CEARÁ PODE CHEGAR A R$ 36,8 BILHÕES EM GANHOS ECONÔMICOS COM A UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO

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Entre 2023 e 2040, o valor presente dos ganhos com o turismo deve alcançar R$ 3,8 bilhões, indicando um fluxo médio anual de R$ 209 milhões no período

O valor presente do aumento de renda do trabalho com a expansão do saneamento entre 2023 e 2040 será de R$ 17,9 bilhões, que resultará num ganho anual de R$ 995 milhões
NOVEMBRO DE 2023 – O saneamento básico é um agente transformador nas mais diversas esferas de um país. A universalização do acesso à água e dos serviços de coleta e tratamento do esgoto para a população pode gerar incontáveis ganhos para a qualidade de vida da população. É neste contexto que o Instituto Trata Brasil, em parceria com a EX Ante Consultoria, publica o estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Ceará”, que avalia os ganhos socioeconômicos a partir do acesso pleno aos serviços básicos no estado cearense.
O Ceará é formado por 184 municípios e abriga cerca de 9,3 milhões de pessoas. Segundo informações presentes no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base de 2021, os cearenses com acesso à água correspondem a 59,7% da população e apenas 30,1% possuem coleta de esgoto, enquanto 37,1% do esgoto gerado é tratado.
A ausência de saneamento ainda é uma realidade do país como um todo. No Brasil, cerca de 33 milhões de brasileiros vivem sem acesso à água potável e mais de 93 milhões de habitantes sem os serviços de coleta de esgoto. Outro desafio é o tratamento de esgoto, no qual, somente 51,2% do material gerado no país é tratado.
Para realização do estudo de benefícios socioeconômicos advindos da expansão do saneamento básico no Ceará foi considerado o horizonte de universalização até 2040, prazo limite para a universalização do saneamento de acordo com Novo Marco Legal do Saneamento. Além dessa visão na próxima década, também foram analisados os efeitos de mais longo prazo até meados da década de 2050.
STATUS DO SANEAMENTO NO ESTADO DO CEARÁ ATÉ 2021
Em relação a situação do saneamento básico, as tabelas abaixo apresentam os dados no Brasil, na região Nordeste, no estado do Ceará e na Região Metropolitana de Fortaleza. No ano de 2021, 3,8 milhões de pessoas moravam em residências sem acesso à água tratada no estado. Isso significa que o déficit relativo de abastecimento de água era de 40,7% da população, uma marca superior à média da região Nordeste, que foi de 27,7% da população. A Região Metropolitana de Fortaleza também apresentou um déficit relativo de água tratada elevado em 2021: 31,1% da população ainda não tinha acesso a esse serviço básico.
No caso do acesso à coleta de esgoto, o número foi maior: 6,5 milhões de habitantes moravam em residências sem o serviço no Ceará. Em termos relativos, isso indica que 70,1% da população cearense não estava ligada à rede geral de esgoto, um índice próximo a média da região Nordeste (70,6%) e bem acima da média do Brasil (45%). A Região Metropolitana de Fortaleza também apresentou um déficit relativo bastante elevado em 2021: 55,2% da população não tinha coleta de esgoto em suas residências.
Excetuando a pequena parcela de moradias situadas na zona rural ou em áreas urbanas isoladas, cujo esgoto é usualmente descartado sem coleta e tratamento – em fossas sépticas, por exemplo –, a maior parte dos dejetos humanos e da água utilizada por essa população retornou ao meio ambiente in natura, o que impacta negativamente o meio ambiente da região.

 

 

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