Salmito Campos (1)

A expressão é sinônimo de estar “queimando ruim”, “pegando ar” ou “virado num mói de coentro”. Indica que a pessoa está fora de si, com raiva intensa, muitas vezes querendo brigar ou desabafar de forma agressiva. Embora o termo quenga possa se referir a uma vasilha de coco, no contexto dessa expressão, o foco é a metáfora da fumaça intensa que sai da cabeça de quem está muito bravo.
Exemplos de uso: “Meu chefe chegou fumando numa quenga hoje” (chegou muito bravo). É importante destacar que a expressão não se refere ao ato de fumar cigarro ou maconha, mas sim ao estado emocional explosivo de alguém.

Vou Botar é Sem Coar
A expressão “vou botar é sem coar” é uma gíria, geralmente usada em contextos musicais (como funk ou forró) e conversas informais, que denota intensidade, rapidez, força e ausência de restrições ou cuidados ao realizar uma ação.
“Vou botar”: Significa iniciar algo com muita energia, aplicar força, ou no contexto da gíria, “mandar ver”, “executar” ou “colocar para torar”.
“Sem coar”: Indica que a ação será feita de forma bruta, direta, sem filtro, sem pausa e sem suavizar.

Resumo do Significado:
Significa fazer algo com máxima intensidade, de uma vez só, de forma direta e sem moderação. Dependendo do contexto, pode ter conotações sensuais ou indicar apenas o ato de realizar uma tarefa com muita energia e rapidez. É uma expressão coloquial, tipicamente informal, sem relação com coar líquidos ou alimentos. (IA).

Devo Não Nego, Pago Quando Puder
“Devo não nego, pago quando puder” é a expressão de quem quer dar calote. A palavra de ordem é: “Devo, não nego, preciso de ajuda para renegociar”. (Orlando Nussi).
“Anos mais tarde surgiu a pedalada, agora, na versão “devo não nego, pago quando puder”. Neste formato, o dono da empresa emitia a nota fiscal, ou seja, declarava o imposto, porém adiava seu pagamento e, com o dinheiro, ele aumentava o seu patrimônio pessoal e vivia em um padrão muito acima da sua real condição financeira.
Isso foi uma tendência nos micros e pequenos negócios e, embora o sistema econômico e tributário no Brasil seja muito difícil e desfavorável ao empreendedor, isso não justifica a prática mencionada.
Quem nunca ouviu alguém comentar: “Olha, acho que o fulano ali lava dinheiro. Veja como o negócio dele cresceu, ele só anda de carrão, comprou lancha”. Bobagem, não há lavagem ali, o que existe é que aquele empresário, ao invés de honrar seus compromissos e obrigações, ele desvia os recursos para a sua vida pessoal.
A propósito, não que não exista lavagem de dinheiro, mas, hoje, a engenharia financeira é tão sofisticada que, onde houver, será difícil você perceber. Em conjunto com as pedaladas também podem existir as captações de crédito. Como dizem no jargão popular: “o cara explodiu a empresa”, não pagou imposto, tomou empréstimo nos bancos, não paga ninguém, para viver a vida de luxo e fantasia da qual se tornou refém. (Cláudio Marcellini). (https://www.pensador.com/devonaonegopagoquandopuder/).

Macacos Me Mordam
Algumas teorias afirmam que essa expressão poderá ter sua origem numa frase dita pelo Conde d’Eu durante a guerra do Paraguai. Conde d’Eu foi marido de D. Isabel, princesa imperial do Brasil. Usou essa expressão para indicar que essa seria a consequência que teria caso não derrotasse o líder paraguaio. Usou o termo macacos, de forma racista e incorreta, para se referir aos soldados brasileiros.
Nos desenhos animados do Popeye, macacos me mordam foi a dublagem brasileira da frase em inglês “Well, blow me down!”, juntamente com as expressões sinônimas: Tubarões me mordam! Camarões me belisquem! Pelas barbas do camarão! Por Flávia Neves.
(https://www.dicio.com.br/macacos-me-mordam-por-que-dizemos-isso/).
Prof. Salmito Campos – (jornalista e radialista).

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