Herculano Costa
Energia limpa: fundamento inadiável de um futuro sustentável
A busca por fontes de energia limpa tornou-se uma das maiores prioridades da humanidade no século XXI. Diante das mudanças climáticas, do esgotamento progressivo dos recursos naturais e dos impactos ambientais causados pelo uso intensivo de combustíveis fósseis, a transição para uma matriz energética sustentável deixou de ser apenas uma opção e passou a ser uma necessidade urgente. Energia limpa representa, portanto, não apenas inovação tecnológica, mas também um novo modelo de desenvolvimento, capaz de conciliar crescimento econômico, preservação ambiental e justiça social.
As fontes tradicionais de energia, como o carvão, o petróleo e o gás natural, foram fundamentais para o avanço industrial e tecnológico da sociedade moderna. No entanto, seu uso contínuo tem gerado consequências graves, como a emissão excessiva de gases de efeito estufa, a poluição do ar, da água e do solo, além de conflitos geopolíticos relacionados à exploração desses recursos. Nesse contexto, as energias renováveis surgem como alternativas viáveis e promissoras, pois utilizam recursos naturais abundantes e praticamente inesgotáveis, como o sol, o vento, a água e a biomassa.
A energia solar, por exemplo, destaca-se por sua versatilidade e grande potencial de expansão. Países tropicais, como o Brasil, possuem condições naturais privilegiadas para o aproveitamento da radiação solar, seja por meio de painéis fotovoltaicos em residências, indústrias e áreas rurais, seja por grandes usinas solares. Além de reduzir significativamente as emissões de carbono, a energia solar contribui para a descentralização da produção energética, permitindo que comunidades isoladas tenham acesso à eletricidade de forma limpa e autônoma.
Outra fonte de grande relevância é a energia eólica, obtida a partir da força dos ventos. Os parques eólicos têm se expandido rapidamente em diversas regiões do mundo, especialmente em áreas litorâneas e de planícies. Essa fonte apresenta baixo impacto ambiental durante sua operação e gera empregos locais, impulsionando o desenvolvimento regional. De modo semelhante, a energia hidrelétrica, quando planejada de forma responsável, continua sendo uma importante aliada, embora exija cuidados para minimizar impactos sociais e ambientais.
Além dessas, a biomassa e o biogás oferecem soluções sustentáveis ao transformar resíduos agrícolas, urbanos e industriais em energia, promovendo o reaproveitamento de materiais e a economia circular. Já as pesquisas em fontes emergentes, como o hidrogênio verde, apontam para um futuro ainda mais limpo, capaz de revolucionar setores como o transporte pesado e a indústria de base.
Entretanto, a transição para a energia limpa não depende apenas de avanços tecnológicos. Ela exige políticas públicas consistentes, investimentos contínuos, educação ambiental e mudanças de comportamento da sociedade. Governos, empresas e cidadãos precisam atuar de forma conjunta, adotando práticas mais conscientes de consumo e apoiando iniciativas que priorizem a sustentabilidade. A eficiência energética, por exemplo, é um passo essencial, pois reduzir o desperdício é tão importante quanto produzir energia de forma limpa.
Em síntese, a energia limpa representa o caminho mais seguro e responsável para garantir um futuro sustentável às próximas gerações. Ao investir em fontes renováveis e em modelos de desenvolvimento equilibrados, a humanidade não apenas protege o meio ambiente, mas também constrói uma sociedade mais justa, resiliente e preparada para os desafios do amanhã. Cuidar da energia que usamos hoje é, acima de tudo, cuidar da vida no planeta.
Por Benedito Herculano Costa (*) – Jornalista, radialista, professor, escritor e poeta.
(*) – Neuropsicanalista Clínico – Contato (88) 9 3500.1970 WhatsApp (hercoscosta@gmail,com)

