{"id":16952,"date":"2021-07-12T00:28:50","date_gmt":"2021-07-12T03:28:50","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=16952"},"modified":"2021-07-12T00:28:50","modified_gmt":"2021-07-12T03:28:50","slug":"a-guerra-de-canudos-uma-historia-de-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/a-guerra-de-canudos-uma-historia-de-resistencia\/","title":{"rendered":"A guerra de Canudos; uma hist\u00f3ria de resist\u00eancia."},"content":{"rendered":"<p>Lucas Monteiro Barbosa &#8211; seminaristalucas18@gmail.com<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16953\" src=\"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coluna-historica-177x300.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coluna-historica-177x300.jpg 177w, https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coluna-historica.jpg 256w\" sizes=\"(max-width: 177px) 100vw, 177px\" \/>Iniciada em novembro de 1896, a guerra de Canudos, no sert\u00e3o baiano, j\u00e1 se preanunciava desde a proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica. Entretanto, diferentemente do que se achavam nas capitais, Canudos n\u00e3o era um reduto de monarquistas, n\u00e3o intentava reintegrar Dom Pedro II ao trono. O beato Ant\u00f4nio Conselheiro, peregrinava pelos sert\u00f5es, a exemplo do padre Ibiapina, pregando a fidelidade ao credo cat\u00f3lico, talvez prevendo as mudan\u00e7as que viriam com o novo regime no pa\u00eds. \u00c9 bem verdade, que a seu modo, o catolicismo popular do Nordeste fora muito criticado, sobretudo pelo alto clero brasileiro, mas fora com essa ingenuidade e \u2013 para os doutos \u2013 fanatismo que o catolicismo chegara aos rinc\u00f5es sertanejos. Ant\u00f4nio Conselheiro expressava e liderava este povo \u201cinculto\u201d rumo a um lugar onde pudessem exercer sua religiosidade, mas tamb\u00e9m pregando contra a rep\u00fablica. Desaprovados pelo governo, a guerra era iminente.<br \/>\nCanudos chegou a ser, em apenas quatro anos de funda\u00e7\u00e3o, a maior cidade do interior baiano, com uma popula\u00e7\u00e3o aproximadamente de vinte e cinco mil habitantes. \u00c0s margens do rio Vaza-Barris, em uma fazenda abandonada chamada Canudos, onde j\u00e1 havia alguns poucos moradores nos arredores desta fazenda. L\u00e1, em novembro de 1893, o beato Ant\u00f4nio Conselheiro e seus seguidores fundaram a comunidade de Belo monte. Vivendo \u00e0 sua maneira, mas, sobretudo, \u00e0 luz do Evangelho, Canudos despertara a preocupa\u00e7\u00e3o da Igreja e, principalmente, do governo federal. Ap\u00f3s um mal entendido em Juazeiro da Bahia, a primeira expedi\u00e7\u00e3o fora enviada para dispersar os \u201cjagun\u00e7os\u201d daquele \u201creduto de monarquistas\u201d. Comandada pelo tenente Pires Ferreira, a primeira investida contra Canudos contava com 113 combatentes. No entanto, a pau e pedra, os conselheiristas conseguiram recha\u00e7ar a tropa nos arredores de Uau\u00e1 \u2013 BA.<br \/>\nA segunda expedi\u00e7\u00e3o teve dois dias de combate, iniciado no dia 18 de janeiro de 1897. Contara com 119 combatentes sob o comando do major Febr\u00f4nio de Brito. Outra derrota acachapante. Desmoralizado, o ex\u00e9rcito decretara de vez a quest\u00e3o de honra no intento contra Canudos. O governo envia, para p\u00f4r termo ao arraial, o mais ilustre oficial do ex\u00e9rcito, o coronel Ant\u00f4nio Moreira C\u00e9sar, o Corta cabe\u00e7as, liderando um contingente de 1300 soldados, al\u00e9m de outros oficiais. Outra derrota. Dessa vez, o pa\u00eds inteiro fitara os olhos na guerra, Moreira C\u00e9sar, o her\u00f3i de guerra do pa\u00eds, havia tombado morto na malograda investida, a 04 de mar\u00e7o. Muitos dos cad\u00e1veres deixados na fuga da tropa ficaram bizarramente expostos nos caminhos a Canudos. Al\u00e9m disso, o contingente tamb\u00e9m deixara armas e muni\u00e7\u00f5es para tr\u00e1s. Ressalte-se que somente agora, os conselheiristas estavam devidamente armados.<br \/>\nA quarta e \u00faltima expedi\u00e7\u00e3o fora chefiada pelo general Arthur Oscar Guimar\u00e3es. Chegando ao morro da Favela, \u00e0s portas do arraial, em fins de maio, com um contingente formado por 5000 homens. O n\u00famero de combatentes de ambos os lados vai se alterando ao longo de cinco meses de combate. Do lado do ex\u00e9rcito, foram muitos pedidos de refor\u00e7os, dado o n\u00famero de baixas no combate. Em agosto, o n\u00famero de soldados passa dos 10.000. Canudos mostrara uma tenaz perspic\u00e1cia b\u00e9lica. Mesmo ap\u00f3s a morte de seu l\u00edder, Ant\u00f4nio Conselheiro, a 22 de setembro, os conselheiristas n\u00e3o se entregaram, estendendo o combate at\u00e9 05 de outubro, restando apenas quatro resistentes, dois homens, um velho e um menino. Foram muitos os prisioneiros do ex\u00e9rcito, eram mulheres, crian\u00e7as e idosos, muitos foram cruelmente executados. Em seus \u00faltimos dias, Canudos fora retratada por Euclides da Cunha, enviado como correspondente do jornal O estado de S\u00e3o Paulo. De forma dram\u00e1tica, a guerra de Canudos est\u00e1 eternizada na obra de Euclides da Cunha, Os sert\u00f5es. No fim da guerra, a campanha do general Arthur Oscar fora muito questionada, pois, embora as capitais clamassem por uma interven\u00e7\u00e3o militar a Canudos, a forma criminosa com a qual Canudos fora expugnada muito impressionara todo o pa\u00eds.<br \/>\nPara evitar que as ru\u00ednas de Canudos pudessem simbolizar um marco de insurg\u00eancia contra o governo, nos anos de 1940, o governo de Vargas aprova a submers\u00e3o dos destro\u00e7os pelo a\u00e7ude Corobob\u00f3, o que se realizou no regime militar, nos anos de 1960. Ainda hoje se pode ver, em per\u00edodos de seca, parte dos escombros. Canudos parece teimar em n\u00e3o desaparecer. Seus escombros acenam para a posterioridade como uma representa\u00e7\u00e3o da luta do povo por dignidade, moradia e express\u00e3o. \u201cCanudos n\u00e3o se rendeu\u201d e est\u00e1 presente no folclore nordestino, uma heran\u00e7a cultural para as gera\u00e7\u00f5es subsequentes de nordestinos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lucas Monteiro Barbosa &#8211; seminaristalucas18@gmail.com Iniciada em novembro de 1896, a guerra de Canudos, no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16531,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[11,79],"tags":[],"class_list":["post-16952","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-lucas-monteiro-barbosa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Lucas-Monteiro-artigo.jpeg","jetpack-related-posts":[{"id":16472,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/antonio-conselheiro-um-reverbero-nos-sertoes\/","url_meta":{"origin":16952,"position":0},"title":"Ant\u00f4nio Conselheiro; um rev\u00e9rbero nos sert\u00f5es","author":"","date":"Maio 17, 2021","format":false,"excerpt":"Lucas Monteiro Barbosa seminaristalucas18@gmail.com \u201cO sert\u00e3o vai virar mar, o mar vai virar sert\u00e3o\u201d. 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