{"id":15453,"date":"2021-01-20T08:36:10","date_gmt":"2021-01-20T11:36:10","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=15453"},"modified":"2021-01-20T08:36:10","modified_gmt":"2021-01-20T11:36:10","slug":"euclides-da-cunha-uniu-ciencia-a-arte-e-denunciou-diversas-violencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/euclides-da-cunha-uniu-ciencia-a-arte-e-denunciou-diversas-violencias\/","title":{"rendered":"Euclides da Cunha uniu ci\u00eancia \u00e0 arte e denunciou diversas viol\u00eancias"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-lg-12 mb-3\">\n<div class=\"row\">\n<h3 class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\">Autor de Os Sert\u00f5es nasceu h\u00e1 155 anos<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>A escolha das palavras certas para descrever o ambiente e revelar trag\u00e9dias. Descortinar viol\u00eancias, &#8220;Brasis&#8221;\u00a0diferentes e at\u00e9 a pr\u00f3pria consci\u00eancia. Nas mesmas frases e p\u00e1ginas, misturas de ci\u00eancias e arte liter\u00e1ria. O esp\u00edrito combativo, curioso e met\u00f3dico de Euclides da Cunha \u00e9 anunciado desde as primeiras p\u00e1ginas de\u00a0<em>Os Sert\u00f5es<\/em>\u00a0(1902), obra monumental da literatura e do jornalismo brasileiro\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/download\/texto\/bv000091.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(dispon\u00edvel para leitura em dom\u00ednio p\u00fablico)<\/a>, segundo explicam estudiosos do consagrado escritor, que nasceu em 20 de janeiro de 1866 (h\u00e1 155 anos).\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1399091&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1399091&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Mesmo depois de tanto tempo &#8211; a primeira edi\u00e7\u00e3o do livro saiu em 1902 -, os especialistas ouvidos pela<strong>\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0argumentam que a profundidade do trabalho do brasileiro, marcado pelo olhar cient\u00edfico e ao mesmo tempo art\u00edstico, explica a atualidade dos seus escritos e a necessidade de ser revisitado no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2021-01\/euclides-os-sertoes-e-marco-do-jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Euclides: Os Sert\u00f5es \u00e9 marco do jornalismo\u00a0<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O autor, ex-oficial do Ex\u00e9rcito e engenheiro, escrevia para o jornal\u00a0<em>O Estado de S. Paulo<\/em>, e foi para a Bahia reportar o que acontecia na\u00a0<a href=\"https:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/programadecinema\/episodio\/sobreviventes-os-filhos-da-guerra-de-canudos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guerra de Canudos<\/a>\u00a0(que durou entre novembro de 1896 a outubro de 1897). Euclides esteve na regi\u00e3o entre 10 de setembro e 3 de outubro (23 dias) e publicou suas impress\u00f5es no jornal como\u00a0<em>Di\u00e1rio de Uma Expedi\u00e7\u00e3o<\/em>, a partir das 22 cartas e 55 telegramas escritos. Os trabalhos seriam a inspira\u00e7\u00e3o para o livro que seria publicado cinco anos depois, dividido em tr\u00eas partes:\u00a0\u00a0<em>A Terra<\/em>,\u00a0<em>O Homem<\/em>\u00a0e\u00a0<em>A Luta<\/em>.<\/p>\n<p>Euclides se surpreendeu bastante com o que viu e vivenciou. \u201cAquela campanha lembra um refluxo para o passado. E foi, na significa\u00e7\u00e3o integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo\u201d, escreveu ele logo na nota preliminar. Segundo pesquisadores, diante do que flagrou, ao inv\u00e9s de compilar relatos e se ater a uma vers\u00e3o do governo central, Euclides mergulhou nas hist\u00f3rias dos sertanejos (sob a lideran\u00e7a pol\u00eamica do religioso\u00a0<a href=\"https:\/\/memoria.ebc.com.br\/noticias\/brasil\/galeria\/audios\/2012\/09\/ha-115-anos-morreu-antonio-conselheiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ant\u00f4nio Conselheiro<\/a>), nos contextos amplos do cen\u00e1rios e do ambiente da caatinga e buscou as causas do acontecimento. \u201cEle sempre acreditou no cons\u00f3rcio entre a ci\u00eancia e a arte\u201d, afirma o professor de literatura brasileira e hisp\u00e2nica na Universidade da Calif\u00f3rnia, Leopoldo Bernucci, em entrevista por videoconfer\u00eancia. \u201cEuclides tinha uma mente extremamente curiosa em um per\u00edodo marcado pelo culto \u00e0 ci\u00eancia\u201d.<\/p>\n<h2>Obra de arte<\/h2>\n<p>Bernucci publicou em 2001 vers\u00e3o comentada de\u00a0<em>Os Sert\u00f5es<\/em>\u00a0e, em 2021, chegar\u00e1 \u00e0 sexta reimpress\u00e3o, sempre com novas revis\u00f5es para facilitar o entendimento de um livro que mexe com a cabe\u00e7a do leitor. \u201cA obra de Euclides \u00e9 um conjunto extraordin\u00e1rio de conhecimentos. Trata-se de uma leitura dif\u00edcil, com saberes t\u00e9cnicos e cient\u00edficos. Mas ele se prop\u00f4s a tratar do fen\u00f4meno de Canudos. A partir do momento que se l\u00ea essa grande obra, pode-se verificar que tudo ali est\u00e1 organizado e articulado\u201d.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Dom\u00ednio P\u00fablico\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/BnSSva_9vKts9IQVjIfLlgRgmHg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/os_sertoes_livro_1902.jpg?itok=Y90-f2M_\" alt=\"reprodu\u00e7\u00e3o da primeira p\u00e1gina do livro Os Sert\u00f5es, que tamb\u00e9m est\u00e1 em dom\u00ednio p\u00fablico (publicado em 1902).\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Reprodu\u00e7\u00e3o da primeira p\u00e1gina do livro Os Sert\u00f5es, publicado em 1902\u00a0&#8211;\u00a0<strong>Dom\u00ednio P\u00fablico<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O livro \u00e9 considerado uma obra de arte desde a sua publica\u00e7\u00e3o. Em 1903, o cr\u00edtico Araripe J\u00fanior escreveu que n\u00e3o era poss\u00edvel criticar o trabalho. \u201cA emo\u00e7\u00e3o por ele produzida neutralizou a fun\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica. E, de fato, ponderando depois calmamente o valor da obra, pareceu-me chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que\u00a0<em>Os Sert\u00f5es<\/em>\u00a0s\u00e3o um livro admir\u00e1vel, que encontrar\u00e1 muito poucos, escritos no Brasil, que o emparelhem\u201d. Jos\u00e9 Ver\u00edssimo destacou que o livro revelava \u201cum homem de ci\u00eancias\u201d, \u201cum homem de pensamento\u201d,\u00a0 e um \u201chomem de sentimento\u201d. A obra lhe valeu a indica\u00e7\u00e3o \u00e0 Academia Brasileira de Letras, em 1903.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de disp\u00f4r a hist\u00f3ria da revolta e do papel de Ant\u00f4nio Conselheiro, Euclides utilizou um grupo de saberes que incluiu bot\u00e2nica, geologia, sociologia, antropologia, hist\u00f3ria das religi\u00f5es e conhecimentos amplos sobre a vida e hist\u00f3ria militar.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a forma\u00e7\u00e3o de Euclides em escolas militares tem influ\u00eancia decisiva, segundo pesquisadores, em seu desenvolvimento intelectual. \u201cAs escolas e a carreira militar s\u00e3o decisivas na vida dele. O Ex\u00e9rcito estava na vanguarda do processo hist\u00f3rico daquele per\u00edodo. Claro que os professores e as refer\u00eancias que ele teve influenciam na obra, que \u00e9 alta literatura\u201d, afirma a professora Walnice Galv\u00e3o. Ela pesquisa vida e obra de Euclides da Cunha h\u00e1 mais de 50 anos. A intelectual, docente em\u00e9rita da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), publicou 12 livros sobre o autor. \u201cAl\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o, outro fato transformador na vida dele \u00e9 a cobertura em Canudos\u201d, salientou.<\/p>\n<h2>\u201cHumildade\u201d<\/h2>\n<p>Para os pesquisadores da obra de Euclides da Cunha, o escritor foi para Canudos certo que encontraria ali uma revolta estimulada pelos monarquistas contra a rec\u00e9m-nascida rep\u00fablica, proclamada em 1889. Mas o autor descobre que essa n\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria verdadeira.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia rela\u00e7\u00e3o com disputa pol\u00edtica e Euclides mudou de ideia e de foco durante a expedi\u00e7\u00e3o. \u201cEst\u00e1 estampada em todas as p\u00e1ginas o dilaceramento de consci\u00eancia que ele viveu ao presenciar a viol\u00eancia do Estado contra os sertanejos\u201d, afirma a professora Walnice Galv\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que ele considera um crime o que ocorreu ali, com o massacre dos moradores e das cinco mil casas do lugarejo. \u201cO sertanejo \u00e9, antes de tudo, um forte\u201d, escreveu na abertura do cap\u00edtulo tr\u00eas. Essa mudan\u00e7a de ideia, segundo Leopoldo Bernucci, revela-se como um ato de humildade por parte de Euclides, ao deixar o acampamento da expedi\u00e7\u00e3o promovida pelo governo para se embrenhar na caatinga. A historiografia registra que pelo menos 20 mil pessoas morreram no epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>Walnice Galv\u00e3o destaca que Euclides teve uma virada de consci\u00eancia r\u00e1pida. \u201cEle ficou um pouco menos de um m\u00eas em Canudos, mas foi o suficiente para ter uma nova percep\u00e7\u00e3o do que ocorria. Na verdade, ele levou um choque diante do que descobriu. \u00c9 um trauma da vida dele\u201d.<\/p>\n<h2>Preocupa\u00e7\u00e3o ambiental<\/h2>\n<p>O professor de literatura Leopoldo Bernucci prepara, junto com o pesquisador Felipe Rissato, uma obra sobre 1,4 mil correspond\u00eancias enviadas e recebidas por Euclides da Cunha. A estimativa \u00e9 de pelo menos mais um ano de coleta dessas cartas oficiais e tamb\u00e9m de cunho pessoal do autor. Chamam a aten\u00e7\u00e3o nos materiais a preocupa\u00e7\u00e3o de Euclides com o meio ambiente.<\/p>\n<p>Inclusive, ap\u00f3s publicar<em>\u00a0Os Sert\u00f5es<\/em>, o escritor foi convidado para chefiar a Comiss\u00e3o Mista Brasileiro-Peruana de Reconhecimento do Alto Purus, na Amaz\u00f4nia. Nas cartas enviadas para o Bar\u00e3o do Rio Branco, principalmente no ano de 1905, detectou desmatamento nos seringais e tamb\u00e9m explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\u201cEle sempre revelou uma preocupa\u00e7\u00e3o ambiental com o pa\u00eds e uma consci\u00eancia ecol\u00f3gica bastante forte. Podemos dizer que ele tem uma atitude pioneira de den\u00fancia da devasta\u00e7\u00e3o das matas\u201d, afirma Bernucci. Outro aspecto dessa aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 na parte em que o autor discute as secas no Nordeste e suas origens\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ebc.com.br\/especiais-agua\/vidas-secas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(leia especial sobre hist\u00f3ria das secas produzido pela Ag\u00eancia Brasil)<\/a>. Ele havia tratado do tema para o jornal e incorporou-o em\u00a0<em>Os Sert\u00f5es<\/em>, inclusive sobre a rela\u00e7\u00e3o entre desmatamentos com per\u00edodos de seca e efeitos de chuvas.<\/p>\n<p>\u201cDepois, na Amaz\u00f4nia ele viu as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e de escraviza\u00e7\u00e3o a que nordestinos &#8211; em particular cearenses fugidos da seca &#8211; estavam trabalhando para a ind\u00fastria da borracha\u201d, diz o pesquisador. A expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia, segundo estimava Euclides, renderia o livro Para\u00edso Perdido. Mas, o autor morreu antes de conseguir terminar o trabalho e esmiu\u00e7ar em livro a den\u00fancia. Na volta da expedi\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o, quando tinha 43 anos de idade, trocou tiros com o amante da esposa, o militar Dilermando de Assis, acabou alvejado e n\u00e3o resistindo aos ferimentos. O epis\u00f3dio ficou conhecido como \u201ctrag\u00e9dia da Piedade\u201d, bairro do Rio de Janeiro onde ocorreu o fato.<\/p>\n<p>A morte precoce impediu o novo trabalho, mas os pesquisadores ainda descobrem escritos in\u00e9ditos e tentam trazer \u00e0 luz olhares sobre o autor que entrou para a hist\u00f3ria. Para o professor Arnaldo Godoy, que estuda as \u00e1reas de direito e literatura, a obra de Euclides da Cunha \u00e9 muito importante porque congrega diferentes saberes. Ele a utiliza nas aulas para ajudar os estudantes a entenderem as din\u00e2micas sociais do Brasil. \u201cTrata-se de uma descri\u00e7\u00e3o eletrizante e \u00e9pica, e oferece insumos jur\u00eddicos para aprendizagem. A literatura pode nos ajudar a suscitar uma s\u00e9rie de debates sobre temas que ele traz tanto em\u00a0<em>Os Sert\u00f5es<\/em>\u00a0como nas correspond\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Walnice Galv\u00e3o tamb\u00e9m estudou as correspond\u00eancias de Euclides e de autores brasileiros que se inspiraram na obra do autor. \u201cSeguramente, Guimar\u00e3es Rosa leu muito Euclides\u201d. A mesma estudiosa debru\u00e7ou-se oito anos sobre\u00a0<em>Os Sert\u00f5es<\/em>\u00a0para a publica\u00e7\u00e3o de uma edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. \u201c\u00c9 uma grande obra de arte liter\u00e1ria que faz a gente quebrar a cabe\u00e7a. \u00c9 um monumento para a gente entender o Brasil e a sua hist\u00f3ria, e que deve ser lido desde a primeira parte (A Terra), que \u00e9 pura poesia\u201d.<\/p>\n<p>Uma prosa po\u00e9tica sem fic\u00e7\u00e3o, e de palavras duras da realidade. \u201cO autor aponta o que \u00e9 ou n\u00e3o real. Mas quem decide o que \u00e9 literatura \u00e9 o leitor\u201d, explica Bernucci. Euclides era r\u00edgido com dados, e defende, na introdu\u00e7\u00e3o de sua obra, um conceito do franc\u00eas Hippolyte Taine: de que o narrador deve evitar meias verdades, que s\u00e3o \u201cmeias mentiras\u201d, e que n\u00e3o adianta \u201ccopiar os dados\u201d se for \u201cdesfigurada a alma\u201d. Alma e precis\u00e3o, n\u00e3o necessariamente nesta ordem, atravessaram os sert\u00f5es de Euclides.<\/p>\n<p>Por Luiz Cl\u00e1udio Ferreira &#8211; Bras\u00edlia<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor de Os Sert\u00f5es nasceu h\u00e1 155 anos A escolha das palavras certas para descrever&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15454,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-atualidade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/euclydes_da_cunha_1901213868.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":16472,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/antonio-conselheiro-um-reverbero-nos-sertoes\/","url_meta":{"origin":15453,"position":0},"title":"Ant\u00f4nio Conselheiro; um rev\u00e9rbero nos sert\u00f5es","author":"","date":"Maio 17, 2021","format":false,"excerpt":"Lucas Monteiro Barbosa seminaristalucas18@gmail.com \u201cO sert\u00e3o vai virar mar, o mar vai virar sert\u00e3o\u201d. 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