{"id":13612,"date":"2020-09-21T00:20:54","date_gmt":"2020-09-21T03:20:54","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=13612"},"modified":"2020-09-21T00:20:54","modified_gmt":"2020-09-21T03:20:54","slug":"hilda-hilst-na-residencia-literaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/hilda-hilst-na-residencia-literaria\/","title":{"rendered":"HILDA HILST NA RESID\u00caNCIA LITER\u00c1RIA"},"content":{"rendered":"<p>Conforme afirma a cr\u00edtica liter\u00e1ria, o erotismo e a pornografia na literatura n\u00e3o s\u00e3o um ponto pac\u00edfico. Talvez n\u00e3o seja preciso de um delineamento. O fato \u00e9 que a literatura e o erotismo mant\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o intima que pode ser confirmada em obras de diferentes \u00e9pocas.<br \/>\nPodemos citar v\u00e1rios cl\u00e1ssicos como a epopeia de Gilgamesh, do s\u00e9culo 7 a.C., uma das primeiras obras da literatura mundial, j\u00e1 apresentava descri\u00e7\u00f5es sexuais. E aqui citarei, tamb\u00e9m, o poema, O cancioneiro de L\u00e9sbia, de Catulo, um poeta l\u00edrico da Roma antiga. Na Idade M\u00e9dia, mesmo com a press\u00e3o cat\u00f3lica, os padres goliardos j\u00e1 falavam de sexo nos seus textos. E as cantigas de amor e de amigo, dos trovadores.<br \/>\nNo Brasil, Carlos Drummond de Andrade, Ad\u00e9lia Prado e outros. Mas aqui estou me propondo a falar especificamente do erotismo em Hilda Hilst. Uma poetisa, cronista, dramaturga e ficcionista da gera\u00e7\u00e3o de 45, que \u00e9 dona, sem d\u00favida de uma das escritas mais estranhas que circulam na literatura brasileira atualmente, um desvairo tem\u00e1tico e estil\u00edstico que s\u00f3 encontra par\u00e2metro em trabalhos como o de Gabriela Liansol, que se destaca avesso \u00e0 representa\u00e7\u00e3o dominante no romance e a todas as formas de ortodoxia.<br \/>\nE \u00e9 por essa via que Hilda Hilst se lan\u00e7a para construir sua literatura, uma nova arte er\u00f3tica, seus textos s\u00e3o cometidos, cronometrados, bem pensados, imposs\u00edvel a cr\u00edtica nacional n\u00e3o considerar positiva a intensa vontade de liberta\u00e7\u00e3o dos textos hilstiano, passando por cima de todas as<br \/>\nE talvez nem precise dizer que Hilda Hilst participou daquele grupo de escritores cuja reputa\u00e7\u00e3o antecede a obra, capaz de atingir os n\u00edveis de excel\u00eancia em todos os g\u00eaneros a que se atreveu, com a poesia, a prosa e a dramaturgia. Isso prova que Hilda Hilst desde seu primeiro livro \u201cPress\u00e1gio\u201d tem resid\u00eancia liter\u00e1ria no Brasil e no mundo.<br \/>\nNeste breve artigo, gostaria apenas de citar uma ou duas coisas a respeito da obra er\u00f3tica de Hilda, em especial \u201cCarta de um Sedutor\u201d, bem lida a trilogia, o sexo surge como algo natural, explicito, sem tabu, como parte essencial do ser humano. Quando ela diz: \u201cTu sabes das minhas artimanhas para conseguir aquele r\u00e9gio prazer. Sabes tamb\u00e9m o quanto nos am\u00e1vamos, tu e eu, quanto te fiz feliz, gritavas, choravas at\u00e9, quando meu pau aquilo\u201d.<br \/>\nVeja que nas frases er\u00f3ticas existe um procedimento ostensivamente erudito apelando os sentidos. Em outras frases, por exemplo, pode-se referir \u00e0 enumera\u00e7\u00e3o, de gosto barroquista, que organiza o fluxo das narra\u00e7\u00f5es. A\u00ed tens: medusas, hienas, das encapadas, das pombeiras.<br \/>\nEm qualquer registro efetivo, por\u00e9m, a sua narrativa \u00e9 composta mais de leitura, de vozes, que de a\u00e7\u00e3o. Assim, muitos de seus personagens s\u00e3o escritores, como Kal, que escreve para seduzir a irm\u00e3 e publica segundo a receita calhorda do editor, ou como Stamatiers, que se recusa a publicar e serve apenas para tornar-se amante, s\u00e3o autores personagens, que Hilda comp\u00f5e como o \u00fanico verdadeiro imperativo \u00e9tico, ou, como estorvo nas multiplica\u00e7\u00f5es banais da exist\u00eancia pessoal ou p\u00fablica. Pode-se dizer ent\u00e3o que, em sua literatura, a met\u00e1fora fundamental \u00e9 aplicada na moral e na pornografia.<br \/>\nDito isto, na bela narrativa hilstiana, o prazer \u00e9 constante e, s\u00f3 se pode vislumbrar o que deseja. Mas, se o amor houve, ser\u00e1 sempre uma experi\u00eancia fugaz. Por isso, tamb\u00e9m, o sujeito l\u00edrico de Hilda, est\u00e1 ligado ao sagrado. Assim sendo, a imagem do ser amado est\u00e1, algumas vezes, colada \u00e0 imagem do Senhor. Como ela mesma dizia posso blasfemar muito, mas o meu neg\u00f3cio \u00e9 o sagrado.<br \/>\nVeja nestes versos: \u201cCantando e dan\u00e7ando, digo: Meu Deus, por tamanho esquecimento\/ Desta que sou, fiapo, da terra um cisco\/ Beijo-te p\u00e9s e artelhos\u201d. Assim, o sagrado sedutor toma um sentido metaf\u00f3rico quando se trata de Deus.<br \/>\nEnfim, no que diz respeito \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o brasileira de poetas m\u00edsticos como Murilo Mendes, Jorge de Lima e outros. Hilda Hilst ocupa um lugar c\u00f4modo especial na resid\u00eancia liter\u00e1ria brasileira.<br \/>\nJornalista, historiador e cr\u00edtico Liter\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme afirma a cr\u00edtica liter\u00e1ria, o erotismo e a pornografia na literatura n\u00e3o s\u00e3o um&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10834,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[11,16],"tags":[],"class_list":["post-13612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-eudes-de-sousa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Eudes-de-Sousa-escritor-4.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":10662,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/um-olhar-literario-sobre-os-anos-90\/","url_meta":{"origin":13612,"position":0},"title":"UM OLHAR LITER\u00c1RIO SOBRE OS ANOS 90","author":"","date":"Fevereiro 3, 2020","format":false,"excerpt":"Um olhar para tr\u00e1s, logo, enxergamos a cena liter\u00e1ria cearense nos anos 90. \u00c9 ineg\u00e1vel a aura de fundamento estabelecido por tal gera\u00e7\u00e3o. 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