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“Faça Bonito 2026 – Proteja nossas crianças e adolescentes”! Esse é o tema da campanha que será lançada nesta segunda-feira (18), quando transcorrerá mais um Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data teve como origem a realização em 18 de maio de 1998, na Bahia, do 1º Encontro do ECPAT, organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças no Brasil. Naquele dia, cerca de 80 entidades públicas e privadas reuniram-se e, ao final do encontro, decidiram criar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – 18 de maio, instituído legalmente através da Lei 9.970, de 18.05.2000.
A data escolhida remete à tragédia ocorrida em Vitória (ES), com a família Cabrera Crespo, no dia 18 de maio de 1973. Aos 8 anos de idade, a filhinha Araceli Cabrera Sánchez Crespo (São Paulo-SP, 02.07.1964 – Vitória-ES, 18.0.5.1973) foi raptada, drogada, estuprada e morta. Seu corpo foi encontrado num matagal no dia 24 de maio, em avançado estado de decomposição, desfigurado por ácido jogado pelos assassinos e com marcas de violência e abuso sexual.
O surgimento desta efeméride trouxe mais visibilidade a um gravíssimo problema nacional que atinge nossas crianças. Mesmo chegando amanhã ao 26º ano de mobilização do 18 de Maio, os números ainda assustam e acenam para mais conscientização da sociedade e mais ações enérgicas para combater esse crime tão brutal de forma urgente e insistente.
Observa-se que tem sido fundamental o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), serviço gratuito, que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e que permite atendimento anônimo. É, ainda, acessível para registro e encaminhamento de denúncias de violações de direitos humanos.
Segundo estatística do Disque 100, apenas de janeiro a abril de 2026 foram registradas mais de 32,7 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes. Isso representa um aumento de 49,48% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Vale destacar que nos quatro primeiros meses de 2026, foram registradas, ao todo, 116,8 mil denúncias e 716,4 mil violações de direitos humanos de crianças e adolescentes. Desse total, 9 mil denúncias e 17 mil violações envolvem violências sexuais físicas (abuso, estupro e exploração sexual) e psíquicas. E a casa da vítima, do suspeito ou de familiares é o local mais preocupante, palco de mais de 25 mil violações. É a violência intrafamiliar.
Um dos pontos que chama muito a atenção é o local onde ocorre o problema, ou seja, a violência intrafamiliar. Muitas outras “Aracellis” continuam sendo presas fáceis para criminosos. E não apenas dos de fora de casa. Muitas vezes eles vivem e agem dentro dos lares de crianças indefesas e, com frequência, tendo com essas vítimas algum parentesco (pai, mãe, tio, padrasto, etc.).
Como se observa, é comprovadamente sabido que se trata de um problema extremamente complexo, de abrangência nacional e com ramificações internacionais, que exige ações envolvendo Estado, Sociedade, Família, entidades civis, militares, religiosas…
Enfim, que todos empenhem-se em denunciar, cobrar ações e agir em prol da defesa dos direitos, do bem-estar e da segurança das nossas crianças e adolescentes. Isso nada mais é do que um dever de todo cidadão responsável e consciente do seu papel na sociedade.
Envolva-se, portanto, nessa luta, não importando quem seja a vítima. E jamais se esqueça de priorizar esse doloroso questionamento: E SE A VÍTIMA FOSSE MEU IRMÃO, MEU FILHO, MEU NETO OU COM MINHA IRMÃ, MINHA FILHA, MINHA NETA…?
Sendo ou não a vítima membro da sua família de sangue, que prevaleça a atitude de todo pai diligente. Assim estará agindo como um verdadeiro e autêntico pai.

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Aos pais
Como se sabe, criança quer carinho, atenção e não importa o doador disso. Aí é onde mora o perigo; é onde infelizmente entra o abusador. Vão daqui alguns conselhinhos úteis: pais, mães ou responsáveis devem orientar a criança a não aceitar convite de estranhos; devem ensiná-la a recusar agradinhos (presentes, balas, etc.) dessas pessoas; também devem estimulá-la a denunciar/alarmar, caso haja insistência do estranho. E, de forma sutil e cuidadosa, pais, mães ou responsáveis devem buscar conhecer mais o perfil dos que habitam a residência – familiares ou não, centrando a atenção em alguns hábitos estranhos deles ou que causem, porventura, mal-estar em alguma criança.

É obrigação
É inerente a todo pai ou educador consciente ensinar boas práticas às crianças. Entre as principais, estão: obedecer aos pais e aos mais velhos; ser solícito; ser grato; cumprimentar educadamente as pessoas; respeitar idosos; comportar-se; reconhecer erros e desculpar-se…

Isso também
Agora, por que não também ensinar a criança a exigir respeito a seu corpo? Por que não ensinar a criança a demonstrar claramente que não aceita ser tocada ou acariciada, quer por conhecidos, quer por estranhos, de forma que a constranja? Sem dúvida, isso poderá evitar acontecer algo pior para a criança.

Para todos
Toda pessoa que vir uma criança com estranhos é interessante passar a observar o comportamento dos dois, agindo com prudência e sem chamar atenção. Além disso, deve tentar descobrir se realmente há parentesco entre ambos ou relação de amizade com os pais da criança. Independentemente disso, comunicar a eles o fato. Se desconfiar que não há parentesco, procurar não os perder de vista e buscar ajuda para dirimir a dúvida ou para resgatar a criança.

Denuncie!
Apoie os órgãos de proteção e defesa da Criança e do Adolescente. Use e abuse da sua consciência de cidadão responsável, bem como da sua inteligência para descobrir meios de combater esse cruel tipo de violência. Envolva-se no espírito do 18 de Maio! Não somente nessa data, mas sempre!

Seja proativo!
Insisto porque, quem sabe, por uma infelicidade, um dia a vítima poderá ser um dos seus familiares. Entre de corpo e alma nesse Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes! DENUNCIE! DISQUE 100!

(Gari)mpando
Revendo velhos textos, deparei-me com uma indagação que há anos aqui fiz a respeito dos GARIS e que ora repito: “Até quando esses trabalhadores continuarão recolhendo o ‘lixo da sociedade’ e sendo, por parte dela, também considerados lixo?” Felicito o colega Edval Filho pela homenagem que anualmente faz a esses bravos trabalhadores em sua data (16/05).

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