{"id":36908,"date":"2026-01-06T14:19:05","date_gmt":"2026-01-06T17:19:05","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=36908"},"modified":"2026-01-06T14:19:05","modified_gmt":"2026-01-06T17:19:05","slug":"ary-albuquerque-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/ary-albuquerque-4\/","title":{"rendered":"Ary Albuquerque"},"content":{"rendered":"<p><strong>O DELEGADO QUE VIROU PLANTADOR DE BANANAS<\/strong><\/p>\n<p>Andr\u00e9 Fatiotti, eventualmente, substitu\u00eda o delegado chefe. Assinava os despachos sem ler. Detestava burocracia. Possu\u00eda avers\u00e3o a leitura. Lia somente os jornais o notici\u00e1rio policial.<br \/>\nJeito dele. Seu forte, entretanto, era trabalhar em campo de desvendar crimes intrigantes, roubos misteriosos e casos extremamente complexos. Seu apelido Sherlock Homes fazia-lhe merecimento. Parecia com o personagem e fumava cachimbo. Al\u00e9m do mais possu\u00eda racioc\u00ednio \u00e1gil, esp\u00edrito perquiridor, intelig\u00eancia agu\u00e7ada e olhar de lince. Cai-lhe bem o cognome. A delegacia localizava-se numa pra\u00e7a arborizada, pr\u00e9dio antigo, cinco andares, tendo como vizinhos dois outros sobrados, tamb\u00e9m, antigos. O da esquerda tinha na frente uma porta larga contendo uma portinhola com uma aldabra acima em vez de campainha. O edif\u00edcio s\u00f3 possu\u00eda movimento a noite. Era um entrar e sair gente usando capas pretas e enormes volumes bem enrolados parecendo armas. O movimento ia das vinte horas at\u00e9 madrugada. Fatiotti j\u00e1 desconfiara e v\u00e1rias vezes ficara a espreitar o movimento do edif\u00edcio de um ponto estrat\u00e9gico da delegacia. N\u00e3o tinha d\u00favidas, tratava-se, com certeza absoluta de uma C\u00e9lula Comunista! Sabiamente montada vizinho a delegacia para n\u00e3o haver nenhuma desconfian\u00e7a. Mas, a ele Fatiotti Comunista nenhum engana. Notou que aos s\u00e1bados o movimento aumentava. Resolveu ir l\u00e1 pessoalmente. Paramentou-se igual aos frequentadores e foi. Chegando no pr\u00e9dio entrou na fila. Notou um possu\u00eda um c\u00f3digo de entrada. O da sua frente quando chegou \u00e0 entrada bateu com aldabra na porta. A portinhola se abriu e saiu uma voz rouca de dentro: senha.<br \/>\nA\u00ed, ele falou: CFEP-AC<br \/>\nAo que voz respondeu: entra. O pr\u00f3ximo.<br \/>\nEra a vez de Fatiotti. Ele, como n\u00e3o tinha senha, chutou a pr\u00f3xima, certo de dava certo: CFEP &#8211; AD.<br \/>\nA voz respondeu:<br \/>\n&#8211; Senha falsa. O seguinte, por favor.<br \/>\nA fila estava grande, Fatiotti n\u00e3o insistiu com medo da rea\u00e7\u00e3o dos COMUNISTAS, no entender dele.<br \/>\nNa imagina\u00e7\u00e3o do delegado estava mais que provado que se tratava de um \u201caparelho comunista \u201c.<br \/>\nEncontrou at\u00e9 tradu\u00e7\u00e3o para a sigla da senha, CFEP-C\u00e9dula Federal Emancipa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 mais o que provar. S\u00f3 um Mandado Judicial e for\u00e7as policiais para estourar o \u201c aparelho\u201d.<br \/>\nConseguiu o que desejava com o Delegado Geral. Fez uma apostila explicando os m\u00ednimos detalhes de como seria a opera\u00e7\u00e3o. Reuniu a tropa e detalhou o \u201c Modus Operandi \u201c. Fez, conjuntamente, com os policiais um reconhecimento de campo. Marcou para o pr\u00f3ximo s\u00e1bado, a meia noite, a invas\u00e3o.<br \/>\nNa noite e hora aprazada Fatiotti e seus homens encontravam-se a porta do velho edif\u00edcio. Sentia-se como um rei comandando aquela opera\u00e7\u00e3o. J\u00e1 imaginava as manchetes dos jornais no outro dia: \u201c DESBARATADA MAIS UMA CELULA COMUNISTA GRA\u00c7AS A INTERVEN\u00c7\u00c3O S\u00c1BIA DO DELEGADO FATIOTTI \u201c.<br \/>\n\u201c FATIOTTI O SHERLOCK HOLMES DA POLICIA BRASILEIRA, ESTOUROU MAIS UM APARELHO COMUNISTA\u201d. Bateu a aldabra com for\u00e7a tr\u00eas vezes. A portinhola abriu. L\u00e1 de dentro partiu uma voz rouca: Senha, por favor. Que senha que nada! \u00c9 a pol\u00edcia, abra a porta, sen\u00e3o, arrombaremos! Houve um ru\u00eddo de vozes abafadas. Fatiotti e outros dois fortes policiais meteram os p\u00e9s na porta e arrombaram. Um estalido seco de madeira velha encheu a madrugada fria.<br \/>\nO delegado agiu r\u00e1pido e o grupo em posi\u00e7\u00e3o<br \/>\nestrat\u00e9gica de armas em punho, tomou posi\u00e7\u00e3o. O que presenciaram: cem pessoas, mais ou menos, fantasiadas \u00e0 car\u00e1ter estavam sentadas em volta de um palco improvisado. No centro um microfone e nele cantava uma figura magra um rock imitando Elvis Presley.<br \/>\nUma pequena banda o acompanhava. Com a chegada da pol\u00edcia houve um atropelo geral. Parou tudo.<br \/>\n&#8211; Quem for o chefe apresente-se, berrou Fatiotti. E, continuou: est\u00e3o todos presos em nome da lei.<br \/>\nDe repente sai do meio da multid\u00e3o uma figura raqu\u00edtica, voz rouca, caxigando duma perna, aparentando sessenta anos, e, fala:<br \/>\n-Eu me chamo Calixto e sou o dono do Clube.<br \/>\nE, dirigindo- se, com humildade, antes da admoesta\u00e7\u00e3o de Fatiotti, expressou-se:<br \/>\n-Excel\u00eancia, mantenho aqui um f\u00e3 clube de Elvis Presley. Chama-se: CLUBE F\u00c3S DE ELVIS PRESLEY- CFEP. Treino candidatos para programas de r\u00e1dio e televis\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Mostre- me o alvar\u00e1 de funcionamento expedido pela pol\u00edcia.<br \/>\nTens\u00e3o e expectativa. Da\u00ed, a dez minutos o Calixto, trouxe um documento antigo e, tr\u00eamulo entregou a Fatiotti. Esse tirou uma lanterna do c\u00f3s e fitou o documento. Conhecia sobejamente esse tipo de licen\u00e7a.<br \/>\nEmpalideceu. Sentiu-se mal. S\u00f3 n\u00e3o foi ao ch\u00e3o porque o seguraram. Quase n\u00e3o acreditou no que viu. A licen\u00e7a estava assinada ele pr\u00f3prio. Letra firme. Inconfund\u00edvel.<br \/>\nDevolveu o documento ao cidad\u00e3o e deu ordem de encerramento da opera\u00e7\u00e3o. Cabisbaixos sa\u00edram todos, inclusive, Fatiotti, o her\u00f3i destronado.<br \/>\nNo dia seguinte, mal cumprimentou os colegas. Foi direto \u00e0 sala de trabalho. Sentou-se \u00e0 m\u00e1quina e redigiu seu requerimento de aposentadoria.<br \/>\nPerguntado que ia fazer dagora por diante, foi categ\u00f3rico:<br \/>\n&#8211; VOU PLANTAR BANANAS NO MEU SITIO&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O DELEGADO QUE VIROU PLANTADOR DE BANANAS Andr\u00e9 Fatiotti, eventualmente, substitu\u00eda o delegado chefe. 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