{"id":36441,"date":"2025-11-18T14:29:18","date_gmt":"2025-11-18T17:29:18","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=36441"},"modified":"2025-11-18T14:29:18","modified_gmt":"2025-11-18T17:29:18","slug":"de-olho-na-lingua-141","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-141\/","title":{"rendered":"De Olho na L\u00edngua"},"content":{"rendered":"<p>O escolhido \u201cfoi eu\u201d ou \u201cfui eu\u201d<br \/>\nA frase correta \u00e9: \u201cO escolhido fui eu\u201d. Se o predicativo for nome de pessoa ou pronome pessoal, o verbo ser concorda com ele. Exs.: O escolhido fui eu; As esperan\u00e7as do time eram o melhor jogador; O respons\u00e1vel por esse projeto sou eu; Os convidados fomos n\u00f3s.<br \/>\nSe o sujeito for nome de pessoa ou pronome pessoal, o verbo ser deve concordar com ele. Exs.: Eu fui o escolhido; Marcos era a esperan\u00e7a do Palmeiras; Fernando Pessoa \u00e9 muitos poetas ao mesmo tempo; Eu sou o respons\u00e1vel por tudo nesta obra; Ele \u00e9 forte, mas n\u00e3o \u00e9 dois. Se houver dois pronomes pessoais, o verbo ser concorda com o primeiro: Eu n\u00e3o sou voc\u00ea; Ele n\u00e3o \u00e9 eu; N\u00f3s n\u00e3o somos voc\u00ea.<\/p>\n<p>Com o tempo, ela se tornou \u201cuma carrasca\u201d para o marido<br \/>\nDiga-se: Com o tempo, ela se tornou \u201cum carrasco\u201d para o marido. Chamam-se substantivos sobrecomuns aqueles que mant\u00eam sempre seu pr\u00f3prio g\u00eanero, n\u00e3o importando se se referem a homens ou a mulheres. Carrasco \u00e9 substantivo sobrecomum. Sempre, portanto, masculino, n\u00e3o importando a quem se aplique: Paulo \u00e9 um carrasco; Joana \u00e9 um carrasco.<br \/>\nVeja alguns outros exemplos de substantivos sobrecomuns, com os respectivos g\u00eaneros: O algoz, o anjo, o c\u00f4njuge, a crian\u00e7a, a criatura, o ente, a fera, o indiv\u00edduo, o \u00eddolo, a pessoa, o ser, a testemunha, o verdugo, a v\u00edtima, etc.<\/p>\n<p>Handicap (Qual o verdadeiro significado?)<br \/>\nEsse anglicismo (palavra inglesa) significa, em rigor, qualquer desvantagem que torna o sucesso mais dif\u00edcil: A sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol ganhou cinco campeonatos mundiais com o handicap de campo e torcida. O principal handicap da Hyundai \u00e9 a falta de imagem da marca. Pronuncia-se: R\u00e9ndik\u00e8p. Essa palavra, ao p\u00e9 da letra, significa: m\u00e3o no bon\u00e9. A cr\u00f4nica esportiva brasileira s\u00f3 usa como \u201cvantagem\u201d. Infelizmente.<\/p>\n<p>\u201cViva\u201d os brasileiros<br \/>\nEmbora todo mundo use \u201cViva\u201d como se fosse uma interjei\u00e7\u00e3o, trata-se de um verbo, sujeito, portanto, a varia\u00e7\u00f5es. Salve! \u00e9 que \u00e9 interjei\u00e7\u00e3o e n\u00e3o varia nunca. Se o sujeito do verbo viver, em frases assim, estiver no plural, o verbo dever\u00e1 naturalmente acompanh\u00e1-lo. Portanto: Vivam os brasileiros! Viva eu! Viva ela! Vivam as f\u00e9rias! Vivamos n\u00f3s, brasileiros! Vivam os pol\u00edticos brasileiros!<\/p>\n<p>G\u00edria, cal\u00e3o e jarg\u00e3o (qual a diferen\u00e7a?)<br \/>\nG\u00edria \u00e9 linguagem pitoresca do vulgo. Cal\u00e3o \u00e9 a g\u00edria de gente ordin\u00e1ria, configurada nos palavr\u00f5es e na express\u00e3o de baixo n\u00edvel. Jarg\u00e3o \u00e9 a fala popular complicada, dif\u00edcil de entender. Tamb\u00e9m \u00e9 a linguagem pr\u00f3pria de certos grupos ou profiss\u00f5es; \u00e9 a g\u00edria profissional. Ex.: No jarg\u00e3o jornal\u00edstico, foca \u00e9 o jornalista novato.<\/p>\n<p>\u00c9 capaz \/ \u00c9 poss\u00edvel<br \/>\n\u00c9 peculiaridade da linguagem popular o emprego de \u201ccapaz\u201d, na acep\u00e7\u00e3o de \u201cposs\u00edvel\u201d, \u201cprov\u00e1vel\u201d, em frases do tipo: Hoje \u00e9 capaz que o tempo melhore; Hoje \u00e9 capaz que chova. Na l\u00edngua culta se dir\u00e1: Hoje \u00e9 poss\u00edvel (ou prov\u00e1vel) que chova; \u00c9 poss\u00edvel (ou prov\u00e1vel) que falte \u00e1gua; Hoje \u00e9 poss\u00edvel (ou prov\u00e1vel) que fa\u00e7a muito frio.<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio de \u201cpique\u201d<br \/>\nO tr\u00e2nsito fica insuport\u00e1vel em S\u00e3o Paulo, no Rio e nas grandes cidades nos hor\u00e1rios de pico. Mas h\u00e1 pessoas que, quando abrem a boca, v\u00e3o a pique&#8230;<br \/>\n(*) Professor Ant\u00f4nio da Costa \u00e9 graduado em Letras Plenas, com Especializa\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa e Literatura, na Universidade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escolhido \u201cfoi eu\u201d ou \u201cfui eu\u201d A frase correta \u00e9: \u201cO escolhido fui eu\u201d&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":17923,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[11,12],"tags":[],"class_list":["post-36441","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-de-olho-na-lingua"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/DE-OLHO-NA-LIN-GUA-Antonio-da-Costa.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":27845,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-74\/","url_meta":{"origin":36441,"position":0},"title":"De Olho na L\u00edngua","author":"adminredacao","date":"Dezembro 26, 2023","format":false,"excerpt":"Cateter \u00c9 palavra ox\u00edtona, isto \u00e9, a s\u00edlaba t\u00f4nica \u00e9 a \u00faltima (ter). 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