{"id":8837,"date":"2019-08-27T02:52:23","date_gmt":"2019-08-27T02:52:23","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=8837"},"modified":"2019-08-27T02:52:23","modified_gmt":"2019-08-27T02:52:23","slug":"a-lingua-portuguesa-e-o-escritor-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/a-lingua-portuguesa-e-o-escritor-brasileiro\/","title":{"rendered":"A L\u00cdNGUA PORTUGUESA E O ESCRITOR BRASILEIRO"},"content":{"rendered":"<p>Um Pa\u00eds em busca de uma outra hist\u00f3ria, uma nova hist\u00f3ria da l\u00edngua portuguesa, no novo mundo, que possavalorizar como express\u00e3o genu\u00edna de vitalidade cultural,essa \u201c\u00daltima flor do L\u00e1cio, inculta e bela\u201d na defini\u00e7\u00e3o do poeta Olavo Bilac.<br \/>\nComo se sabe, a hist\u00f3riado acordo ortogr\u00e1fico da l\u00edngua portuguesa,com os pa\u00edses que s\u00e3o usu\u00e1rios naturais do idioma. Juntos, lutam para conseguirem, oque ela seja desenvolvida no campo da literatura. Mas\u00e9 preciso dizer que a l\u00edngua portuguesa, ainda est\u00e1 longe,para sua leitura no novo mundo. Tal situa\u00e7\u00e3oremota, como \u00e9 sabido, em 1911, ano que foi adaptada em Portugal a primeira grande reforma ortogr\u00e1fica, mas que n\u00e3o foi extensiva ao Brasil.<br \/>\nPor iniciativa da Academia Brasileira de Letras, em conson\u00e2ncia com a Academia das Ci\u00eancias de Lisboa, com o objetivo de se minimizarem os inconvenientes desta situa\u00e7\u00e3o, foi aprovado em 1931 o primeiro acordo ortogr\u00e1fico entre Portugal e o Brasil.Mas este acordo n\u00e3o produziu nada.<br \/>\nE \u00e9 neste contexto que acontece o primeiro encontro do Rio de Janeiro, em 1986, pela primeira vez na hist\u00f3ria da l\u00edngua portuguesa, se reuniram representates de Portugal, do Brasil e dos cincos novos pa\u00edses africanos lus\u00f3fonos emergidos da descoloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, ficou, por\u00e9m, inviabilizado pela rea\u00e7\u00e3o pol\u00eamica, sobretudo de Portugal.<br \/>\nPara se compreender a reviravolta brusca dessa luta, realizou-se em Lisboa o primeiro congresso de Escritores Internacional de L\u00edngua Portuguesa. Neste encontro, um dos assuntos tratados foi a cria\u00e7\u00e3o do Instituto Internacional de L\u00edngua Portuguesa, ideia sugerida pelo ent\u00e3o vital\u00edcio presidente da Academia Brasileira de Letras, Austreg\u00e9silo de Athayde, tendo como base um documento elaborado pelo um dos maiores fil\u00f3logos brasileiros, Ant\u00f4nio Houaiss.<br \/>\nMas n\u00e3o foi s\u00f3 isso. Como dizia Josu\u00e9 Montello: \u201cMeninos, eu vi; podem dizer que vi\u201d. Enfim, oBrasil viu;ser aprovado o \u00faltimo Acordo Ortogr\u00e1fico Internacional da L\u00edngua Portuguesa. Foi, de fato, um acontecimento hist\u00f3rico. E dado o peso detodos os pa\u00edses da l\u00edngua portuguesa e das personalidades lingu\u00edsticas que l\u00e1 se encontraram, foi um encontro que teve um alcance mundial.<br \/>\nE a\u00ed, est\u00e1 a l\u00edngua portuguesa e o escritor brasileiro seconfrontando com o que E\u00e7a de Queiroz, denominou um dia, \u201cL\u00ednguas das tr\u00eas na\u00e7\u00f5es pensantes do velho mundo: Inglaterra, Fran\u00e7a e Alemanha\u201d. \u00c9 esseum permanente confronto, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 L\u00edngua Portuguesa.<br \/>\nComo se sabe, o escritor brasileiro luta pela sua tradu\u00e7\u00e3o no campo da literatura, no novo mundo, que est\u00e1 vivendo uma nova figura lingu\u00edstica; a l\u00edngua transnacional, com os grandes progressos tecnol\u00f3gicos, como as transmiss\u00f5es via sat\u00e9lite, a recep\u00e7\u00e3oinstant\u00e2nea de som e imagem, que fazemo mundo global.<br \/>\nNeste amplo, sentido do mundo global, falha, no discurso liter\u00e1rio na l\u00edngua portuguesa. Esse discurso chama-se discurso ir\u00f4nico, aquilo que o progresso capitalista inventou para n\u00e3o enlouquecer, e para ser capaz de conviver consigo mesmo. A ironia \u00e9 a linguagem m\u00e1xima do novo mundo: a literatura brasileira\u00e9 pouca traduzida. Isso tem sido considerado como alargamento prejudicial para a literatura mundial.<br \/>\nPergunta-se quantos escritores brasileiros j\u00e1 foram traduzidos numa Europa unificada? S\u00e3o poucos, receia que o escritor brasileiro acabe reduzido a um dialeto de continente. O mais frisante exemplo \u00e9 o ingl\u00eas, na fatia ocidental. Ouve-se o ingl\u00eas at\u00e9 na forma escrita em livro.<br \/>\nEis a\u00ed o espa\u00e7o da pol\u00edtica cultural que poderia ser ocupado pela l\u00edngua p\u00e1tria.N\u00e3o se trata de jacobinismo, mas da preserva\u00e7\u00e3o de uma identidade que os s\u00e9culos forjaram. Como bem disse um dia Fernando Pessoa: \u201cA minha p\u00e1tria \u00e9 a l\u00edngua portuguesa\u201d.<br \/>\nPois quem conhece a l\u00edngua portuguesa, est\u00e1 ciente de queo escritor brasileiro, tem uma extensa base liter\u00e1ria. E possui tamb\u00e9m um contingente de personagens.Masainda o Brasil, n\u00e3o tem at\u00e9 hoje o Nobel de Literatura, por quest\u00e3o contradit\u00f3ria,h\u00e1 muitos escritores brasileiros ques\u00e3o traduzidos e, que merecem o pr\u00eamio.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que envolve muito debates,de tradutores de outrasl\u00ednguas edo sistema editorial brasileiro. \u00c9 preciso dizer que o sistema editorial no Brasil, ainda \u00e9 dependente de uma m\u00eddia capitalista. Assim depende de nomes privilegiados, sem tomar a s\u00e9rio o que se conhece de literatura no Brasil. Claro, pode-se dizer queh\u00e1 sempre uma pergunta no ar: \u201cea\u00ed?\u201d e \u201cent\u00e3o?\u201d Depois de Paulo Coelho, \u201cquem\u201d \u00e9 o pr\u00f3ximo?\u201d.<br \/>\nAs editoras brasileiras se limitam a isso. Mas, os meios de divulga\u00e7\u00f5es t\u00eam certo medo de dizer isto, mesmo que pensa assim. Al\u00e9m disso, voc\u00ea pode dizer e isso \u00e9 mais grave, porque os bons literatos brasileiros, andam de pires na m\u00e3o, pedindo para ser traduzidos.<br \/>\nPara compreender o quadro da condi\u00e7\u00e3o de se traduzir um escritor brasileiro, lembremos apenas de um, Jorge Amado, viajou muito para ser reconhecido no mundo. Considerando-se que Jorge Amado j\u00e1 era tido como escritor de sucesso no Brasil.<br \/>\nEis a\u00ed, uma das raz\u00f5es que o futuro da nossa literatura para ser traduzida, em todo mundo, depende, de certo modo, dessa intercomunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 neste contexto que o acordo ortogr\u00e1fico de l\u00edngua portuguesa seprocessa na ess\u00eancia existencial,para ser desenvolvidano campo da literatura.<br \/>\nA prop\u00f3sito, citamos Hegel, h\u00e1 quasetr\u00eas s\u00e9culos, quando um editor da Fran\u00e7a disse a Hegel que queria publicar uma tradi\u00e7\u00e3o de sua obra ent\u00e3o rec\u00e9m aparecida. \u201cFenomenologia do esp\u00edrito\u201d, mas queria que ele fizesse um resumo dela, a resposta foi duplamente negativa. Primeiro disse ele, ali estava a ess\u00eancia do seu pensamento, o sumo mais rigoroso, o resumo de suas ideias sobre o tema. Segundo a l\u00edngua francesa ainda n\u00e3o estava suficientemente desenvolvida, no campo da filosofia, para poder traduzir a sua obra.<br \/>\n\u00c9 isto que define a injusti\u00e7ada tradu\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa, no campo da literatura brasileira,no novo mundo. \u00c9 preciso que se processe um amplo movimento, com uma pol\u00edtica cultural, que possa trabalhar sobre a pegada liter\u00e1riapara que ela sejaconhecidaem todo globo e, por conseguinte o escritor brasileiro, que possa ser um Nobel, inclusive os lus\u00f3fonos da l\u00edngua portuguesa.<br \/>\nJornalista, Historiador e Cr\u00edtico liter\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um Pa\u00eds em busca de uma outra hist\u00f3ria, uma nova hist\u00f3ria da l\u00edngua portuguesa, no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[11,16],"tags":[],"class_list":["post-8837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-eudes-de-sousa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/LEITURA.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":9679,"url":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-18\/","url_meta":{"origin":8837,"position":0},"title":"De Olho na L\u00edngua","author":"","date":"Novembro 4, 2019","format":false,"excerpt":"Significado de \u201cLato sensu\u201d \u201cLato sensu\u201d \u00e9 uma express\u00e3o, em Latim, que significa \u201cem sentido amplo\u201d. 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