{"id":37091,"date":"2026-01-17T16:23:29","date_gmt":"2026-01-17T19:23:29","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=37091"},"modified":"2026-01-17T16:23:29","modified_gmt":"2026-01-17T19:23:29","slug":"de-olho-na-lingua-147","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-147\/","title":{"rendered":"De Olho na L\u00edngua"},"content":{"rendered":"<p>Que curiosidade traz a palavra aula?<br \/>\nA palavra aula significava antigamente pal\u00e1cio, corte, assim como \u00e1ulico, ainda hoje, significa cortes\u00e3o, palaciano. Como veio a tomar o sentido que hoje possui, qual seja o de li\u00e7\u00e3o de uma disciplina?<br \/>\n\u00c9 que antigamente os filhos dos nobres eram educados nos pal\u00e1cios, nas cortes. Tanto bastou para que a palavra acabasse tomando tal sentido.<\/p>\n<p>Televisar ou televisionar?<br \/>\nAmbas corretas, a exemplo de supervisar e supervisionar. Muitos dicion\u00e1rios apontam a primeira forma como prefer\u00edvel. Gostar\u00edamos de saber baseado em qu\u00ea. Televisionar \u00e9 palavra muito bem formada, apesar de h\u00edbrida: vem do grego: tele (longe) e do latim: v\u00edsio, visionis (vis\u00e3o). Os que defendem verbalmente a forma televisar argumentam que, ao se retirar a termina\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e3o, tem-se televis -; acrescentando-se o sufixo verbal &#8211; ar, ocorre televisar, e n\u00e3o televisionar. Mas o racioc\u00ednio n\u00e3o nos parece muito acertado. Fosse assim, ter\u00edamos, ent\u00e3o, os verbos questar (e n\u00e3o questionar), adi\u00e7ar (e n\u00e3o adicionar), san\u00e7ar (e n\u00e3o sacionar), cole\u00e7ar (e n\u00e3o colecionar). Portanto, se o leitor usar televisionamento em vez de televisamento, estar\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 usando o rigorosamente correto, como tamb\u00e9m o mais usual. Que a imprensa falada, escrita e televisionada fa\u00e7a o registro!<\/p>\n<p>Medicamento e rem\u00e9dio s\u00e3o a mesma coisa?<br \/>\nN\u00e3o. Medicamento \u00e9 qualquer droga ou subst\u00e2ncia aplicada em algu\u00e9m como rem\u00e9dio. Rem\u00e9dio \u00e9 tudo o que serve para aliviar ou curar um mal.<br \/>\nUma boa massagem \u00e9 um rem\u00e9dio para o desgaste f\u00edsico, assim como um banho, depois de uma longa ou dura jornada de trabalho. Observe que todo medicamento \u00e9 rem\u00e9dio, mas nem todo rem\u00e9dio \u00e9 medicamento.<\/p>\n<p>O diabetes ou a diabetes?<br \/>\nEm Portugal, a forma correta \u00e9 a feminina a diabetes. A 14 de novembro assinala-se o Dia Mundial da Diabetes. No Brasil, tamb\u00e9m \u00e9 aceito o masculino: o diabetes. Esta palavra prov\u00e9m da forma masculina grega diabetes, mas generalizou-se na L\u00edngua Portuguesa sob a forma feminina. Em Portugal: a diabetes; No Brasil, o diabetes ou a diabetes.<\/p>\n<p>Personagem (g\u00eanero)<br \/>\nO g\u00eanero da palavra personagem ainda n\u00e3o est\u00e1 firmado, encontrando-se tanto no masculino quanto no feminino. Etimologicamente, provindo de \u201cpersonaticum\u201d pode ser feminino; mas analogicamente, isto \u00e9, por pertencer, ao grupo dos nomes terminados em \u201cagem\u201d, foi primeiro masculino: O personagem, o viagem, o linguagem; passou depois ao feminino.<br \/>\nAtualmente fazem a concord\u00e2ncia de g\u00eanero sil\u00e9ptica, isto \u00e9, com o nome oculto a que se refere: O personagem, se se referir a homem: A personagem, se se referir a mulher. Eu, particularmente s\u00f3 emprego a palavra como feminino (a personagem, para ambos os sexos), pois, os gram\u00e1ticos consideram o personagem, como francesismo.<\/p>\n<p>Gigante (tem feminino?)<br \/>\nTem. Giganta (mas s\u00f3 o substantivo). Exs.: Quando come\u00e7ou a crescer, na adolesc\u00eancia, ela se tornou uma giganta; Hort\u00eancia diz que seu sonho \u00e9 ser uma giganta do automobilismo mundial; Essa mulher foi uma giganta na defesa da democracia. \u00c9 bom lembrar que como adjetivo \u00e9 invari\u00e1vel. Ex.: Homem gigante; mulher gigante.<br \/>\n(*) Professor Ant\u00f4nio da Costa \u00e9 graduado em Letras Plenas, com Especializa\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acara\u00fa (UVA). Contato: (088) 99373-7724.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que curiosidade traz a palavra aula? A palavra aula significava antigamente pal\u00e1cio, corte, assim como&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":17923,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[11,12],"tags":[],"class_list":["post-37091","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-de-olho-na-lingua"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/DE-OLHO-NA-LIN-GUA-Antonio-da-Costa.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":33045,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-119\/","url_meta":{"origin":37091,"position":0},"title":"De Olho na L\u00edngua","author":"adminredacao","date":"Mar\u00e7o 24, 2025","format":false,"excerpt":"\u201cViva\u201d os brasileiros! 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