A Saúde do Planeta e a Sustentabilidade da Vida (II)

(Continuação da edição anterior)
LIXO DOMÉSTICO – O lixo que produzimos todos os dias surge nos diversos setores de nossas atividades. O lixo orgânico, no caso, vem dos restos de comida ou dos restos de preparação desta. Acumulam-se na lixeira da nossa cozinha. Há outras lixeiras em nossas casas, em salas, quartos, despensas etc, onde também acumulamos lixos. Estes ao serem descartados devem ser selecionados e separados, em: recicláveis e não recicláveis. Geralmente, os recicláveis são provenientes de pacotes e de embalagens de outros produtos que chegam em nossa casa por diversos meios. Há também o chamado lixo eletrônico, formado por celulares, baterias, computadores e outros componentes congêneres. Quando não são mais utilizados por nós, precisamos, mais cedo ou mais descartá-los. Daí a importância de sabermos selecionar, separar e reciclar o lixo que fabricamos, antes de dar-lhe destino final. (Continua na próxima edição)
DESCARTE DO LIXO, O GRANDE DESAFIO – Em todos os lugares, descartar corretamente o lixo é um grande desafio para todos, mormente nos meios sociais menos esclarecidos, como no meio rural, nos lugarejos e nas cidades de pequeno porte. Porque esse público não dispõe de cultura suficiente para tal, não recebe orientação técnica, nem é alcançado pelos recursos financeiros para construção de aterros sanitários. Aí predomina o descarte do lixo em locais a céu aberto, em lixões, às margens das estradas, em leitos de riachos e rios, em lagos e lagoas.
No caso de cidades grandes, a situação é ainda mais grave, pois o volume de lixo produzido pelas populações citadinas é muito grande. Nos centros mais adiantados, em país mais ricos, já há processos adiantado de separação, reciclagem do lixo e as sobras são destinadas a modernos aterros sanitários, mas ainda há grandes conglomerados populacionais sem essas providências.
CONSEQUÊNCIA DO MAU DESCARTE – Quantidades bastante significativas de resíduos sólidos e líquidos ainda vão para o meio ambiente, por mais que não pareça. Empresas, entidades e pessoas já fazem o descarte correto desses resíduos. Mas, muito mais são os que não o fazem. Assim, meio-ambiente, nos âmbitos terra, água e ar, está seriamente ameaçado corretamente. Há muitos focos de doenças de toda a espécie causados pelo descarte incorreto de lixos e outros poluentes. E então, as consequências para saúde pública são terríveis, já que não pode haver subsistência saudável quando se vive num ambiente poluído, insalubre, danoso, para a vida de todos os seres animados que nele vivem. Urgem, portanto, providências saneadoras a curto, médio e longo prazo.
RECICLAGEM – A reciclagem é uma iniciativa boa e bastante viável. Parece pequena, mas é uma das principais atitudes a serem tomadas por todos, nessa questão da preservação do meio ambiente, embora não seja única solução existente.
REUTILIZAÇÃO – Atualmente, a palavra de ordem para a reutilização do lixo é a criatividade. Uma mente criativa consegue pensar em dezenas de maneiras de alterar o uso de algo que já não parece mais servir para nada. Reutilizar resíduos é igualmente essencial, pois diminui a quantidade de detritos a serem despejados em lixões e aterros, antes que eles sejam realmente descartados por completo. Centenas de embalagens podem durar muito mais do que apenas o tempo que leva para que o produto seja retirado de dentro delas. Lembre-se como as caixas de sapato já viraram milhares de coisas nos projetos escolares das crianças, por exemplo. A reutilização também pode servir para os adultos: use caixas de todos os tamanhos para organizar e guardar outros objetos, ou recorte-os e faça decoração personalizada em casa. Os vidros também podem entrar no rol da decoração, principalmente as garrafas. Ademais esses materiais como papelões, papéis, vasilhames, alumínios, ferros, vidros e outros, tidos por nós como inservíveis, se devidamente separados podem ser entregues a recicladores, catadores, etc., que os coletam a domicílios ou mesmo os catam nos lixões.
De formas que, nesta situação, todo mundo pode ajudar. E, por aqui, já está havendo campanhas de conscientização nesse sentido. A começar pela educação dos jovens, em todos as partes e lugares. Nas escolas, nas associações, nas entidades de classes, na sociedade em geral. Não poluir, não sujar, saber separar, selecionar, reciclar e bem destinar tudo que for inservível e que possa causar danos à natureza. Eis a solução! É obrigação de todos. É um erro pensar que, no tocante, tudo depende dos governos e da iniciativa privada. A colaboração de cada um, por menor que possa parecer, é importante. É exemplar, como a ação do beija-flor, na fábula “O incêndio na Floresta”.
Por: Herculano Costa, jornalista, RI-ACI – 1.216



