{"id":9017,"date":"2019-09-08T04:27:05","date_gmt":"2019-09-08T04:27:05","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/?p=9017"},"modified":"2019-09-08T04:27:05","modified_gmt":"2019-09-08T04:27:05","slug":"de-olho-na-lingua-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodasemana.com\/site\/de-olho-na-lingua-11\/","title":{"rendered":"De Olho na L\u00edngua"},"content":{"rendered":"<p><strong>Abor\u00edgine<\/strong><br \/>\nHabitante primitivo de um pa\u00eds; nativo; ind\u00edgena; aut\u00f3ctone. Aten\u00e7\u00e3o para a grafia: Esta palavra tem dois \u201cii\u201d, embora muitos escrevam \u201cabor\u00edgene\u201d (e tem registro em alguns dicion\u00e1rios), por influ\u00eancia de \u201corigem\u201d.<br \/>\nCurioso \u00e9 que os dicion\u00e1rios que registram tamb\u00e9m \u201cabor\u00edgene\u201d s\u00f3 trazem aboriginal, aborigin\u00e1rio e nunca \u201caborigenal\u201d, nem muito menos \u201caborigen\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p><strong>Abscissa (Grafia)<\/strong><br \/>\nApesar de ser assim, nove entre dez professores de Matem\u00e1tica escrevem-na assim: \u201cabcissa\u201d. O Dicion\u00e1rio Escolar da L\u00edngua Portuguesa, de Francisco da Silveira Bueno, d\u00e1 \u201cabcissa\u201d como forma variante de abscissa.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 cabe\u00e7a \/ Na cabe\u00e7a<\/strong><br \/>\nEm Portugal se usa \u201c\u00e0 cabe\u00e7a\u201d: \u00c0 cabe\u00e7a ela nunca traz absolutamente nada; Levava \u00e0 cabe\u00e7a o seu velho bon\u00e9; Ela vinha com uma lata de \u00e1gua \u00e0 cabe\u00e7a. Na norma culta ainda se d\u00e1 prefer\u00eancia \u00e0 constru\u00e7\u00e3o legitimamente portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Acareaa\u00e7\u00e3o\/ Acareamento<\/strong><br \/>\nS\u00e3o ambas formas corretas, mas a primeira \u00e9 mais usada: O delegado promoveu a acarea\u00e7\u00e3o (ou o acareamento) entre as partes.<\/p>\n<p><strong>A casa<\/strong><br \/>\n\u00c9 a express\u00e3o que se usa com palavras e verbos din\u00e2micos (= que d\u00e3o ideia de movimento), principalmente em Portugal. No Brasil, prefere-se empregar \u201cem casa\u201d. Exs.: Sua volta a casa foi fundamental para evitar o crime; Fui ao escrit\u00f3rio, mas tive vontade de voltar a casa, para buscar os documentos. Repare: N\u00e3o se usa o acento grave no \u201ca\u201d.<\/p>\n<p><strong>Aceitar<\/strong><br \/>\nO verbo aceitar tem dois partic\u00edpios: aceitado (regular) e aceito (irregular). O regular se usa com os verbos ter, haver, ser e estar, enquanto o irregular se emprega com ser e estar. Exs.: N\u00e3o tenho aceitado provoca\u00e7\u00f5es; Provoca\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam sido aceitas por mim. Na l\u00edngua cotidiana, por\u00e9m, encontramos: Ele n\u00e3o tem aceito desaforos; Ela n\u00e3o havia aceito o meu convite.<\/p>\n<p><strong>Acender \/ Ascender<\/strong><br \/>\nConv\u00e9m n\u00e3o confundir. Acender \u00e9 provocar fogo ou luz e tem como substantivo acendimento: acender um f\u00f3sforo; acender uma l\u00e2mpada; o acendimento de um f\u00f3sforo, de uma l\u00e2mpada. J\u00e1 ascender \u00e9 subir, elevar-se e tem como substantivo ascendimento ou ascens\u00e3o: O bal\u00e3o ascendeu (subiu) rapidamente; O ascendimento (ou ascens\u00e3o) do bal\u00e3o foi r\u00e1pido.<\/p>\n<p><strong>Access\u00f3rio \/ Acess\u00f3rio<\/strong><br \/>\nComo ambas as formas existem, s\u00e3o boas tamb\u00e9m as duas maneiras de dizer \u201cakcess\u00f3rio\u201d e acess\u00f3rio. Rege \u201ca\u201d: Os documentos acess\u00f3rios ao processo j\u00e1 foram anexados pelo advogado. Cuidado com a palavra \u201cassess\u00f3rio\u2019, adj. 2 g\u00ean., que diz respeito ao assessor, do assessor.<\/p>\n<p><strong>Assim como (Concord\u00e2ncia verbal)<\/strong><br \/>\nIntercalada entre os sujeitos, essa express\u00e3o exige que o verbo concorde com o primeiro sujeito. Exs.: Eu, assim como voc\u00ea, sou brasileiro; O Brasil, assim como os pa\u00edses em desenvolvimento, apoiou a decis\u00e3o; N\u00f3s, assim como ela, chegaremos a um acordo.<\/p>\n<p><strong>Beb\u00ea \/ Beb\u00e9<\/strong><br \/>\nAmbas as formas existem. Beb\u00ea \u00e9 forma masculina sempre, mesmo que se refira a menina: Ela \u00e9 um beb\u00ea saud\u00e1vel; Sua filha \u00e9 um beb\u00ea lindo! O diminutivo \u00e9 sempre bebezinho: Ela \u00e9 um bebezinho saud\u00e1vel; Sua filha \u00e9 um bebezinho lindo!<br \/>\nN\u00e3o se usa, portanto, \u201ca beb\u00ea\u201d nem muito menos \u201ca bebezinha\u201d, aberra\u00e7\u00e3o semelhante a \u201co criancinho\u201d. Que jamais se usou (ou j\u00e1?). O mesmo se diga para nen\u00ea e nen\u00e9m.<\/p>\n<p>(*) Graduado em Letras Plenas, com Especializa\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acara\u00fa (UVA). \u00c9, tamb\u00e9m, funcion\u00e1rio do Servi\u00e7o Aut\u00f4nomo de \u00c1gua e Esgoto (SAAE) de Sobral (CE). Contatos: (88) 99762-2542 e (88) 98141-2183.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abor\u00edgine Habitante primitivo de um pa\u00eds; nativo; ind\u00edgena; aut\u00f3ctone. 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