{"id":25927,"date":"2023-08-08T10:27:26","date_gmt":"2023-08-08T13:27:26","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=25927"},"modified":"2023-08-08T10:27:26","modified_gmt":"2023-08-08T13:27:26","slug":"homilia-do-papa-francisco-no-mosteiro-dos-jeronimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/homilia-do-papa-francisco-no-mosteiro-dos-jeronimos\/","title":{"rendered":"Homilia do Papa Francisco no Mosteiro dos Jer\u00f3nimos"},"content":{"rendered":"<p>\u00abQueridos irm\u00e3os bispos, queridos padres e di\u00e1conos, consagrados e consagradas e seminaristas, queridos agentes pastorais, irm\u00e3os e irm\u00e3s: Boa tarde!<br \/>\nEstou feliz por estar entre v\u00f3s para viver com tantos jovens o Dia Mundial da Juventude, mas tamb\u00e9m para compartilhar a vossa caminhada eclesial, o vosso cansa\u00e7o e as vossas esperan\u00e7as. Agrade\u00e7o ao Mons. Jos\u00e9 Ornelas Carvalho pelas palavras que me dirigiu; desejo rezar convosco para que, como ele disse, possamos ser, juntamente com os jovens, audazes ao abra\u00e7ar \u201co sonho de Deus e encontrar caminhos para uma participa\u00e7\u00e3o alegre, generosa e transformadora, para a Igreja e para a humanidade\u201d.<br \/>\nEstou rodeado pela beleza deste pa\u00eds, terra de passagem entre o passado e o futuro, lugar de antigas tradi\u00e7\u00f5es e de grandes mudan\u00e7as, adornado por vales exuberantes e praias douradas que d\u00e3o vista para a beleza sem limites do oceano, que delimita Portugal. Isto evoca-me o cen\u00e1rio do chamamento de Jesus aos primeiros disc\u00edpulos, \u00e0 beira do mar da Galileia. Gostaria de me deter neste chamado, que destaca o que acab\u00e1mos de ouvir na Leitura breve das V\u00e9speras: o Senhor nos salvou e nos chamou n\u00e3o por nossas obras, mas por sua gra\u00e7a (cf. 2 Tm 1,9). Isto aconteceu na vida dos primeiros disc\u00edpulos quando Jesus, passando, \u201cviu dois barcos junto \u00e0 beira do lago; os pescadores tinham descido e estavam lavando as redes\u201d (Lc 5,2). Ent\u00e3o Jesus subiu no barco de Sim\u00e3o e, depois de ter falado \u00e0 multid\u00e3o, mudou a vida daqueles pescadores convidando-os a avan\u00e7ar para o mar alto e a lan\u00e7ar as redes. Vemos imediatamente um contraste: por um lado, os pescadores descem do barco para lavar as redes, ou seja, para limp\u00e1-las, conserv\u00e1-las bem e voltar para casa; por outro lado, Jesus sobe no barco e convida a lan\u00e7ar de novo as redes para a pesca. As diferen\u00e7as s\u00e3o claras: os disc\u00edpulos descem, Jesus sobe; eles querem guardar as redes, Ele quer que sejam lan\u00e7adas novamente ao mar para a pesca.<br \/>\nEm primeiro lugar, est\u00e3o os pescadores que descem do barco para lavar as redes. Este \u00e9 o cen\u00e1rio que se apresenta aos olhos de Jesus e Ele se det\u00e9m precisamente a\u00ed. Pouco tempo antes, Ele havia come\u00e7ado a sua prega\u00e7\u00e3o na sinagoga de Nazar\u00e9, mas os seus conterr\u00e2neos o haviam empurrado para fora da cidade e at\u00e9 tentaram mat\u00e1-lo (cf. Lc 4,28-30). Ent\u00e3o Ele saiu do lugar sagrado e come\u00e7ou a pregar a Palavra entre as pessoas, nas ruas onde as mulheres e os homens do seu tempo se esfor\u00e7avam todos os dias. Cristo est\u00e1 interessado em levar a proximidade de Deus precisamente aos lugares e situa\u00e7\u00f5es onde as pessoas vivem, lutam, esperam, \u00e0s vezes com falhan\u00e7os e frustra\u00e7\u00f5es nas m\u00e3os, precisamente como esses pescadores que durante a noite n\u00e3o tinham apanhado nada. Jesus olha com ternura para Sim\u00e3o e seus companheiros que, cansados e amargurados, lavam as suas redes, realizando um gesto repetitivo, mas tamb\u00e9m cheio de fadiga e resigna\u00e7\u00e3o: n\u00e3o restava mais do que voltar para casa com as m\u00e3os vazias.<br \/>\nPor vezes, no nosso caminho eclesi\u00e1stico, podemos experimentar um cansa\u00e7o semelhante, quando parece que temos apenas redes vazias nas m\u00e3os. Este \u00e9 um sentimento bastante difundido nos pa\u00edses de antiga tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, afetados por muitas mudan\u00e7as sociais e culturais e cada vez mais marcados pelo secularismo, pela indiferen\u00e7a para com Deus e pelo crescente distanciamento da pr\u00e1tica da f\u00e9. Aqui o perigo \u00e9 que entre a mundanidade. Isto \u00e9 muitas vezes acentuado pela desilus\u00e3o e a raiva que alguns alimentam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja, em alguns casos pelo nosso mau testemunho e pelos esc\u00e2ndalos que desfiguraram o seu rosto, e que exigem uma purifica\u00e7\u00e3o humilde e constante, partindo do grito de dor das v\u00edtimas, que devem sempre ser acolhidas e ouvidas. Mas, quando algu\u00e9m se sente desanimado, o risco \u00e9 sair do barco e ficar preso nas redes da resigna\u00e7\u00e3o e do pessimismo. Em vez disso, confiemos que Jesus continua a estender a m\u00e3o e a sustentar a sua amada Igreja. Por isso, levemos ao Senhor nossos cansa\u00e7os e nossas l\u00e1grimas, para poder enfrentar as situa\u00e7\u00f5es pastorais e espirituais, dialogando entre n\u00f3s com abertura de cora\u00e7\u00e3o para experimentar novos caminhos a seguir.<br \/>\nAqueles de n\u00f3s que est\u00e3o desanimados, conscientes ou n\u00e3o totalmente, retiramo-nos do zelo apost\u00f3lico e vamos perdendo-o. Transformamo-nos em funcion\u00e1rios do sagrado e \u00e9 muito triste quando uma pessoa que consagrou a sua vida a Deus se torna num funcion\u00e1rio, num mero administrador das coisas. \u00c9 muito triste.<br \/>\nDe fato, logo que os ap\u00f3stolos descem para lavar os instrumentos utilizados, Jesus sobe ao barco e depois convida-os a lan\u00e7ar novamente as redes. Ele vem procurar-nos nas nossas solid\u00f5es e nas nossas crises para nos ajudar a recome\u00e7ar. Tamb\u00e9m hoje passa pelas margens da exist\u00eancia para reacender a esperan\u00e7a e dizer-nos tamb\u00e9m a n\u00f3s, como a Sim\u00e3o e aos outros: \u00abFazei-vos ao largo, e lan\u00e7ai as vossas redes para a pesca\u00bb (Lc 5,4). Irm\u00e3os e irm\u00e3s, o que vivemos \u00e9 certamente um tempo dif\u00edcil, mas o Senhor hoje pergunta a esta Igreja: \u201cQueres sair do barco e afundar-te na desilus\u00e3o, ou deixar-me subir e permitir que seja uma vez mais a novidade da minha Palavra que leve o leme? Est\u00e1s satisfeito apenas com o passado que tens atr\u00e1s ou ousas lan\u00e7ar novamente com entusiasmo as redes para a pesca?\u201d. Isto \u00e9 o que o Senhor nos pede: que reavivemos a inquieta\u00e7\u00e3o pelo Evangelho. E podemos dizer que esta \u00e9 a inquieta\u00e7\u00e3o \u201cboa\u201d que a imensid\u00e3o do oceano vos entrega a v\u00f3s portugueses: ir al\u00e9m da margem, n\u00e3o para conquistar o mundo, mas para anim\u00e1-lo com o consolo e a alegria do Evangelho. Nesta \u00f3tica se podem ler as palavras de um dos vossos grandes mission\u00e1rios, o Padre Ant\u00f3nio Vieira, chamado \u201cPaia\u00e7u\u201d, grande pai. Ele dizia que Deus vos deu uma pequena terra para nascer; mas, fazendo-vos olhar para o oceano, deu-vos o mundo inteiro para morrer: \u00abPara nascer, pouca terra; para morrer, toda a terra; para nascer, Portugal; para morrer, o mundo\u00bb (A. VIEIRA, Homil\u00edas, Vol. III, Tomo VII, Porto 1959, p. 69). Lan\u00e7ar novamente as redes e abra\u00e7ar o mundo com a esperan\u00e7a do Evangelho: \u00e9 a isto que somos chamados! N\u00e3o \u00e9 tempo de parar e desistir, de amarrar o barco em terra ou de olhar para tr\u00e1s; n\u00e3o devemos evitar este tempo porque temos medo e refugiar-nos em formas e estilos do passado. N\u00e3o, este \u00e9 o tempo de gra\u00e7a que o Senhor nos d\u00e1 para aventurar-nos no mar da evangeliza\u00e7\u00e3o e da miss\u00e3o.<br \/>\nMas, para poder faz\u00ea-lo, tamb\u00e9m precisamos de tomar decis\u00f5es. Gostaria de indicar-vos tr\u00eas delas, inspiradas no Evangelho.<br \/>\nEm primeiro lugar, navegar em alto mar. Para lan\u00e7ar novamente as redes ao mar, \u00e9 necess\u00e1rio deixar a margem das desilus\u00f5es e do imobilismo, distanciar-se dessa tristeza melosa e desse cinismo ir\u00f3nico que nos assaltam face \u00e0s dificuldades. \u00c9 necess\u00e1rio fazer isso para passar do derrotismo para a f\u00e9, como Sim\u00e3o que, mesmo tendo trabalhado em v\u00e3o toda a noite, afirmou: \u00abSe tu o dizes, lan\u00e7arei as redes\u00bb (Lc 5,5). Mas, para confiar todos os dias no Senhor e na Sua Palavra, n\u00e3o s\u00e3o suficientes as palavras, \u00e9 necess\u00e1ria muita ora\u00e7\u00e3o. S\u00f3 em adora\u00e7\u00e3o, s\u00f3 diante do Senhor \u00e9 que se recupera o gosto e a paix\u00e3o pela evangeliza\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o supera-se a tenta\u00e7\u00e3o de levar adiante uma \u201cpastoral da nostalgia e dos lamentos\u201d e tem-se a coragem de navegar em alto mar, sem ideologias e sem mundanidade, animados por um \u00fanico desejo: que o Evangelho chegue a todos. V\u00f3s tendes muitos exemplos neste caminho e, visto que estamos rodeados de jovens, gostaria de lembrar um jovem de Lisboa, S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito, que h\u00e1 s\u00e9culos, no meio de muitas dificuldades, partiu para a \u00cdndia e come\u00e7ou a falar e a vestir-se do mesmo modo dos que encontrava, a fim de anunciar Jesus. Tamb\u00e9m n\u00f3s somos chamados a lan\u00e7ar as nossas redes no tempo em que vivemos, a dialogar com todos, a tornar compreens\u00edvel o Evangelho, mesmo que para isso possamos correr o risco de alguma tempestade. Como os jovens que v\u00eam aqui de todo o mundo para desafiar as ondas gigantes da Nazar\u00e9, tamb\u00e9m n\u00f3s vamos ao mar sem medo; n\u00e3o tenhamos medo de enfrentar o mar aberto, porque no meio da tempestade e dos ventos contr\u00e1rios, Jesus vem ao nosso encontro e nos diz: \u00abTranquilizem-se, sou eu; n\u00e3o tenham medo\u00bb (Mt 14,27).<br \/>\nUma segunda decis\u00e3o: levar adiante juntos a pastoral. No texto Jesus confia a Pedro a tarefa de navegar em alto mar, mas depois fala no plural, dizendo \u00ablancem as redes\u00bb (Lc 5,4). Pedro guia o barco, mas no barco est\u00e3o todos e todos s\u00e3o chamados a lan\u00e7ar as redes. E quando recolhem uma grande quantidade de peixes, n\u00e3o acreditam que possam faz\u00ea-lo sozinhos, n\u00e3o administram o dom como posse e propriedade privada, mas \u2014diz o Evangelho\u2014 \u00abfizeram sinais aos companheiros do outro barco para que viessem ajud\u00e1-los\u00bb (Lc 5,7). Assim encheram dois barcos, n\u00e3o um. Um significa solid\u00e3o, fechamento, pretens\u00e3o de autossufici\u00eancia, dois significa rela\u00e7\u00e3o. A Igreja \u00e9 sinodal, \u00e9 comunh\u00e3o, ajuda m\u00fatua, caminho comum. A isto visa o S\u00ednodo em curso, que ter\u00e1 o seu primeiro momento assemble\u00e1rio no pr\u00f3ximo m\u00eas de outubro. No barco da Igreja tem que haver lugar para todos: todos os batizados s\u00e3o chamados a subir nele e a lan\u00e7ar as redes, comprometendo-se pessoalmente no an\u00fancio do Evangelho. \u00c9 um grande desafio, especialmente nos contextos onde os sacerdotes e os consagrados est\u00e3o cansados porque, enquanto as exig\u00eancias pastorais aumentam, eles s\u00e3o cada vez menos. No entanto, nesta situa\u00e7\u00e3o podemos ver uma ocasi\u00e3o para envolver, com impulso fraterno e saud\u00e1vel criatividade pastoral, os leigos. As redes dos primeiros disc\u00edpulos, ent\u00e3o, tornam-se uma imagem da Igreja, que \u00e9 uma \u201crede de rela\u00e7\u00f5es\u201d humanas, espirituais e pastorais. Se n\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logo, corresponsabilidade e participa\u00e7\u00e3o, a Igreja envelhece. Queria dizer assim: nunca um bispo sem o seu presbit\u00e9rio e o Povo de Deus; nunca um sacerdote sem os seus companheiros; e todos unidos como Igreja \u2014sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos fi\u00e9is\u2014, nunca sem os outros, sem o mundo. Sem mundanidade, mas n\u00e3o sem o mundo. Na Igreja ajudamo-nos, sustentamo-nos mutuamente e somos chamados a difundir tamb\u00e9m fora um clima construtivo de fraternidade. Por outro lado, S\u00e3o Pedro escreve que somos as pedras vivas usadas para a constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio espiritual (cf. 1 P 2,5). Gostaria de acrescentar: v\u00f3s fi\u00e9is portugueses s\u00e3o tamb\u00e9m uma \u201ccal\u00e7ada\u201d, s\u00e3o as pedras valiosas desse solo acolhedor e resplandecente sobre o qual o Evangelho precisa caminhar; nenhuma pedra pode faltar, caso contr\u00e1rio nota-se imediatamente. Esta \u00e9 a Igreja que, com a ajuda de Deus, somos chamados a construir!<br \/>\nPor \u00faltimo, a terceira decis\u00e3o: ser pescadores de homens. Jesus confia aos disc\u00edpulos a miss\u00e3o de navegar no mar do mundo. Frequentemente o mar, na Escritura, est\u00e1 associado ao lugar do mal e das for\u00e7as desfavor\u00e1veis que os homens n\u00e3o conseguem dominar. Por isso, pescar pessoas e tir\u00e1-las da \u00e1gua significa ajud\u00e1-las a sair do abismo onde se afundaram, salv\u00e1-las do mal que amea\u00e7a afog\u00e1-las, ressuscit\u00e1-las de todas as formas de morte. O Evangelho, de facto, \u00e9 um an\u00fancio de vida no mar da morte, de liberdade nos turbilh\u00f5es da escravatura, de luz no abismo das trevas. Como afirma S\u00e3o Ambr\u00f3sio, \u00abos instrumentos da pesca apost\u00f3lica s\u00e3o como as redes; de facto, as redes n\u00e3o causam a morte de quem fica preso, mas sim guardam-no com vida, tiram-no dos abismos para a luz\u00bb (Exp. Luc. IV, 68-79). H\u00e1 muitos abismos na sociedade de hoje, tamb\u00e9m aqui em Portugal. Temos a sensa\u00e7\u00e3o de que falta o entusiasmo, a coragem de sonhar, a for\u00e7a de enfrentar os desafios, a confian\u00e7a no futuro; e, entretanto, navegamos na incerteza, na precariedade econ\u00f3mica, na pobreza da amizade social, na falta de esperan\u00e7a. A n\u00f3s, como Igreja, foi-nos confiada a tarefa de nos imergirmos nas \u00e1guas deste mar lan\u00e7ando a rede do Evangelho, sem apontar o dedo, mas levando \u00e0s pessoas do nosso tempo uma proposta de vida nova, a de Jesus: levar a acolhida do Evangelho a uma sociedade multicultural; levar a proximidade do Pai \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de precariedade e de pobreza que aumentam, sobretudo entre os jovens; levar o amor de Cristo onde a fam\u00edlia \u00e9 fr\u00e1gil e as rela\u00e7\u00f5es est\u00e3o feridas; transmitir a alegria do Esp\u00edrito onde reina a desmoraliza\u00e7\u00e3o e o fatalismo. Um dos vossos poetas escreveu: \u00abPara chegar ao infinito, e acredito que se pode chegar l\u00e1, \u00e9 preciso que tenhamos um porto, um s\u00f3, firme, e partir dele para o Indefinido\u00bb (F. PESSOA, Livro do Desassossego, Lisboa 1998, 247). Sonhamos a Igreja portuguesa como um \u201cporto seguro\u201d para quem enfrenta as travessias, os naufr\u00e1gios e as tempestades da vida!<br \/>\nAgrade\u00e7o-vos de cora\u00e7\u00e3o, irm\u00e3os e irm\u00e3s, pela vossa escuta; agrade\u00e7o-vos por tudo o que fazem, pelo vosso exemplo e const\u00e2ncia. Muito obrigado! E confio-vos \u00e0 Virgem de F\u00e1tima, \u00e0 guarda do anjo de Portugal e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos vossos grandes santos; especialmente, aqui em Lisboa, a S\u00e3o Ant\u00f3nio, ap\u00f3stolo incans\u00e1vel, pregador inspirado, disc\u00edpulo do Evangelho atento aos males da sociedade e cheio de compaix\u00e3o pelos pobres; que interceda por v\u00f3s e vos alcance a alegria de uma nova pesca milagrosa. E, por favor, n\u00e3o se esque\u00e7am de rezar por mim.\u00bb<br \/>\n(Cr\u00e9ditos: acimprensa &#8211; https:\/\/www.aciprensa.com\/noticias\/jmj-lisboa-2023-homilia-del-papa-francisco-en-el-monasterio-de-los-jeronimos-de-belem-74726)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abQueridos irm\u00e3os bispos, queridos padres e di\u00e1conos, consagrados e consagradas e seminaristas, queridos agentes pastorais,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":7687,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[24,11],"tags":[],"class_list":["post-25927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-a-voz-do-pastor","category-artigos"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Dom-Vasconcelos-posses.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":37348,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/dia-da-vida-consagrada\/","url_meta":{"origin":25927,"position":0},"title":"Dia da\u00a0Vida Consagrada\u00a0","author":"adminredacao","date":"Fevereiro 11, 2026","format":false,"excerpt":"Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta - Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) Celebramos, neste dia\u00a02 de fevereiro, a Festa da Apresenta\u00e7\u00e3o do Senhor e, por ocasi\u00e3o dessa festa, unimo-nos em ora\u00e7\u00e3o pela vida dos religiosos e consagrados. 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