{"id":33695,"date":"2025-05-12T10:00:45","date_gmt":"2025-05-12T13:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=33695"},"modified":"2025-05-12T10:00:45","modified_gmt":"2025-05-12T13:00:45","slug":"papa-francisco-e-o-espirito-do-concilio-vaticano-ii-papa-francisco-e-o-espirito-do-concilio-vaticano-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/papa-francisco-e-o-espirito-do-concilio-vaticano-ii-papa-francisco-e-o-espirito-do-concilio-vaticano-ii\/","title":{"rendered":"Papa Francisco e o esp\u00edrito do Conc\u00edlio Vaticano II Papa Francisco e o esp\u00edrito do Conc\u00edlio Vaticano II"},"content":{"rendered":"<p>Os cientistas sociais n\u00e3o s\u00e3o capazes de prever o futuro, mas aprenderam a ler os sinais dos tempos. Eles sabem que a hist\u00f3ria costuma surpreender, contudo, nem por isso deixam de alertar sobre as suas tend\u00eancias. \u00c9 o que pretendo fazer neste artigo de opini\u00e3o, mais especificamente, chamando a aten\u00e7\u00e3o para um paradoxo arriscado que, a meu ver, come\u00e7a a se desenhar na contemporaneidade: enquanto a humanidade avan\u00e7a tecnologicamente, regride nas ideias. Em termos de t\u00e9cnica, os povos nunca foram t\u00e3o poderosos. No entanto, o pensamento, que deveria amadurecer na mesma propor\u00e7\u00e3o, muitas vezes se mostra reciclado, simplista e regressivo. Em vez de orientar a sociedade, ele enfraquece, tornando-se subserviente a velhos impulsos, tais como a domina\u00e7\u00e3o, o preconceito e o consumismo.<br \/>\nIsso abrange v\u00e1rias esferas da vida social. Existem, por exemplo, camadas amplas da popula\u00e7\u00e3o de diversos pa\u00edses militando em favor de regimes pol\u00edticos r\u00edgidos e autorit\u00e1rios. Nos \u00faltimos anos, candidatos com perfil autocr\u00e1tico e personalista eclodiram no cen\u00e1rio eleitoral, alguns deles assumindo posto de chefe de estado. Via de regra, esse modelo de exerc\u00edcio do poder vem associado ao ultranacionalismo territorialista e ao liberalismo econ\u00f4mico. O primeiro facilita o conflito entre as na\u00e7\u00f5es e o segundo esconde o protecionismo estatal aos mais ricos por tr\u00e1s de uma pretensa n\u00e3o interfer\u00eancia do governo na economia e de uma meritocracia que ignora as desigualdades. No limite, grupos neonazistas tomam corpo, fomentando ao extremo a intoler\u00e2ncia religiosa.<br \/>\nFormas antigas de discrimina\u00e7\u00e3o social parecem ganhar novo f\u00f4lego, na esteira do fracasso daqueles que quiseram impor \u00e0 sociedade um conjunto de valores com potencial para destruir a ordem moral e gerar inseguran\u00e7a coletiva. A meu ver, alguns setores que poderiam ser de vanguarda foram imprudentes quando propuseram uma narrativa cultural desprovida de regras, ignorando, por exemplo, o substrato religioso da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Em determinado momento, sentiram-se muito \u00e0 vontade para defender as suas ideologias, como se elas encontrassem resson\u00e2ncia indistinta em toda a sociedade e n\u00e3o estivessem pass\u00edveis de resist\u00eancia. Em alguns casos, grupos minorit\u00e1rios quiseram prevalecer pela imposi\u00e7\u00e3o e pela persegui\u00e7\u00e3o, numa postura ing\u00eanua o suficiente para suscitar rea\u00e7\u00f5es igualmente extremistas.<br \/>\nNo campo da religi\u00e3o, mais especificamente do catolicismo, h\u00e1 tamb\u00e9m ind\u00edcios dessa tend\u00eancia hist\u00f3rica \u00e0 qual me refiro. Ao mesmo tempo em que a Igreja renova sua capacidade de atrair multid\u00f5es, com destaque para a atua\u00e7\u00e3o na internet, parece regredir no pensamento formalizado pelo Conc\u00edlio Vaticano II, aquele que possibilitou ou referendou mudan\u00e7as capazes de reaproximar a pr\u00e1tica pastoral do espirito evang\u00e9lico. Coisas como o di\u00e1logo com o mundo, o an\u00fancio alegre e acolhedor, o servi\u00e7o desinteressado, a compaix\u00e3o e a simplicidade, hoje parecem inibir-se diante de uma crescente mentalidade triunfalista, excludente, seletiva, excessivamente moralizante e glamourosa. Em diversos ambientes eclesiais, o g\u00eanio conciliar e sinodal n\u00e3o encontra lugar, recusado pelo neoclericalismo piramidal que \u2013 curiosamente \u2013 Sagrada tamb\u00e9m a muitos leigos, talvez saudosos do tempo em que n\u00e3o precisavam protagonizar a evangeliza\u00e7\u00e3o e praticavam uma religiosidade c\u00f4moda.<br \/>\nAo dizer isso, n\u00e3o estou acenando apenas para os emergentes movimentos ultraconservadores que, grosso modo, n\u00e3o deveriam ser precipitadamente ojerizados, mas atentamente observados em suas motiva\u00e7\u00f5es, a fim de descobrir as raz\u00f5es pelas quais tanta gente se interessa por eles. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que h\u00e1 nesses grupos muitas pessoas com est\u00edmulos verdadeiros e honestidade de cren\u00e7a. Estou aludindo \u00e0s ideias que se propagam de um jeito sorrateiro e com ares de piedade, as que mais contribuem para corroer uma mentalidade. Pois sinais de involu\u00e7\u00e3o no catolicismo j\u00e1 existem desde que carregamos nossa catequese de conte\u00fado veterotestament\u00e1rio &#8211; tais como prosperidade e d\u00edzimo &#8211; e a partir do momento em que fomentamos um discurso que valoriza o protagonismo laical, resistindo, entretanto, em dar aos leigos algo al\u00e9m de pap\u00e9is coadjuvantes.<br \/>\nRefiro-me tamb\u00e9m &#8211; e mormente \u2013 \u00e0 omiss\u00e3o de todas as pessoas e institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de promover mudan\u00e7as em acordo com o esp\u00edrito conciliar, mas n\u00e3o o fazem. Elas preferem a seguran\u00e7a das estruturas obsoletas ao risco de avan\u00e7ar, oferecendo assim um lastro favor\u00e1vel ao retrocesso. Desde o encerramento do Vaticano II, os esfor\u00e7os de transforma\u00e7\u00e3o parecem ter atingido apenas a conjuntura da Igreja. N\u00e3o tivemos a coragem, por exemplo, de mudar substancialmente a forma\u00e7\u00e3o dos sacerdotes, que permanece intelectiva e pouco inserida na realidade. Talvez por causa disso, a expectativa de muitos dos novos padres seja receber uma par\u00f3quia para administrar e ali exercer um minist\u00e9rio confort\u00e1vel e sem riscos. Como no passado! Resistem a se embrenharem nas periferias existenciais e \u2013 pior \u2013 obstaculizam as pessoas e os grupos que o querem fazer, sob pretexto de que eles precisam se inserir no \u201ctecido eclesial\u201d.<br \/>\nIgualmente, foi escasso o empenho a fim de promover uma verdadeira convers\u00e3o pastoral, tornando as estruturas eclesiais mais flex\u00edveis e \u201cem sa\u00edda\u201d. Elas permanecem r\u00edgidas e voltadas para o interior da institui\u00e7\u00e3o, muitas vezes subtraindo a autonomia e o tempo daqueles que buscam construir uma pastoral mais mission\u00e1ria. Paralelamente, procedimentos antigos continuam sendo adotados, entre eles, a elabora\u00e7\u00e3o de planejamentos c\u00edclicos, que privilegiam os tempos lit\u00fargicos, os meses tem\u00e1ticos e as festas de padroeiros, em detrimento do estabelecimento de metas e prospectivas a m\u00e9dio e longo prazo.1 Nossos calend\u00e1rios continuam sendo feitos de cima para baixo, sem privilegiar as a\u00e7\u00f5es de base. Por causa desse arcabou\u00e7o, at\u00e9 mesmo bispos e sacerdotes de pensamento avan\u00e7ado tornam-se ref\u00e9ns de seus pares &#8211; e de leigos &#8211; tendo suas iniciativas minguadas pela resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a.<br \/>\nA propens\u00e3o involutiva do pensamento est\u00e1 atingindo a Igreja Cat\u00f3lica naquilo que foi um dos seus maiores frutos do s\u00e9culo XX: o esp\u00edrito do Conc\u00edlio Vaticano II. Ele est\u00e1 sendo corro\u00eddo manifestadamente pela a\u00e7\u00e3o de grupos que discordam de suas decis\u00f5es ou, tacitamente, pela letargia daqueles que se acomodaram nas estruturas obsoletas e se deixaram fascinar pelo prest\u00edgio eclesi\u00e1stico. Nesse segundo caso, a corros\u00e3o \u00e9 maior, porque suas causas s\u00e3o mais dif\u00edceis de serem vistas e corrigidas a tempo. Nele se inclui \u2013 paradoxal e supreendentemente &#8211; a oposi\u00e7\u00e3o velada de movimentos que nasceram e cresceram fundados na abertura promovida pelo Conc\u00edlio, como \u00e9 o caso de algumas novas comunidades.<br \/>\nEstamos perdendo a oportunidade hist\u00f3rica de recolocar a condi\u00e7\u00e3o batismal no centro da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja, promovendo uma comunh\u00e3o ministerial capaz de impedir que o lugar do Batismo seja usurpado por qualquer categoria ou status eclesial. Em vez disso, ficamos reunindo \u201cum museu de lembran\u00e7as, de decis\u00f5es tomadas, de normas de conduta\u201d, esquecendo que \u201cfidelidade \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o significa manter aceso o fogo e n\u00e3o adorar as cinzas\u201d.2 Achamo-nos absolutizando nossas narrativas e querendo que os outros se submetam a elas, o que significa \u201creduzir o ensinamento de Jesus a uma l\u00f3gica fria e dura que procura dominar tudo\u201d.3 O esp\u00edrito conciliar certamente nos impulsionaria a gastar energia e tempo na alegre comunica\u00e7\u00e3o do Evangelho, oferecendo a oportunidade para que pessoas afastadas e sedentas de Deus possam enxergar a beleza de Cristo e por ele se apaixonarem.4<br \/>\nQuando iniciei minha caminhada crist\u00e3, eu percebia ventos de renova\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios ambientes eclesiais, porque havia uma esp\u00e9cie de clima decorrente do esp\u00edrito do Conc\u00edlio. A resist\u00eancia dos primeiros vinte e cinco anos ap\u00f3s seu encerramento parecia superada. Esses ares conferiam frescor numa amplitude tal que n\u00e3o me permitiam aderir ao comodismo ou \u00e0 petrifica\u00e7\u00e3o do pensamento. Onde est\u00e3o tais ventos hoje em dia? Quem os comunica? As mudan\u00e7as conjunturais n\u00e3o s\u00e3o suficientes para promover avan\u00e7os e o insucesso delas serve de argumento aos que preferem inibir a\u00e7\u00f5es em vista das altera\u00e7\u00f5es estruturais. N\u00e3o posso deixar de alertar sobre a perda que estamos sofrendo com esse arrefecimento, fruto de nosso medo, desinteresse ou incapacidade de ousar quebrar paradigmas. Pois mesmo que os documentos do Vaticano II tenham sido promulgados h\u00e1 mais de sessenta anos, seu esp\u00edrito \u00e9 atual.<br \/>\nMas tamb\u00e9m n\u00e3o posso deixar de apontar para alguns focos de resist\u00eancia: bispos, padres e leigos que insistem em manter acesa a luz da renova\u00e7\u00e3o conciliar. Indubitavelmente, o mais resplandecente deles \u00e9 o pontificado de Francisco. Digo \u201c\u00e9\u201d \u2013 e n\u00e3o \u201cfoi\u201d \u2013 porque, embora conclu\u00eddo, seus ensinamentos e gestos permanecer\u00e3o ainda por muito tempo como refer\u00eancias em nosso imagin\u00e1rio religioso e em nossas motiva\u00e7\u00f5es para agir. Francisco foi um papa que colocou em relevo o que o Esp\u00edrito Santo disse \u00e0 Igreja atrav\u00e9s do Conc\u00edlio Vaticano<br \/>\nII. Fez isso desde o dia em que, eleito, em seu primeiro discurso, deu \u201cboa noite\u201d, brincou dizendo que os cardeais foram busc\u00e1-lo \u201cno fim do mundo\u201d e, principalmente, ao falar: \u201cAgora eu gostaria de dar a b\u00ean\u00e7\u00e3o, mas antes vos pe\u00e7o um favor. Antes que o bispo aben\u00e7oe o povo, eu pe\u00e7o que voc\u00eas rezem ao Senhor para que me aben\u00e7oe\u201d. E inclinou-se para receber a ora\u00e7\u00e3o.5<br \/>\nN\u00e3o demorou muito, Francisco promulgou o jubileu extraordin\u00e1rio da miseric\u00f3rdia (2016), recordando a todos algo que pertence, por assim dizer, \u00e0 pr\u00f3pria ess\u00eancia de Deus. E pedindo que tamb\u00e9m n\u00f3s f\u00f4ssemos \u201cmisericordiosos como o Pai\u201d (cf. Lc 6, 36). Outrossim, lembrou que uma das marcas do Evangelho \u00e9 a alegria, na mesma exorta\u00e7\u00e3o em que disse preferir \u201cuma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter sa\u00eddo pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar \u00e0s pr\u00f3prias seguran\u00e7as\u201d.6 Fomentou a voca\u00e7\u00e3o universal \u00e0 santidade, ao tempo em que denunciou os novos gnosticismos e pelagianismos, \u201cduas formas de seguran\u00e7a doutrin\u00e1ria ou disciplinar, que d\u00e3o origem a um elitismo narcisista e autorit\u00e1rio, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso \u00e0 gra\u00e7a, consomem-se as energias a controlar\u201d.7<br \/>\nA insist\u00eancia do Papa Francisco na renova\u00e7\u00e3o pleiteada pelo Vaticano II apareceu tamb\u00e9m quando ele tentou \u2013 e conseguiu, ainda que parcialmente \u2013 desmontar arranjos que favoreciam privil\u00e9gios no governo da Igreja; quando se vestiu com simplicidade, comeu com os pobres e preferiu n\u00e3o julgar e condenar os pecadores. Ao contr\u00e1rio, disse que somos \u201cuma multid\u00e3o de perdoados\u201d.8 Ele usou o poder papal para defender as v\u00edtimas da guerra e da imigra\u00e7\u00e3o, lutar contra a pena de morte, apelar em favor da fraternidade universal e do zelo pela \u201ccasa comum\u201d. Francisco, ainda, surpreendeu ao nomear mulheres para fun\u00e7\u00f5es importantes na C\u00faria Romana e desconcertou muita gente at\u00e9 na forma como projetou o seu funeral.<br \/>\nA figura de Francisco contrastou em v\u00e1rios aspectos com as palpitantes correntes de retrocesso social e eclesial que vi surgir nos \u00faltimos anos. Al\u00e9m de triste, sua morte teria me deixado muito desanimado n\u00e3o fosse o \u00faltimo ato de signific\u00e2ncia mundial que seu pontificado deixou: a escolha do tema \u201cesperan\u00e7a\u201d para o jubileu ordin\u00e1rio de 2025. Para mim, foi como a \u00faltima palavra de um pai, da qual \u00e9 imposs\u00edvel desvencilhar-se: \u201cA esperan\u00e7a n\u00e3o decepciona\u201d (cf. Rm 5,5a). Ela cont\u00e9m um chamado a continuar peregrinando e confiar unicamente em Deus. Desse modo, acredito que recebi uma gra\u00e7a jubilar: um olhar esperan\u00e7oso, uma f\u00e9 firme e um amor capaz de me impulsionar cada vez mais \u00e0 doa\u00e7\u00e3o de vida em vista do bem do mundo e da Igreja. Assim \u00e9 que me unirei aos homens e mulheres de boa vontade, incluindo os an\u00f4nimos e ignorados, que ainda t\u00eam for\u00e7as para promover renova\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsperarei, inclusive, contra toda a esperan\u00e7a (cf. Rm 4, 18), ou seja, a despeito de minha an\u00e1lise sociol\u00f3gica e pastoral que enxerga in\u00e9rcia e retrocesso. Afinal, Deus \u00e9 capaz de chamar \u00e0 exist\u00eancia at\u00e9 as coisas que n\u00e3o existem (cf. Rm 4, 17b). \u00c9 curioso que, \u00e0s vezes, a esperan\u00e7a tenha que se contrapor a algo que tamb\u00e9m se chama \u201cesperan\u00e7a\u201d, mas que, certamente, n\u00e3o \u00e9 uma virtude. Trata-se de uma expectativa por coisas m\u00e1s, conquanto com inv\u00f3lucro de bondade. Uma falsa esperan\u00e7a! Ou de uma espera estagnada, regada a discursos bonitos e pouca a\u00e7\u00e3o. Todavia, um peregrino n\u00e3o \u00e9 apenas um caminhante, pois ele sabe para onde vai e tamb\u00e9m de onde vem. Com seu \u00faltimo ato, o Papa Francisco ampliou a minha consci\u00eancia de que venho do Conc\u00edlio Vaticano II e vou para onde seu esp\u00edrito aponta. E que esse esp\u00edrito n\u00e3o exprime outra coisa sen\u00e3o o Evangelho em sua radicalidade, o \u00fanico capaz de reconstruir a Igreja.<\/p>\n<p>Ronaldo Jos\u00e9 de Sousa Cofundador da Comunidade Remidos no Senhor Doutor em Ci\u00eancias Sociais pela UFCG &#8211; Na P\u00e1scoa de 2025<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas sociais n\u00e3o s\u00e3o capazes de prever o futuro, mas aprenderam a ler os&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":33541,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-33695","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Papa-Francisco-em-roma.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":27989,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/presidente-da-comissao-episcopal-para-a-doutrina-da-fe-da-cnnb-retoma-a-historia-e-os-sentidos-do-catecismo-da-igreja-catolica\/","url_meta":{"origin":33695,"position":0},"title":"Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para a Doutrina da F\u00e9 da CNNB retoma a hist\u00f3ria e os sentidos do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica","author":"adminredacao","date":"Janeiro 8, 2024","format":false,"excerpt":"Desde 1992, a Igreja Cat\u00f3lica oferece aos fi\u00e9is cat\u00f3licos o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, publicado por ordem do Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II. 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