POUCAS E BOAS
“VADE RETRO!”
Neste ano (2026) a Quaresma terá início na quarta-feira (Cinzas), 18 de fevereiro, e terminará só na quinta-feira, 2 de abril. Apesar de esse período de abstinência, recolhimento e reflexão começar ainda daqui a três dias, muitos católicos já estão se preparando para entraram na fase de ansiedade. Já se articulam mental e espiritualmente para que essa quarentena passe o mais rápido possível. Objetivo: reiniciar algumas atividades.
Extraída do Evangelho de São Mateus, parte da frase em Latim “Vade retro, Satane!” (Afasta-te, Satanás!), é usada como interjeição, apenas “Vade retro”, para repelir a tentação, todo o mal. É o que bradam muitos seguidores de Baco sempre que se inicia o período quaresmal, a partir de quando passam a praticar mais um recesso etílico voluntário. Para alegria das famílias e para tristeza dos donos de bares, essa experiência vem se difundido muito.
Movidos apenas pela curiosidade do desafio, até mesmo bebedores sociais e diaristas moderados (se é que há) vêm aumentando o número dos quaresmeiros. Com isso, dão algum descanso ao fígado; outros também aproveitam para aparar arestas no lar e para analisar e tentar equilibrar as finanças. Mas isso é muito pouco!
Por que, então, não experimentar também experiências mais profundas? Por exemplo, aproveitar para desintoxicar/purificar o espírito; observar e obedecer mais às leis de Deus e voltar-se mais para a prática da caridade? Para conseguir efetivar essa “parada”, uns têm de fazer esforços gigantescos; outros, nem tanto. E, assim, muitos têm conseguido até ao abandono definitivo do copo.
Já outros, acossados pela síndrome da abstinência, evitando fielmente o álcool nessa fase, transformam-se num “porre” de sobriedade para familiares e amigos. Massacram-nos com sua impaciência e sua impertinência, forçando a família e amigos até a considerarem que melhor seria sem o recesso. Mesmo assim, vale tentar o desafio.
Mas o pior para os quaresmeiros são as últimas tentações para abster-se do álcool. Ou, não sendo possível, pelo menos para a ele voltar com menos sede.
Para tanto, os candidatos têm de sobreviver à aparente lentidão do ponteiro que parece não querer ultrapassar a meia-noite da Quinta-feira, outros escolhem a Sexta- (Santa) ou do Sábado seguinte a ela. E aí, vai encarar o desafio também?
Valha-nos, Nossa Senhora!
Mais um foi atacado no morro da Mãe Rainha, próximo à igreja da Ressurreição. Local com grande potencial turístico de Sobral, de razoável visitação, mas muito pouco valorizado e aproveitado pelo poder público municipal. Facílima é a solução: Colocação de câmeras e guardas permanentes. Dificílimo é isso entrar na cabeça de quem faz segurança na cidade. E continuem rezando para se defender dos marginais e para atrair a atenção do prefeito para aquela área da cidade.
Grande salto
Organizar-se e começar a trabalhar mais cedo o Carnaval; exigir do executivo verbas com antecipação; deixar de confiar unicamente na ajuda prefeitural e arquitetar previamente planos para arrecadar fundos através de promoções e eventos durante todo o ano. Eis a receita de um grande salto para as Escolas de Samba se livrarem da dependência da contribuição de empresárisos e da humilhação de esperar pela ajuda da Prefeitura de Sobral.
É verdade!
A Lei nº 5.991/73 assegura ao profissional que o receituário médico também pode ser escrito a mão. Desde que inteligível, de fácil leitura. Independentemente disso, dada a falta de tempo do médico, seria de bom alvitre que tais documentos fossem feitos no computador. Alô, alô, secretárias e atendentes!
Facilita!
Mesmo perdendo o tema para escrever outros contos da espécie, aplaudirei a decisão. Facilitar, e muito, para pacientes e farmacêuticos (balconistas). De sobra, fica afastado o perigo de alguém tomar medicação errada. Enfim, saúde é o que interessa…
Insegurança
É gritante a desobediência à lei que garante segurança ao trabalhador no desempenho das suas funções no Brasil. Chega a estimular a realização de atos inseguros, como não cumprir as normas de segurança condições de trabalho, não usar EPI-Equipamentos de Proteção Individual (botas, capas de chuva, capacetes, luvas, máscaras, óculos, etc.), praticados em condições inseguras: falta de limpeza do local, trânsito dificultado na obra, falta de iluminação, etc. Sem fiscalização, o resultado não seria outro: alarmante número de acidentes de trabalho.
Desrespeito
No caso local, muitas empresas desconhecem até o técnico de segurança do trabalho, profissão regulamentada pela Lei 7.410, de 27.11.1985. E quando se fala em Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) ou Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), ambas exigidas por lei, obtêm-se o atestado de ignorância do empresário no tema segurança. E a vida de milhares de trabalhadores continua por um fio.
Sem postura
Embora Sobral disponha de um Código, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente continua sem uma Postura firme quanto à invasão das calçadas por comerciantes. Sem saída, pedestres são obrigados a disputar os espaços dos veículos nas vias públicas. Seria bem mais para cômodo, fácil e lógico para a prefeitura e para a população a efetivação do que determina o Código de Postura. Enfrentar o Código Penal, além da dor pela perda de alguém que não teve seu direito respeitado ou mesmo por sequela nela deixada, é bem pior. E ninguém merece passar por esse vexame. Não é, Sr. Prefeito?
Fechado ainda
Depois da morosidade experimentada na reforma da igreja das Dores, agora observamos arrastar-se a do Museu Diocesano. Fechadas suas portas em 9 de novembro de 2019, o Museu Diocesano Dom José teve prazo de restauração de seis meses, podendo ser estendido dependendo das necessidades da obra de restauro. Mesmo sendo o quinto de arte sacra mais importante do Brasil, com mais de trinta mil peças em seu acervo, o museu da Diocese de Sobral continua fechado. Até quando?
Pérolas do Rádio
Saiu num programa policial: “O finado foi morto com três tiros. A viúva e os três filhos estavam mortos de tristes”. A primeira parte não tem justificativa (Finado ser morto?!). A segunda, que significa “estavam muitos tristes”, a hipérbole (figura de linguagem) justifica. Em tempo: Morreu apenas uma pessoa.




