Servo de Deus Monsenhor Waldir, um Pastor com cheiro de Ovelhas

0

Sacerdote emergido no coração do Concílio Vaticano II, assim plasmou o rebanho a ele confiado. Monsenhor Waldir, atuante, inovador, aberto à cultura do Diálogo da Unidade e da Paz, Igreja viva, queria a todo custo que a grande novidade, o Concílio, fosse encarnado por seus paroquianos. Por isso, empreendeu grandes esforços para aculturar a nova mentalidade e fazer da sua Igreja uma Igreja que não mais “assiste”, mas que celebra.
Assim, sua Paróquia tornou-se violenta na fé, como ele! No coração de Monsenhor, a chama do amor ardia e não se consumia, ele verdadeiramente foi Pastor com cheiro de ovelhas. As portas de sua humilde casa estavam abertas a todos, inclusive aos mais necessitados. Vivia o preceito bíblico: “Filho, não desvies do pobre o teu rosto” (Tobias 4,4). Lembro-me que aos domingos, após a Missa, a fila de necessitados se estendia em frente à sua casa para receber a ajuda do almoço. Como ele gostava de dizer, era a Festa da Alegria! Todos acorriam a ele, por ajudas para cirurgias, contas de água, luz, remédios, aluguéis, moradias e tantas outras necessidades. Sua maior caridade estava em suas palavras que consolavam e acalmavam. Seus conselhos e orientações eram uma fonte de bençãos.
Certa vez, fui a ele com a ideia de pôr fim ao meu matrimônio, ele depois de ouvir-me olhou nos meus olhos e disse: “Paciência, Deus é paciente!” Nunca tinha escutado esta frase e logo tudo dentro de mim se tornou calmaria. Fui exercitar a paciência olhando para a paciência de Deus. Meu matrimônio já chega aos 33 anos, bendito seja Deus!
Monsenhor plantava a Unidade. Dessa forma, imprimiu no seu rebanho a marca da fraternidade. Queria uma Paróquia de irmãos e, por isso, solidária. Segundo ele, “a pessoa que não vive a unidade aonde vai, cria problema”.
Homem devoto do Santíssimo Sacramento, fervoroso na fé e na oração, para ele tudo deveria ser colocado em oração. Ergueu sua Paróquia sobre o alicerce da adoração. Ele era o primeiro adorador, saiu à frente abrindo caminhos, mostrando que a vitória está nas mãos do Cordeiro, e que é feliz quem a Ele se prosta e adora. Era comum ver Monsenhor na Igreja ajoelhado, rezando. Para ele, as atividades só seriam bem sucedidas se precedidas de adoração. Ele nos construiu adoradores em Espírito e em Verdade. Ensinou-nos que Jesus nunca deveria ficar sozinho na Igreja, assim, em Marco, é comum irmos à Igreja para nosso encontro com Jesus nas mais diversas horas do dia.
Seu espirito de oração emana desde a mais terna idade. Conta-se que, quando criança, só andava de calça comprida, porque seus joelhos tinham a marca da oração e não queria que ninguém visse. Seu encontro pessoal com Jesus dava-se todos os dias às 15h e o Rosário era infalível em sua vida.
Monsenhor Waldir viveu na íntegra seu lema sacerdotal: “Para que todos tenham vida” João 10, 10.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *