Um discípulo parecido com o Mestre

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editorial cs

Na última terça-feira (21), a Igreja e o mundo recordaram com saudade e gratidão o legado deixado pelo Papa Francisco, no primeiro aniversário de sua morte. O primeiro papa latino-americano deixou uma marca profunda na história da humanidade por ter sido um promotor da fraternidade universal e por ter alargado o diálogo da Igreja com os problemas do mundo.
De fato, o coração do Papa Francisco parecia palpitar com o mundo, sentindo as alegrias e as dores de todos os povos. A imagem de Francisco, em março de 2020, atravessando a Praça de São Pedro, sozinho e, de lá, abençoando o mundo, que passava por um período de pandemia, foi um dos grandes marcos de seu pontificado.
Esse e tantos outros gestos seus transmitiam o humanismo dos grandes seres humanos, que só aparecem de tempos em tempos na história da humanidade. Seus gestos falavam! Seu testemunho silencioso era um grito suplicante por um mundo melhor e por uma Igreja mais próxima de Jesus e do Evangelho.
Ser uma Igreja mais próxima do Evangelho traz inúmeras consequências: significa ser mais próxima dos pobres e pecadores, uma Igreja mais simples e despojada, governada por pastores voltados às necessidades das pessoas. Nas palavras de Francisco: “pastores com cheiro de ovelhas”. A Igreja de Jesus Cristo é a Igreja da proximidade, do encontro, da acolhida, da misericórdia e do anúncio insistente da paz.
Um ano se passou desde sua partida e a Igreja continua levando à frente os processos por ele encadeados. O Papa Leão sempre evoca as falas e o testemunho do antecessor como uma forma de mostrar ao mundo o frescor e a novidade da mensagem de Jesus Cristo. Anunciar ao mundo uma “Boa-Nova” consiste em abrir caminhos de esperança nos caminhos obscuros da história.
Tal foi o legado deixado pelo Papa Francisco. Ele ensinou que evangelizar não é, para a Igreja, refugiar-se em si mesma, mas sim abrir-se para o novo, sem medo de enfrentar os problemas do mundo, arriscar o encontro, o diálogo, a profecia, o testemunho. Evangelizar é peregrinar na esperança! Nesse sentido, ninguém pode ser excluído do anúncio do Evangelho, sendo os pobres os primeiros destinatários da missão da Igreja.
São tantas as adjetivações que conferem ao Papa Francisco: o papa da misericórdia, o papa da simplicidade, o papa dos pobres, o papa da ecologia, o papa da esperança. Se pode sintetizar tudo isso em falar que Francisco foi o papa do Evangelho. Um discípulo tão parecido com o Mestre Jesus.
Ele mesmo foi uma chama de esperança que brilhou no mundo. Há um ano, Francisco fez sua Páscoa definitiva. Páscoa significa passagem. Ele passou da vida temporal para a vida eterna. Mas também passou da vida neste mundo para a história universal e para o inconsciente coletivo de todos os que amam a Deus e ao próximo. Que Deus seja louvado por seu testemunho, que continuará a inspirar gestos e palavras de amor em todas as pessoas de boa vontade! Destacar: Ele ensinou que evangelizar não é, para a Igreja, refugiar-se em si mesma, mas sim abrir-se para o novo, sem medo de enfrentar os problemas do mundo, arriscar o encontro, o diálogo, a profecia, o testemunho.

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