{"id":28667,"date":"2024-03-11T16:55:24","date_gmt":"2024-03-11T19:55:24","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=28667"},"modified":"2024-03-11T16:55:24","modified_gmt":"2024-03-11T19:55:24","slug":"de-olho-na-lingua-82","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-82\/","title":{"rendered":"De Olho na L\u00edngua"},"content":{"rendered":"<p><strong>Bom-senso ou bom senso?<\/strong><br \/>\nEm uma consulta \u00e0 \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Volp, j\u00e1 posterior ao Acordo Ortogr\u00e1fico de 2008\/2009, revela que hoje se registra como modo correto de escrever, a forma bom-senso (Academia Brasileira de Letras, de 2009, p.126).<br \/>\nOBS.: Quem tiver bom-senso \u00e9 bom us\u00e1-lo escrevendo \u201cbom-senso\u201d, de acordo como manda a ABL, \u00f3rg\u00e3o oficial em definir problemas de L\u00edngua Portuguesa e o Vocabul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Mau humor \/ mal-humorado<\/strong><br \/>\nO que \u00e9 mau humor &#8211; O mal-humorado \u00e9 aquele que est\u00e1 irritado, desgostoso com alguma coisa, reclamando de tudo. A express\u00e3o \u201cmau humor\u201d vem da reuni\u00e3o do adjetivo \u201cmau\u201d, que se refere \u00e0quilo que tem um car\u00e1ter ruim ou relacionado a maldade e o substantivo \u201chumor\u201d, que \u00e9 disposi\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo. Portanto, devemos grafar assim: mau humor (bom humor) e mal-humorado (bem-humorado).<br \/>\nOBS.: Devemos utilizar o adjetivo \u201cmau\u201d porque \u00e9 ant\u00f4nimo de bom. Ou seja: mau humor\/bom humor. N\u00e3o devemos usar o adv\u00e9rbio \u201cmal\u201d porque n\u00e3o \u00e9 ant\u00f4nimo de \u201cbem\u201d, e n\u00e3o \u00e9 correto dizer: bem humor.<\/p>\n<p><strong>Jogo-da-velha X Jogo da velha<\/strong><br \/>\nAntes da Nova Ortografia, a express\u00e3o acima grafava-se com h\u00edfen. Vale a pena lembrar que palavras ligadas por preposi\u00e7\u00e3o s\u00f3 mant\u00eam o h\u00edfen se pertencerem ao reino animal ou vegetal. Exs.: coco-da-ba\u00eda, jo\u00e3o-de-barro, erva-de-cheiro, bem-te-vi.<br \/>\nOBS.: \u00c9 sempre bom recordar as exce\u00e7\u00f5es: p\u00e9-de-meia, \u00e1gua-de-col\u00f4nia, arco-da-velha, cor-de-rosa. Assim como com as palavras ligadas por \u201cd\u201d, com caixa d\u2019\u00e1gua, pingo d\u2019\u00e1gua, etc.<\/p>\n<p><strong>\u201cCobrir a imagem com flores\u201d ou \u201cCobrir a imagem de flores\u201d?<\/strong><br \/>\nAmbas corretas, mas semanticamente diferentes. Vejamos: o conhecimento das rela\u00e7\u00f5es prepositivas \u00e9 de grande import\u00e2ncia e muito concorre para a correta estrutura da frase, para a variedade e eleg\u00e2ncia do dizer. Uma mesma preposi\u00e7\u00e3o pode exprimir v\u00e1rias rela\u00e7\u00f5es. H\u00e1, ainda, preposi\u00e7\u00f5es que podem indicar rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias de outras proposi\u00e7\u00f5es a que se vinculam por associa\u00e7\u00e3o de ideias, semelhan\u00e7a ou analogia.<\/p>\n<p>Assim, tanto podemos dizer: \u201cfalei de pol\u00edtica\u201d como \u201cfalei sobre pol\u00edtica\u201d ou \u201ca respeito de pol\u00edtica\u201d. Nem sempre, entretanto, essas rela\u00e7\u00f5es apresentam perfeita sinon\u00edmia. Da\u00ed, \u00e9 oportuna a advert\u00eancia de Afonso Costa: \u201cQuando se diz que uma proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nima de outra, deve-se entender que \u00e9 \u201cparcialmente\u201d e que n\u00e3o se equivalem em todas as hip\u00f3teses. Percebe-se claramente a diferen\u00e7a que existe entre \u201ccobrir a imagem com flores\u201d e \u201ccobrir a imagem de flores\u201d. No primeiro caso se h\u00e1 de entender que as folhas taparam completamente a imagem; no segundo, que elas foram apenas esparzidas ou acumuladas sobre a imagem.<\/p>\n<p><strong>Mixto-quente \/ Misto-quente<\/strong><br \/>\nMisto-quente \u00e9 um sandu\u00edche feito de p\u00e3o com presunto e queijo, aquecido na chapa. Mixto-quente n\u00e3o existe (nem mixto-frio).<\/p>\n<p><strong>\u201cCusta-me crer\u201d ou \u201cCusta-me a crer\u201d?<\/strong><br \/>\n\u00c9 correto e indiferente o uso de ambas as formas. O verbo custar (seguido de outro infinitivo) admite facultativamente o uso da preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d. ATEN\u00c7\u00c3O! A constru\u00e7\u00e3o \u201ccusto a crer\u201d, que todos n\u00f3s dizemos, \u00e9 de uso exclusivamente popular. Portanto, no padr\u00e3o culto, formal da L\u00edngua, \u00e9 considerado incorreta.<\/p>\n<p><strong>Jogo de dama (ou damas)?<\/strong><br \/>\nQuando se refere a jogo usa-se sempre no plural (damas): Seu Carlos passava horas e horas jogando damas com o neto.<br \/>\n(*) Professor Ant\u00f4nio da Costa \u00e9 graduado em Letras Plenas, com Especializa\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acara\u00fa (UVA). Contatos: (088) 99373-7724<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bom-senso ou bom senso? 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