editorial cs

Um dos objetivos centrais das Campanhas da Fraternidade (CF) é renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação evangelizadora em vista de uma sociedade justa e solidária. Um gesto concreto e profético da CF é a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada nas celebrações do Domingo de Ramos em todas as comunidades, paróquias e dioceses do Brasil.
É uma ação conjunta de toda a Igreja no Brasil que, além de ser expressão da comunhão eclesial, coroa este tempo de oração, penitência e caridade. Através desta coleta, toda a vivência espiritual da quaresma converge para obras visíveis de amor ao próximo e de transformação social. Neste ano, a CF reflete sobre o tema da moradia, iluminado pela certeza bíblica de que o Verbo de Deus assumiu nossa humanidade e “veio morar entre nós”.
A coleta financia projetos sociais em todo o Brasil, através do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS), com o objetivo de promover a dimensão sociotransformadora da evangelização. Do total arrecadado na Coleta da Solidariedade, 60% fica no FDS, e 40% é enviado para o FNS.
O sistema de arrecadação procura responder às exigências mais urgentes de cada ano, não só com relação ao tema da CF, mas a todo um acompanhamento das realidades sociais e humanitárias. O ato de partilhar com generosidade nesta coleta é uma forma de financiar a esperança concreta de muitas famílias que vivem em situações diversas de vulnerabilidade.
Muitos projetos são contemplados, prevalecendo a promoção da dignidade humana, o compromisso com os pobres e a promoção da vida em plenitude. A aplicação dos recursos segue os eixos determinados por editais anuais publicados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Diversos critérios para a aprovação dos projetos são observados por um conselho que gerencia os recursos da coleta.
Os bispos, padres, diáconos, religiosos e animadores de comunidades são os principais motivadores das comunidades, para que façam a doação e para que a CF seja colocada em prática. A coleta é fruto do processo de conversão quaresmal que abre o coração dos cristãos para enxergar o rosto de Cristo no próximo sofredor. É necessário, portanto, abrir as mãos e os corações, a fim de que os recursos da coleta nacional sirvam para a construção de pontes de solidariedade que superem o abismo histórico da desigualdade em nosso país. Só assim a conversão quaresmal se transforma em comunhão e partilha, gerando frutos de moradia digna, justiça e paz para todos os filhos de Deus.

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