{"id":8286,"date":"2019-07-16T03:21:46","date_gmt":"2019-07-16T03:21:46","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=8286"},"modified":"2019-07-16T03:21:46","modified_gmt":"2019-07-16T03:21:46","slug":"de-olho-na-lingua-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-3\/","title":{"rendered":"De Olho na L\u00edngua"},"content":{"rendered":"<p><strong>Canja de galinha<\/strong><br \/>\nVis\u00edvel redund\u00e2ncia: toda canja \u00e9 sopa feita de caldo de galinha. Por isso, cautela e canja nunca fazem mal a ningu\u00e9m. Nesse dito popular tamb\u00e9m se pode usar caldo. A\u00ed, ent\u00e3o, \u00e9 que entra a galinha. Fica assim: Cautela e caldo de galinha nunca fazem mal a ningu\u00e9m. Pura verdade.<\/p>\n<p><strong>Caramanch\u00e3o \/ camaranch\u00e3o<\/strong><br \/>\nAs duas formas est\u00e3o corretas. A primeira, mais usual; a segunda, praticamente desusada. Apesar disso, alguns gostam mesmo \u00e9 de ficar no \u201ccarramanch\u00e3o\u201d, que n\u00e3o existe.<\/p>\n<p><strong>Morte e falecimento (qual a diferen\u00e7a?)<\/strong><br \/>\nMorte\u00a0serve para todos, indistintamente, velhos e mo\u00e7os.\u00a0Falecimento\u00a0\u00e9 pr\u00f3prio dos que j\u00e1 viveram o bastante, aos quais alguns chamam idosos; outros, senis. Mas a maior parte usa mesmo velhos (que n\u00e3o \u00e9 um termo adequado). S\u00f3 a morte pode ser violenta; o falecimento, ao contr\u00e1rio, exprime apenas um efeito natural. Por isso, ningu\u00e9m \u201cfalece\u201d num violento acidente de autom\u00f3vel, assim como n\u00e3o h\u00e1 \u201cfalecimento\u201d num assassinato. H\u00e1, em ambos os casos, morte.<\/p>\n<p><strong>Catorze \/ quatorze; cota \/ quota<\/strong><br \/>\nAmbas as grafias existem, mas a pron\u00fancia deve ser apenas \u201ccatorze\u201d. Portanto, mesmo que a escrita seja \u201cquatorze\u201d, \u201cquota\u201d pronuncia-se \u2018catorze\u2019 e \u201ccota\u201d. Sempre h\u00e1, todavia, os que dizem: \u201ckuatorze\u201d,\u2019kuota\u201d, \u201ckuociente\u201d, \u201ckuotidiano\u201d, \u201ckuest\u00e3o\u201d. A melhor pron\u00fancia \u00e9: catorze, cota, cociente, cotidiano, kest\u00e3o, etc.<\/p>\n<p><strong>Catucar ou cutucar<\/strong><br \/>\nAmbas as formas s\u00e3o corretas. S\u00e3o tamb\u00e9m formas variantes: catuc\u00e3o e cutuc\u00e3o, catucado e cutucado. Muita gente boa pensa que as formas com \u201ca\u201d s\u00e3o erradas. N\u00e3o s\u00e3o. S\u00e3o apenas menos usadas no Portugu\u00eas hodierno.<\/p>\n<p><strong>Carroceria ou carro\u00e7aria?<\/strong><br \/>\nAmbas corretas. Veja tamb\u00e9m: Infantaria\/Infanteria, sorveteria\/sorvateria joalharia\/joalheria, loteria\/lotaria. Todas s\u00e3o formas sincr\u00e9ticas (variantes). O sufixo \u201c-aria\u201d e \u201c-eria\u201d, em muitas palavras da l\u00edngua portuguesa, permutam-se.<\/p>\n<p><strong>Todo<\/strong><br \/>\nEm fun\u00e7\u00e3o adverbial, na acep\u00e7\u00e3o de totalmente, pode variar ou n\u00e3o: As atrizes se apresentaram na pe\u00e7a todo (ou todas) nuas; Ela chegou todo (ou toda) molhada; Os homens ficaram todo (ou todos) boquiabertos.<\/p>\n<p><strong>Capit\u00e3o<\/strong><br \/>\nPlural: capit\u00e3es. Feminino: capit\u00e3 (A forma capitoa caiu em desuso). As pol\u00edcias militares, hoje, t\u00eam capit\u00e3s (mas alguns rep\u00f3rteres insistem em usar \u201ca capit\u00e3o\u201d. Que fazer?<\/p>\n<p><strong>Carqueja ou carquejo?<\/strong><br \/>\nA primeira: carqueja. Apesar de ser assim, h\u00e1 muita gente por a\u00ed comprometendo a sa\u00fade, tomando ch\u00e1 de carquejo.<\/p>\n<p><strong>Cataclismo<\/strong><br \/>\nNote: a \u00faltima s\u00edlaba \u00e9 com \u201cmo\u201d, e n\u00e3o com \u201cma\u201d. O mesmo se diga para aforismo. A forma \u201caforisma\u2019 \u00e9 grafia incorreta.<\/p>\n<p><strong>Carboidrato<\/strong><br \/>\nApesar de ser assim, nove entre dez professores de Biologia escrevem \u201ccarbohidrato\u201d, quando n\u00e3o \u201ccarbo-hidrato\u201d, que \u00e9 rid\u00edculo.<\/p>\n<p><strong>Torna a si \/Tornar em si<\/strong><br \/>\nAs duas express\u00f5es existem: A mo\u00e7a tornou a Uo em) si; Quando tornei a (ou em) mim, j\u00e1 era tarde.<\/p>\n<p><strong>Capucino \/ Capuchino<\/strong><br \/>\nAportuguesamento do italiano \u201ccappuccino\u201d<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edstica \/carater\u00edstica<\/strong><br \/>\nAmbas as formas existem e s\u00e3o corretas, assim como caracter\u00edstico e carater\u00edstico, caracterizar e caraterizar.<\/p>\n<p><strong>C\u00e2non \/ c\u00e2none<\/strong><br \/>\nAs duas formas s\u00e3o corretas. Plural: c\u00e2nones.<\/p>\n<p>(*) Graduado em Letras Plenas, com Especializa\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acara\u00fa (UVA). \u00c9, tamb\u00e9m, funcion\u00e1rio do Servi\u00e7o Aut\u00f4nomo de \u00c1gua e Esgoto (SAAE) de Sobral (CE). Contatos: (88) 99762-2542 e (88) 98141-2183. 3614-1555<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Canja de galinha Vis\u00edvel redund\u00e2ncia: toda canja \u00e9 sopa feita de caldo de galinha. 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