{"id":17339,"date":"2021-08-30T00:57:45","date_gmt":"2021-08-30T03:57:45","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=17339"},"modified":"2021-08-30T00:57:45","modified_gmt":"2021-08-30T03:57:45","slug":"o-carrasco-de-lampiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/o-carrasco-de-lampiao\/","title":{"rendered":"O CARRASCO DE LAMPI\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>Lucas Monteiro Barbosa &#8211; seminaristalucas18@gmail.com<\/p>\n<p>Oitenta e tr\u00eas anos se passaram desde a morte de Lampi\u00e3o, Maria Bonita e mais nove cangaceiros do bando do ic\u00f4nico bandoleiro, mas os questionamentos sobre a vers\u00e3o mais contada da morte de Virgolino Ferreira da Silva ainda reverberam pelo imagin\u00e1rio popular. Vez por outra, uma nova obra \u00e9 publicada dedicando-se a sanar tais questionamentos. Em seu mais recente livro, Apagando o Lampi\u00e3o; vida e morte do Rei do canga\u00e7o, Frederico Pernambucano de Mello, uma das maiores autoridades no tema, apresenta a mesma constata\u00e7\u00e3o ratificada por outros ilustres pesquisadores, como o saudoso Ant\u00f4nio Amaury em Assim morreu Lampi\u00e3o. Mas dessa vez, Frederico Pernambucano traz a hist\u00f3ria de um \u00e2ngulo diferente: o do verdadeiro autor do tiro que vitimou o Rei do canga\u00e7o.<br \/>\n27 de julho de 1938. Em uma grota da fazenda Angico, na zona rural do munic\u00edpio de Porto da Folha \u2013 SE, \u00e0s margens do Rio S\u00e3o Francisco, Lampi\u00e3o \u00e9 avisado por coiteros, que as volantes do tenente Jo\u00e3o Bezerra e do sargento Aniceto Rodrigues, ali pr\u00f3ximos, do outro lado do rio, no munic\u00edpio de Piranhas, em territ\u00f3rios alagoanos, rumaram para Pedra de Delmiro atr\u00e1s dos cangaceiros. Lampi\u00e3o e seu bando poderiam dormir \u00e0 vontade. Mas era tudo estrat\u00e9gia da pol\u00edcia. Na noite do dia anterior, o vaqueiro Joca Bernardes denunciara o coitero Pedro de C\u00e2ndido ao sargento Aniceto. Joca n\u00e3o sabia o local exato do coito, mas Pedro certamente o sabia. Entre o local de onde partira o contingente e o rancho onde os cangaceiros, em n\u00famero de trinta e seis, estavam, um pouco mais de um quil\u00f4metro deveriam ser encarados pela volante. Sob um sereno fino, a tropa marcha vagarosa e silenciosamente para n\u00e3o alarmar os bandidos. \u00c0 frente iam Pedro de C\u00e2ndido e seu irm\u00e3o, Durval, guiando a volante. Aos primeiros raios de sol, no dia 28 de julho, a pol\u00edcia j\u00e1 estava em cima dos cangaceiros, que aos poucos acordavam e conversavam entre si. Jo\u00e3o Bezerra divide a tropa em quatro grupos.<br \/>\nSob a mira do aspirante Francisco Ferreira, Lampi\u00e3o tomava caf\u00e9. O aspirante assumira posi\u00e7\u00e3o para disparar o primeiro tiro, mas portava uma metralhadora modelo Bergman, inapropriada para um tiro certeiro, como o fazem os atiradores de elite. Al\u00e9m do mais, Francisco Ferreira tomara uns tragos a mais de \u00e1gua ardente e estava visivelmente alterado. Ordena ent\u00e3o que o soldado Santo desse o tiro inaugural da investida. Sebasti\u00e3o Vieira Sandes, o Santo, conhecia bem Lampi\u00e3o, mais do que qualquer outro soldado ali. Fora seu coitero e amigo at\u00e9 meados de 1936, quando o rapaz fora pego pela volante e s\u00f3 tinha uma alternativa para n\u00e3o morrer: se alistar \u00e0 pol\u00edcia e perseguir cangaceiros. O rapaz mira em Lampi\u00e3o e executa o tiro. Do outro lado do cerco, o cangaceiro Amoroso buscava \u00e1gua em um pequeno po\u00e7o natural. \u00c0 sua frente estava o soldado Abdon, que facilmente poderia ser percebido pelo cangaceiro. Abdon pensa em atirar, mas se o fizesse, descumpriria as ordens dos superiores e poria em risco toda a opera\u00e7\u00e3o. Sua salva\u00e7\u00e3o fora o tiro de Santo, ao qual fora quase que simultaneamente respondido por Abdon, mas este errara o alvo.<br \/>\nAp\u00f3s os dois primeiros tiros, quase que simult\u00e2neos, um sil\u00eancio sepulcral domina toda a grota. Lampi\u00e3o ca\u00edra morto com um tiro na regi\u00e3o umbilical esquerda. O tiro, disparado por Santo, ainda bate no punhal que cingia a cintura do Rei do canga\u00e7o. O sil\u00eancio durou cerca de dez segundos e fora seguido pelo tiroteio, que ribombou por quase vinte minutos. Ao fim do confronto, onze cangaceiros mortos. Os demais conseguiram fugir. Pelo lado da pol\u00edcia, apenas uma baixa, o soldado Adri\u00e3o. As cabe\u00e7as dos cangaceiros mortos s\u00e3o cortadas, como uma esp\u00e9cie de trof\u00e9u macabro para a pol\u00edcia, al\u00e9m dos despojos dos cabras. A volante \u00e9 recebida em Piranhas com festa e fogos de artif\u00edcio. De Piranhas, as cabe\u00e7as rumam \u00e0 capital, Macei\u00f3, em um cortejo celebrado em cada cidade por onde passavam.<br \/>\nPor muitos anos, o soldado Ant\u00f4nio Honorato assumira a autoria do tiro que matara Lampi\u00e3o, e isso fora aceito por muitos anos, mas at\u00e9 seus companheiros desconfiavam de sua vers\u00e3o. O verdadeiro autor, Santo, se manteve calado por d\u00e9cadas, at\u00e9 que, j\u00e1 no fim de sua vida, decidira contar sua vers\u00e3o ao c\u00e9lebre pesquisador Frederico Pernambucano. Ainda consternado, o ex-volante salienta que matara o Capit\u00e3o n\u00e3o por querer, mas por obriga\u00e7\u00e3o. Por essa raz\u00e3o, Santo escondera a verdadeira hist\u00f3ria. N\u00e3o se preocupou com fama. Havia matado um amigo, um padrinho, n\u00e3o tinha do que se orgulhar. Embora chocante e s\u00f3brio, o depoimento de Santo, por si s\u00f3, n\u00e3o fora o bastante para se chegar \u00e0 constata\u00e7\u00e3o. Frederico Pernambucano levou em considera\u00e7\u00e3o muitos testes e compara\u00e7\u00f5es para, em fim, levar a p\u00fablico o verdadeiro carrasco de Lampi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lucas Monteiro Barbosa &#8211; seminaristalucas18@gmail.com Oitenta e tr\u00eas anos se passaram desde a morte de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[11,79],"tags":[],"class_list":["post-17339","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-lucas-monteiro-barbosa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/coluna-carrasco-do-cangaco.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":27121,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/as-hodiernas-dificuldades-de-se-estudar-o-cangaco\/","url_meta":{"origin":17339,"position":0},"title":"As hodiernas dificuldades de se estudar o canga\u00e7o","author":"adminredacao","date":"Novembro 6, 2023","format":false,"excerpt":"Por Lucas Monteiro Barbosa. 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