Casos Interessantes
Estando aqui em Fernando de Noronha eu, minha esposa Fátima Campos, Salmito Campos Júnior e sua companheira Ana Luísa, conhecendo essa ilha maravilhosa, uma das mais bonitas belezas do nosso lindo Brasil, peguei um taxista muito conversador (Elui José) que nos trouxe da Praia do Porto para a Pousada Corveta.
Na nossa conversa enquanto ele nos levava para comprar uma medicação na Farmácia da Mãezinha, nos deu uma informação interessante. Disse que em Fernando de Noronha por ser uma ilha muito pequena com apenas pouco mais de 3.000 habitantes, (todas as pessoas se conhecem) tem duas peculiaridades que eu faço questão de registrar. A primeira: podemos estacionar em qualquer lugar nosso carro, mesmo com os vidros baixos, e deixar algumas coisas dentro que ninguém vai roubar. E nem mexer.
Isso eu comprovei porque alugamos um bugre e quando estacionamos na rua para irmos à praia, Ana falou: Seu Salmito pode deixar tudo dentro do bugre que ninguém vai mexer. Achei estranho, mas deixei. Na volta tudo estava no bugre.
A segunda peculiaridade é que a cidade é cheia de fofoqueiros. Todo mundo aqui gosta de fofocar. Todavia, me chamou a atenção quando ele informou que quem mais gosta de fofocar são os homens.
Segundo disse o gerente da Pousada Corveta, Marcelo Soares Carvalho Cardoso, mais conhecido por Marcelo Bahia, atleta e instrutor de mergulho livre, morador de Noronha que se tornou campeão brasileiro de apneia estática, a fofoca é a segurança da ilha, pois se alguém cometer qualquer irregularidade, algum ato ilegal ou incorreto, imediatamente todas as pessoas irão saber. Uma pessoa viu? Pode ter certeza que ela passa para outra pessoa, que passa pra outra, pra outra… Em pouco tempo a ilha toda saberá.
Mas mudando de assunto, vou contar um caso que aconteceu conosco na Praia do Porto. Estávamos nós quatro na praia embaixo de um guarda-sol, quando resolvi entrar no mar e entreguei meus óculos à minha esposa pra botar na bolsa dela. Fui tomar banho. Dar um mergulho apenas para tirar o “caé”, como diz o cearense.
Ao retornar pedi à minha esposa para retirar os óculos da bolsa e nada de encontrar. Daí eu mesmo fui procurar. Retirei todos os utensílios que estavam na bolsa. Não encontrei também. Fiquei muito aflito. Me perguntei cá com os meus botões: como vou ficar sem óculos? Pedi então que ela se levantasse da cadeira, que assim o fez.
Retirei a cadeira do lugar e comecei a vasculhar a areia pra lá e pra cá, pra ver se os óculos estavam enterrados. Sei lá se ela não deixou cair os óculos e não percebeu! Que nada! Os óculos realmente tinham desaparecidos. Fui olhar em cada objeto da bolsa. Separar um por um e olhar em cada saco que estavam na bolsa. Enfim, encontrei os óculos dentro de um saco junto com um protetor solar. Ainda bem! Mas o sufoco foi grande!
Com essa história dos meus óculos, lembrei de um outro caso interessante que aconteceu em Mucambo com um empresário muito rígido com o seu modo de viver, o senhor Manoel de Castro Lima.
Estava ele sentado no chão de cimento grosseiro no quintal da sua casa, fazendo um reparo num utensílio e espalhou suas ferramentas pelo chão ao seu lado: chaves de fenda, martelo, pregos, serrinha, etc. De repente, seu filho Edilson (Didi) aproveitando que ele estava de costas, retirou uma chave de fenda para fazer um serviço qualquer. Quando então o seu “Manelão” (como era conhecido na cidade por esse nome), procurou a chave de fenda e não encontrou. Daí o que foi que ele fez? Pior do que eu procurando na areia meus óculos. Começou a bater com o martelo no cimento, quebrando o cimento mesmo. Seu filho Didi vendo então aquela arrumação pergunta a ele: “pai, o que é que o senhor está fazendo? Respondeu seu “Manelão”: “estou procurando uma chave de fenda que deixei aqui neste lugar. Acho que ela deve ter se enterrado.”
Prof. Salmito Campos – (jornalista e radialista).
About The Author

