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Cá estou
Quanto eu resolvi voltar a ocupar um espaço aqui no Correio da Semana, creiam, não foi com interesse de priorizar pautas da política partidária, até porque o que se vê hoje em dia são provocações substituindo debates, narrativas destruindo lógicas, falsidade ideológica subestimando conceitos nobres, e os poderes apodrecidos aguçando o olfato dos ratos ao grande queijo financeiro.
Falar de política, apenas, já não tem a mesma importância de outrora. Isto porque a classe opta pela autodestruição, pela alimentação do ódio, pela insignificância dos seres e o descaso quanto aos princípios da igualdade, da fraternidade e da liberdade a que todos têm direito. Assim sendo, não voltei para entrar na briga de interesses, mas para unir-me aos que ainda trazem na memória e no comportamento: racionalidade, crença na justiça divina e respeito ao próximo. Esta é a melhor política.

De novo em casa
Estou de volta ao aconchego do Correio da Semana, a minha grande e poderosa escola de jornalismo. Aqui aprendi a escrever em máquinas rústicas, diagramar em mesas, esperar que as fotos fossem reveladas, secadas, recortadas, para depois serem entregues para a montagem. Tudo pronto, o material era encaminhado às gráficas de Fortaleza, para produção. Depois os exemplares eram trazidos de ônibus. Esse era o sistema de quando eu comecei. Fazer jornalismo nem sempre é somente escrever, mas dedicar-se a uma arte sublime, em que mente, coração e mãos contextualizam o teor informativo.

Gratidão que move
Imensa gratidão aos muitos amigos e especiais leitores que me incentivaram a retornar ao exercício do jornalismo. Estendo o manifesto à direção deste jornal tão querido, do qual não me separo jamais.

Somos o que o tempo nos faz
O tempo não nos torna decadentes, nem tampouco ultrapassados. Ele nos molda, nos refina e amplia a nitidez do olhar, a sensibilidade do ouvir e a verdadeira forma de avaliar suas mudanças e comportamento dos seus passageiros. O tempo nos faz vinho precioso, nos faz racionais e menos imorais.

Cá estou
Digo-lhes com toda a honestidade da alma: escrever nunca foi tarefa fácil. Isso porque a escrita requer uma diversidade de fatores envolvendo inspiração, razão, conceito e definição. Vejo com tristeza que a maioria dos que ora se formam em jornalismo não saia capacitada para a produção de editoriais, documentários, opiniões, dentre outros insumos do intelecto. Em suma, eles não fizeram ditados.

Volto logo!
E para não dizer que não falarei de flores, na próxima coluna teremos informações e posicionamentos quanto às principais ocorrências dos cenários federal, estadual e municipal.

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