00e7\u00e3o s\u00e3o para o setor de saneamento b\u00e1sico e compreende companhias de \u00e1gua e esgoto e ag\u00eancias reguladoras:<br \/>\ni) Compreender as vulnerabilidades causadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos territ\u00f3rios de opera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de \u00e1gua e esgoto;<br \/>\nii) Incluir nos planejamentos de opera\u00e7\u00e3o e investimentos o hist\u00f3rico de variabilidade clim\u00e1tica das \u00faltimas d\u00e9cadas dispon\u00edvel para que haja compreens\u00e3o dos impactos causados pelos eventos clim\u00e1ticos extremos do passado;<br \/>\niii) Incluir a vari\u00e1vel clim\u00e1tica nos investimentos necess\u00e1rios, em termos de recursos financeiros, das opera\u00e7\u00f5es dos sistemas de saneamento b\u00e1sico;<br \/>\niv) Incluir as proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sobre cen\u00e1rios futuros para que as opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam afetadas; e<br \/>\nv) Garantir que os investimentos pelas companhias de saneamento sejam alocados para a resili\u00eancia do abastecimento de \u00e1gua para consumo humano, manuten\u00e7\u00e3o dos sistemas de opera\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da coleta e tratamento de esgoto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo estudo do Instituto Trata Brasil aponta cen\u00e1rios de acr\u00e9scimos importantes no consumo de \u00e1gua&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13193,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13192","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-atualidade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/blogpost58.png","jetpack-related-posts":[{"id":14427,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/lei-exige-medidas-rapidas-dos-novos-prefeitos-para-o-saneamento-basico\/","url_meta":{"origin":13192,"position":0},"title":"Lei exige medidas r\u00e1pidas dos novos prefeitos para o saneamento b\u00e1sico","author":"","date":"Novembro 5, 2020","format":false,"excerpt":"Investimento previne doen\u00e7as e\u00a0melhora a qualidade de vida nas cidades O acesso ao saneamento b\u00e1sico \u00e9 um dos\u00a0principais desafios que os novos prefeitos dever\u00e3o encarar a partir de 1\u00ba de janeiro de 2021 para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de moradia, a preven\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e o desenvolvimento sustent\u00e1vel dos munic\u00edpios. 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