Não se consagra para fazer, mas para ser
“Não há um só minuto da minha vida que eu queira voltar a viver segundo a minha própria vontade. Andar conforme a minha vontade não deu certo; minha vida só se ordenou quando encontrei a vontade de Deus.” Acima de tudo, a vontade de Deus.
Não sou escrava do mundo, mas filha livre e amada. Não faço o que quero, mas o que Deus quer. Nada neste mundo nos faz verdadeiramente felizes; a única coisa que nos faz felizes é a vontade de Deus. Foi para isso que nascemos.
Conduzidos por Gálatas 2, 20.
Deus passa a ser o centro da nossa vida; a prioridade da nossa existência passa a ser Cristo. A Virgem de Sião nos ensina muito bem o que significa colocar Cristo no centro. O consagrado coloca Cristo no centro da sua vida. Cristo é o primeiro; o restante vem depois, se for da vontade de Deus.
O consagrado vive em obediência. Jesus é o Consagrado por excelência e, por isso, foi obediente até a morte, e morte de cruz. A pessoa que deseja se consagrar trilha esse mesmo caminho de obediência, o caminho de Cristo. Não há outro caminho senão o da obediência. A obediência nos faz livres, nos guarda das garras do demônio e nos liberta da nossa própria vontade para vivermos a vontade de Deus.
O consagrado vive a obediência e uma vida de pobreza: a pobreza evangélica, que para nós implica em não acumular. O consagrado vive pobreza, castidade e obediência. Essa foi a vida de Cristo: pobre, casto e obediente.
Quando nos consagramos, nossa vida cotidiana se transforma em oferta, missão, busca de santidade e comunhão. A consagração envolve dedicar tudo o que somos — mente, coração, corpo, tempo, talentos e recursos — ao serviço de Deus, reconhecendo que Ele é o centro de tudo. Tudo passa a ser dedicado ao serviço de Deus, não mais a mim mesmo, mas para servi-Lo. Eu me consagrei para estar à disposição da vontade de Deus.
Não a minha, mas a tua vontade
A Comunidade Filhos de Sião é um carisma novo na Igreja. Possui um jeito próprio de ser, de estar no mundo, de rezar, de vestir-se e de viver. Temos uma identidade própria. Quando sentimos o chamado para esse carisma, o Senhor se encarrega de imprimir em nós essa identidade.
O Filho de Sião louva em todo tempo, lugar e situação. Nossa vida precisa ser uma canção de louvor, na certeza de que nossa vida depende de Deus. Não murmuramos; vivemos do louvor a Deus. A consagração não se explica: sabemos apenas uma coisa — Deus está conosco.
Vivemos também uma vida de oração contemplativa, que nos permite enxergar o que Deus está dizendo. Deus vai se comunicando conosco e somos chamados a viver uma conversão diária: uma luta constante, pois todos os dias há algo a ser convertido. Somos obra inacabada.
Vivemos ainda a vida fraterna. Ser fraterno é ser irmão: ajudar o outro, caminhar ao seu lado, levantar o irmão que caiu, sustentar quem está perto. É também celebrar com os irmãos, pois tudo isso se vive em comunidade, com irmãos.
Vander Lúcia Menezes Farias – Fundadora e Moderadora Geral da Comunidade Filhos de Sião

