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O Brasil que não se explica
As eleições deste ano, não duvidem, serão das mais sebosas de toda a história. Esse é o pensamento de alguns estudiosos e analistas políticos, a partir do manifesto do governo americano em acompanhar o pleito brasileiro, em outro deste ano. Isso ocorre no sentido de impedir que se repitam práticas observadas no pleito passado e que não foram vistas como lícitas.
Há uma briga quase generalizada entre partidários da oposição, que saem do armário da hipocrisia para disputar o que sobrar da carniça. Faz tempo que não se tem eleições limpas no Brasil. As manchetes dos principais meios de comunicação da descompostura continuam a reverberar escândalos de corrupção e beneficiamento com ações ilícitas, como se fossem algo de novo nesse circo em que os palhaços vestem ternos. O final presumível dessa farsa não será diferente dos demais episódios. E não se admirem se o milagre da inocência do Lula não se repetir com a aptidão de Bolsonaro à corrida presidencial, caso não tome outra facada.
É impossível não relacionar o eleitor como participante do jogo, e não mais como vítima. O que era ocorrência passou a ser sistema. A política já não é essencialmente partidária. Há tempos está junta e misturada com o que há de mais sórdido e fétido na esfera global. E de nada adianta construir paredes de contenção para tsunamis.

Fazer o bem a quem nos faz mal
Os vereadores da situação se congraçaram com os de oposição na votação favorável à aprovação das contas do ex-prefeito Ivo Gomes. Se para alguns a atitude da situação foi imprópria, para os que entendem da política, esse tipo de votação é tal qual à prática de doar sangue a quem está necessitando, na esperança de que um dia também possa necessitar de uma bolsa para continuar vivendo.

Que voltem os trens
Não como explicar a atitude do governo federal em por fim ao transporte ferroviário de passageiros, principalmente de Sobral à Camocim e Fortaleza. Os dois destinos detêm significativa importância tanto no aspecto do turismo como no econômico. O ramal Sobral/Fortaleza permanece ativo, bastando somente engatar os carros com as janelinhas. Com relação ao ramal para Camocim, esse não dá para ter fé.

A febre das academias
O ramo de academias cresce assustadoramente, mesmo não sendo um negócio da China. O desejo de ficar em forma, de delinear o corpo, de prolongar o tempo de vida e se livrar da pança, são os principais motivos que levam as academias a superarem o número de igrejas, onde as pessoas cuidam da alma e do espírito.

O carro à frente dos bois
Não deixa de ser gratificante o desejo de alguns sobralenses quanto à construção de uma gigantesca estátua de Dom José. Não há como se colocar contrário a tal pretensão, no entanto, é preciso que se ressalte que, antes de uma estátua que venha a disputar com outras já existentes, a população primeiro possa conhecer melhor a história do seu primeiro bispo, seus projetos, ações e atuações à frente da Diocese sobralense. Se você perguntar aos estudantes de nossas escolas sobre a vida e as obras de Dom José, dificilmente alguém saberá responder. Daí a importância de primeiro conhecer o personagem na história e não no epitáfio da estátua.

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