{"id":36097,"date":"2025-10-29T11:22:59","date_gmt":"2025-10-29T14:22:59","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=36097"},"modified":"2025-10-29T11:22:59","modified_gmt":"2025-10-29T14:22:59","slug":"por-ary-albuquerque-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/por-ary-albuquerque-7\/","title":{"rendered":"por Ary Albuquerque"},"content":{"rendered":"<p><strong>A CRUZ DE CADA UM<\/strong><\/p>\n<p>Isidoro era um po\u00e7o de lamenta\u00e7\u00f5es. Nada o satisfazia. Rico, bem-apessoado, cheio de pretendentes, mas vivia a reclamar dos m\u00ednimos detalhes que aconteciam no seu dia a dia.<br \/>\nO pai lhe oferecera um lugar na firma de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o. Recusara. Terminara \u201cDireito\u201d, mas n\u00e3o exercia a profiss\u00e3o.<br \/>\nJ\u00e1 completara trinta anos e n\u00e3o sabia o que queria da vida. Achava que a sua cruz pesava muito. Comparava-se com amigos e tinha essa impress\u00e3o. N\u00e3o se sabe a raz\u00e3o, mas possu\u00eda esse pensamento que o atormentava bastante.<br \/>\nUma certa manh\u00e3 resolveu passear pelo jardim da bela mans\u00e3o onde morava. Encontrou o jardineiro Messias a capinar a grama. Messias o viu nascer, pois, trabalhava desde molecote com sua fam\u00edlia. Parou. Olhou. Notou que Messias cantava satisfeito, como se tivesse toda a riqueza do mundo.<br \/>\nPerguntou-se: \u201cPor que esse homem est\u00e1 t\u00e3o feliz se trabalha como jardineiro h\u00e1 mais de quarenta anos e n\u00e3o passa de jardineiro? Ser\u00e1 que n\u00e3o possui ambi\u00e7\u00f5es? O que ele pensa da vida?\u201d<br \/>\nResolveu ir at\u00e9 ele e bater um papo, saber por que tanta felicidade. Foi. Chegando junto falou:<br \/>\n\u2014 Bom dia, \u201cseu\u201d Messias, como vai?<br \/>\n\u2014 Vou bem, obrigado. E o doutor Isidoro, como vai? H\u00e1 quanto tempo n\u00e3o vejo o senhor, andava viajando?<br \/>\nIsidoro chegou mais perto e respondeu:<br \/>\n\u2014 Por aqui mesmo.<br \/>\nMessias notou um ar de preocupa\u00e7\u00e3o no semblante do jovem patr\u00e3ozinho e, deitando a ferramenta no ch\u00e3o, ficou a escutar Isidoro.<br \/>\nEsse, chegou mais perto rindo e, de chofre, perguntou:<br \/>\n\u2013 O senhor est\u00e1 satisfeito com essa sua vida de jardineiro? N\u00e3o \u00e9 uma cruz muito pesada para sua idade?<br \/>\nMessias tinha completado sessenta anos de idade, dos quais quarenta e cinco trabalhado com a fam\u00edlia de Isidoro. Ele olhou em volta do imenso jardim que cultivava. Sentiu o perfume das rosas. Viu o grandioso gramado, sempre verde, que aguava todo santo dia, a\u00ed, levantou os olhos em dire\u00e7\u00e3o ao seu interlocutor e,<br \/>\nfalou:<br \/>\nEscolhi ser jardineiro porque gosto do que fa\u00e7o e, principalmente, da natureza.<br \/>\nSeu pai, doutor Carmelo, pagou meus estudos. Terminei o b\u00e1sico. N\u00e3o continuei por op\u00e7\u00e3o minha. Ganho o suficiente para manter a fam\u00edlia com dignidade. Meus filhos Alice e Eduardo est\u00e3o terminando a Faculdade. Ela, Medicina, e ele, Engenharia. Minha esposa \u00e9 funcion\u00e1ria p\u00fablica, prestes a se aposentar. Gozamos sa\u00fade. Aprendemos a suportar os contratempos da vida com altivez e naturalidade. Cada qual tem que saber conduzir a sua cruz nessa vida \u2013 e, dizendo essas palavras, calou-se.<br \/>\nIsidoro ouvia com aten\u00e7\u00e3o desuzada as palavras de Messias. Gostou do que ouviu e estigou a falar mais:<br \/>\n\u2013 Explique-me esse neg\u00f3cio da cruz.<br \/>\nMessias, tranquilamente, respondeu:<br \/>\n\u2013 Meu patr\u00e3ozinho, minha resposta \u00e9 uma anedota que ouvi de meu pai, quando crian\u00e7a.<br \/>\nImediatamente, antes que Isidoro falasse alguma coisa, come\u00e7ou a narrativa:<br \/>\n\u201cFelismino era um homem turr\u00e3o, de tudo reclamava e, de mal com a vida. Achava que a cruz de sua vida possu\u00eda mais peso que as demais. Morreu. Chegando ao c\u00e9u, S\u00e3o Pedro foi receb\u00ea-lo \u00e0 porta. Depois dos cumprimentos habituais, falou, Felismino: S\u00e3o Pedro, em nome de Jesus, me arranja uma cruz menos pesada do que tive na terra. A de l\u00e1 me incomodava a todo instante, simplesmente horr\u00edvel!<br \/>\nS\u00e3o Pedro ouviu \u00e0s s\u00faplicas no novo inquilino, pediu que o acompanhasse.\u201d<br \/>\nLevou-o a um galp\u00e3o enorme, cheio de cruzes. Tinha todo modelo: grandes, pequenas, m\u00e9dias, tortas, retas; cruzes para todos os gostos.<br \/>\nOs olhos de Felismino encheram-se de brilho. Com um sorriso na face, disse:<br \/>\n\u2014 Posso escolher uma?<br \/>\n\u2014 Trouxe para isso, claro que pode.<br \/>\nFelismino passou, ent\u00e3o, a pegar e experimentar v\u00e1rias. Umas incomodam as costas, outras pesavam. Algumas leves, muitas n\u00e3o se adaptavam \u00e0 anatomia do seu corpo. J\u00e1 estava cansado da experimenta\u00e7\u00e3o, a ponto de desistir, quando avistou no canto do galp\u00e3o uma solit\u00e1ria cruz.<br \/>\nResolveu experiment\u00e1-la. Pegou. Colocou no ombro. Perfeita.<br \/>\nA cruz encaixou-se otimamente no seu corpo. Ficou radiante.<br \/>\n\u2014 Valeu a pena o pedido.<br \/>\nMirou S\u00e3o Pedro, satisfeito, e agradeceu, dizendo:<br \/>\n\u2014 Obrigado, essa \u00e9 perfeita. Posso perfeitamente ir \u00e0 eternidade com ela.<br \/>\nS\u00e3o Pedro fez uma cara de riso e se expressou:<br \/>\n\u2014 Saiba que essa cruz \u00e9 a mesma que lhe acompanhou a vida inteira, l\u00e1 na Terra&#8230;<br \/>\nDaquele dia em diante, Isidoro parou de reclamar e suas atitudes diante da vida tornaram-se\u00a0outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CRUZ DE CADA UM Isidoro era um po\u00e7o de lamenta\u00e7\u00f5es. Nada o satisfazia. 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