Envelhecimento Saudável
Para garantir envelhecimento saudável e uma maior longevidade, alguns cuidados são necessários às pessoas que já passaram dos 60 anos de idade, como sejam: uma boa alimentação, a prática de exercícios físicos e um sono de qualidade. Mas um desses pilares pode ser o mais importante para aumentar no idoso sua expectativa de vida, de acordo com um novo estudo: dormir bem.
Um trabalho, publicado no início deste mês pela revista Sleep Advances, mostrou que dormir pouco pode encurtar a vida. Segundo o estudo, o sono se destacou mais do que a dieta, o exercício e o repouso simplesmente como fator determinante da expectativa de vida.
“Não esperava que entre a idade e o dormir bem houvesse uma correlação tão forte com a expectativa de vida”, afirmou o autor sênior do estudo Andrew McHill, em comunicado à imprensa. “Sempre achamos que o sono é importante, mas esta pesquisa realmente reforça essa ideia: as pessoas devem se esforçar para dormir de sete a nove horas, se possível”, completa.
Para fazer tal estudo, os pesquisadores utilizaram um vasto banco nacional de dados, em busca de tendências de pesquisas associadas à expectativa de vida média em cada dado. Eles compararam dados sobre a expectativa de vida média com abrangentes indicadores nas pesquisas coletados pelos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos, entre 2019 e 2025.
Foi considerado como um “sono suficiente” uma noite de, pelo menos, sete horas de descanso, conforme recomendado pela Academia Americana de Medicina do Sono e pela Sociedade de Pesquisa do Sono. Segundo os pesquisadores, a falta de sono pode trazer impactos para a saúde cardiovascular, para o sistema imunológico e para as funções cerebrais.
Os cientistas já compreendiam amplamente a importância de dormir o suficiente para diversos benefícios à saúde. No entanto, os autores afirmaram terem ficado surpresos com a forte ligação entre o sono e a expectativa de vida.
“É intuitivo e faz muito sentido, mas ainda assim foi impressionante ver isso se materializar tão fortemente em todos esses modelos”, afirma McHill. “Sou fisiologista do sono e entendo os benefícios do sono para a saúde, mas a força da associação entre a quantidade suficiente de sono e a expectativa de vida foi notável para mim”, completa.
“Esta pesquisa mostra que precisamos priorizar o sono pelo menos tanto quanto priorizamos o que comemos ou como nos exercitamos”, afirma. “Às vezes, pensamos no sono como algo que podemos deixar de lado e talvez adiar para mais tarde ou para o fim de semana.” Não. O sono tranquilo e reparador é necessidade cotidiana.
Então, como dormir melhor? – Para garantir uma boa noite de sono, alguns cuidados são necessários, como:
Determinar horários para dormir e acordar; ter uma rotina durante a semana, com rituais noturnos, como tomar banho quente, vestir roupas confortáveis e preparar o ambiente para dormir; evitar cochilos durante o dia; organizar o ambiente para uma boa noite de sono; cuidar da alimentação, escolhendo ingredientes naturais, legumes, frutas e verduras; evitar o uso de telas antes de dormir; praticar exercícios físicos regularmente; evitar cafeína à noite; reduzir estímulos sonoros; cuidar da saúde mental.
E para cuidar da saúde mental o idoso (ou a pessoa que cuida dele) deve procurar – a depender da necessidade – profissionais da área, tais como: psiquiatra, psicólogo, psicanalista ou terapeuta formado para tal.
Por Herculano Costa (*) – Neuropsicanalista Clínico – Registro no CNP N°. 09/4.159. Contato: (88) 9.3500.1970 – WhatsApp (hercoscosta@gmail.com)
(*) – Jornalista Reg. ACI N°. 1.216 – Professor, Escritor e Poeta

