Entrega do Inquérito Diocesano de Beatificação e de Canonização do Servo de Deus Waldir Lopes de Castro no Vaticano e peregrinação à Assis

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diocese de sobral no vaticano (2)

Por José Luís Lira
Entrevista na Rádio Vaticana e Entrega do Inquérito

Ainda era madrugada no Brasil, dia 5 de março de 2026, por volta de 5h30min, quando Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, Bispo Diocesano de Sobral, Mons. Raimundo Nonato Timbó de Paiva, Pároco de Marco e Vigário Geral da Diocese de Sobral e o Prof. Dr. José Luís Lira, Notário da Causa de Beatificação e de Canonização do Mons. Waldir Lopes de Castro e atualmente administrador da Causa, foram recebidos pelo jornalista Silvonei José Protz, Diretor do Programa Brasileiro da Rádio Vaticana para uma entrevista onde foram abordados temas relacionados à Causa de Beatificação e de Canonização do Mons. Waldir Lopes de Castro e à participação de Dom Vasconcelos na Audiência Geral com o Papa Leão XIV, no dia anterior.
Em seguida, por volta de 7h (11 horas no horário romano), a equipe foi recebida no Dicastério das Causas dos Santos, no Vaticano, pelo Postulador Geral, Dr. Paolo Vilotta, que os conduziu à Chancelaria, onde foi feita a entrega oficial do Inquérito da Fase Diocesana de Beatificação e de Canonização do Servo de Deus Waldir Lopes de Castro. O inquérito foi recebido pelo Dr. Federico Favero. Em seguida a comitiva foi recebida pelo Secretário do Dicastério, Arcebispo Dom Fabio Fabene.

Causa do Mons. Arnóbio de Andrade
Dom Vasconcelos, Dr. Paolo Vilotta e Prof. José Lira falaram ainda com o Pe. Szczepan Praśkiewicz, OCD, relator da Causa de Beatificação e de Canonização do Servo de Deus Joaquim Arnóbio de Andrade (Mons. Arnóbio), cuja positio já foi depositada no Dicastério.
Para Dom Vasconcelos, foi um momento de grande alegria e de gratidão a Deus pela maravilha da santidade e dos tantos testemunhos que temos em nosso meio.
Após a abertura das atas do Inquérito Diocesano de Beatificação e de Canonização do Servo de Deus Waldir Lopes de Castro, haverá o início da Fase Romana.

Relíquias de São Francisco
Na sexta-feira, 06 de março, acompanhados do Postulador, Dr. Paolo Vilotta, Dom Vasconcelos, Mons. Timbó e Prof. Lira foram a Assis e fizeram a peregrinação diante das relíquias de São Francisco, expostas até o último dia 22 de março próximo, em celebração aos 800 anos da morte do Santo tão amado por todo o mundo.
Consta que após sua morte em 1226 e o sepultamento de Francisco na Basílica, em 1230, o Frei Elias de Cortona decidiu esconder o sarcófago em um local profundo e de difícil acesso sob o altar principal. A medida visava proteger o corpo de possíveis saques por cidades rivais ou exércitos invasores, uma prática comum na Idade Média.
O paradeiro exato foi esquecido até 1818, quando, após 52 noites de escavações secretas autorizadas pelo Papa Pio VII, os restos foram localizados dentro de uma grade de ferro e um sarcófago de pedra bruta.

As ocasiões de acesso às relíquias e exposição
Redescoberta em 1818. Após quase 600 anos escondido para evitar saques, o sarcófago foi localizado sob o altar da Basílica. Naquela época, as relíquias foram autenticadas por uma comissão médica e brevemente expostas a autoridades eclesiásticas antes de serem lacrados novamente em uma nova cripta.
Reconhecimento de 1978. Sob o pontificado de São Paulo VI, o túmulo foi reaberto para uma análise científica de conservação. Os ossos – relíquias de 1ª classe – foram tratados e colocados em uma urna de acrílico transparente para garantir a preservação química, mas a visualização ainda era restrita ao ambiente da cripta. Nesta ocasião foram expostas por um dia.
A Exposição Extraordinária de 2026 foi considerada a primeira vez em 800 anos do “transitus” – morte – do santo que as relíquias completas foram expostas ao público geral de forma prolongada. De 22 de fevereiro a 22 de março de 2026. Mais de 500 mil peregrinos se registraram para este evento histórico.
Participar da exposição das relíquias de São Francisco de Assis foi uma daquelas experiências únicas. Desde o momento em que saímos de Roma até a chegada, ficou claro que tudo foi pensado com um carinho imenso: a fila fluía bem, o ambiente estava silencioso e o respeito era quase palpável. A organização da Basílica conseguiu acolher todo mundo sem perder a solenidade que o momento pedia.
Estar ali e poder tocar a urna com as santas relíquias do corpo de um homem que é o maior símbolo de humildade e paz, foi inexplicável. Não teve como segurar a emoção. Foi um encontro com a história e com uma mensagem de amor à criação que continua mais atual do que nunca. Tenho certeza de que saímos de lá com a alma leve e o coração transbordando gratidão.

São Carlo Acutis
No mesmo dia ainda fomos ao Santuário do Despojamento (Santuario della Spogliazione), localizado dentro da igreja de Santa Maria Maior (Santa Maria Maggiore), em Assis, onde estão expostas as relíquias de São Carlos Acutis, estas de forma permanente. Ali podemos rezar e contemplar um outro belo exemplo de santidade.
Continuemos unidos em orações e rogando a intercessão dos Servos de Deus de nossa Diocese para que um dia eles também estejam nos altares de todo o mundo!

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