Salmito Campos

Direita e esquerda são orientações políticas que, em sua essência, diferem na abordagem em relação à igualdade social, com a esquerda defendendo maior intervenção estatal para promover igualdade e a direita priorizando a liberdade individual e a preservação das tradições, mesmo que isso resulte em desigualdades.
Esses termos originaram-se durante a Revolução Francesa, quando os membros da Assembleia Nacional se organizaram de acordo com suas visões políticas, marcando a direita como defensora do status quo e a esquerda como promotora de mudanças radicais.
Afinal, o Nazismo Era de Esquerda ou de Direita? Existe um extenso debate a respeito da posição do nazismo no espectro político, mas o consenso entre os historiadores é de que o movimento surgiu da direita política alemã.
Nos últimos anos, um debate tem ocupado muito espaço quando o assunto é nazismo: esse movimento era de direita ou de esquerda? A intenção deste texto é levantar algumas questões referentes aos fatos históricos e ao debate que existe sobre o tema entre os historiadores como forma de trazer esclarecimento sobre o assunto.
A Revolução Francesa foi o ciclo revolucionário que aconteceu na França entre 1789 e 1799 e que marcou o fim do absolutismo nesse país. Essa revolução, além de seu caráter burguês, teve uma grande participação popular e atingiu um alto grau de radicalismo, uma vez que a situação do povo francês era precária em virtude da crise que o país enfrentava.
Essa revolução foi um marco na história da humanidade, porque inaugurou um processo que levou à universalização dos direitos sociais e das liberdades individuais a partir da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Também abriu caminho para a consolidação de um sistema republicano pautado pela representatividade popular, hoje chamado de democracia representativa. A Revolução Francesa só foi possível graças à popularização dos ideais iluministas. Por Francisco Porfírio
(https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/anarquismo.htm#Origem+do+anarquismo+).
Os ideais iluministas foram o motor intelectual da Revolução Francesa (1789-1799). Eles forneceram as bases para contestar o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza e do clero, sintetizados no famoso lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. (Brasil Escola +2).
Principais Pilares Filosóficos
Liberdade: Contra a censura e a opressão política, exigindo liberdade de expressão, de crença e o fim dos privilégios feudais.
Igualdade: A exigência de que todos os cidadãos fossem iguais perante a lei, eliminando a divisão social em estamentos.
Fraternidade: O ideal de uma sociedade unida por princípios humanitários, superando a profunda desigualdade econômica e social da época. (Brasil Escola +5).
Pensadores e suas Influências
Montesquieu: Propôs a separação dos poderes do Estado em Executivo, Legislativo e Judiciário, evitando a tirania dos reis absolutistas.
Rousseau: Defendia que a soberania emana do povo. Seu conceito de “contrato social” afirmava que o governo deve representar a vontade geral da população.
Voltaire: Crítico ferrenho da intolerância religiosa e do poder da Igreja Católica, defendendo a razão e a liberdade de pensamento. (Toda Matéria +4).
Aplicação Prática na Revolução
Esses ideais ganharam forma jurídica na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), documento que instituiu que “os homens nascem e são livres e iguais em direitos”, transformando a teoria filosófica na base dos direitos modernos. (IA).
Para se compreender sobre “esquerda e direita” é importante saber como tudo iniciou. Na Revolução Francesa os parlamentos eram organizados assim: os representantes da aristocracia se sentavam à direita e os comuns à esquerda do orador. Assim surgiu “esquerda e direita”.
(salmitocamposs@gmail.com).

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