artemisio da costa 2

Já que as eleições serão amanhã (4/10) e muitos candidatos “animais” ainda estão usando suas garras agora em potência máxima, lembrei-me de um filminho da infância.  “Manimal” era o nome de um seriado da televisão da década de 1980, produzido pela NBC, e apresentada no Brasil pela Globo.
Em Manimal havia um professor britânico e consultor da polícia Jonathan Chase, interpretado por Simim Mac Corkindale. Jonathan era capaz de se transformar em qualquer animal que desejasse. Contava com a ajuda dos efeitos especiais e o resultado da transformação tinha como objetivo combater os criminosos.
Apesar de ingênua, essa série televisiva fez muito sucesso, de modo especial com o público infanto-juvenil daquele tempo. Sua influência obrigatoriamente nos remeta à análise do comportamento de muitos adultos de hoje, quando se foca em perda de poder.
E, nesse enfoque, políticos (e seus eleitores) derrotados merecem capítulo especial. Acompanhem, por exemplo, o que dizem ou escrevem alguns perdedores, entre os quais alguns ex-medalhões da política brasileira. Avalie a que ponto chega, a lamentação daqueles que não conseguiram se eleger, reeleger ou eleger seus apadrinhados.
Ah! ia esquecendo: observe também e com mais rigor os simpatizantes seguidores desses derrotados. São os apaixonados; fanáticos, melhor dizendo.
Excetuam-se desse grupo os que têm consciência de que quando se entra no jogo (na política) é para ganhar ou para perder. E também fazem parte da exceção os que têm a humildade e a hombridade de aceitar o resultado, seja ele qual for, o que não ocorre à maioria dos políticos brasileiros.
Acontece que, mesmo sem conseguir a aparência física dos animais do seriado Manimal, alguns perdedores se apropriam com extrema facilidade dos atributos dos componentes da nossa fauna. Com isso, passam a utilizá-los mais como arma de ataque que de defesa.

Por exemplo, muitos têm Memória de elefante: não esquecem nada do que fizerem de bom (só de bom!);
Olhos de lince: esses enxergam erros e defeitos a qualquer distância, desde que esses erros e defeitos sejam dos adversários ou desafetos, é claro;
Fidelidade de cão: são fidelíssimos apenas aos seus princípios e interesses;
Ligeireza de gato: têm extrema habilidade e rapidez para justificar ou camuflar seus erros;
Instinto traiçoeiro da serpente – para dar bote fatal nos ex-amigos, ex-partidários e envenenar quem por estes ainda nutra admiração ou amizade;

Sagacidade do macaco – para improvisar insinuações ou insultos. E por aí vão eles usando e abusando das qualidades dos animais, sem se dar conta de que estão fugindo cegamente da realidade como ratos de porão.
E é exatamente da principal atividade desses bichinhos (ROER) de onde provém seu principal meio de sobrevivência e de defesa. No caso de humanos, a ROEDEIRA (inveja). E isso atrai doenças e até a morte.
Como se observa, a maioria dos muitos políticos está radicalmente contaminada pela mensagem do filme MANIMAL. Por que, então, os hoje candidatos também não se apropriarem dos atributos de outros animais?
O ideal seria munir-se da velocidade do coelho, da coragem do leão, da força do urso, da esperteza da raposa, da humildade do cordeiro e da sabedoria da coruja para compreender que de toda situação se pode tirar uma lição de vida.

Sendo bem compreendida, essa lição estimulará apenas para a prática do bem.
Tem mais: quando esta lição é fruto de uma derrota, seu benefício é incalculável tanto para o derrotado quanto para quem com ele compartilhar desse aprendizado.
Pensem nisso!

*****
Serão eles?
É a pergunta chave neste fim campanha. Virou festa grupos de pessoas se acotovelarem nas esquinas deste País, às caladas da noite, em trajes de dormir, na ocasião em que se aproxima qualquer veículo. A dúvida é sobre se se trata ou não do carro do candidato “caridoso” ou dos seus comparsas, que traz o comprador de votos. Nesta semana muitos candidatos e eleitores pouco dormirão; muitos até madrugarão. Mas há mais gente que também deveria fazer o mesmo.

Serão neles
Para o bem de todos, que a Justiça Eleitoral se disponha a conclamar seus servidores para um SERÃO. Remunerado, é claro. Não será difícil flagrar os prováveis “caridosos” e “necessitados” fazendo comércio sujo com o voto. Os procedimentos de apenar cada um serão deles – nossos magistrados. Cumpra-se, então, o provérbio latino: “Dura lex, sed lex” (A lei é dura, mas é lei). Mãos à obra!

Decepção
Lamento profundamente a decepção com alguns candidatos e seus apoiadores (cabos eleitorais) que buscavam obter voto por aqui. As artimanhas e ações utilizadas para tanto fizeram vir à tona quão frágeis e até defeituosas são suas personalidades, indícios de maus-caracteres que passamos a conhecer. A eles, nada parece ter acontecido; garantem permanecer “limpos e sérios” como antes. O seu preferido continua mascarado? Que ele não tenha tido necessidade desse artifício.

Interatividade
Em Londres, para atrair mais fregueses, restaurantes informatizados facultam ao cliente a opção de pedir a comida através de computador instalado na própria mesa. Pode-se aguardá-la jogando videogame e ainda dando uma fiscalizada na cozinha. Experimente!

Cara de bicho
Em Sobral, alguns vendedores de comida acham que estão prestando grande favor ao cliente, dando-lhe pouca atenção e, por cima, fazendo para cara de bicho. Se não dá para ir até Londres, por aqui há muitos concorrentes espertos que estão adorando lucrar em cima disso.

Cuidadores
Em 2025, segundo a OMS, com o avanço da medicina e melhora na sua qualidade de vida, os idosos representarão 50% da população brasileira. Isso garante o aumento do campo de trabalho para um profissional ainda pouco conhecido, quase não encontrado e muito pouco valorizado: Cuidador (a) de Idosos. Oportunidades não faltarão.

De sobra
Agora, é imprescindível ter de sobra: paciência, amor, carinho, dedicação e outras habilidades/conhecimentos para lidar com idosos. Atributos que nem mesmo muitos da própria família conseguem ter. E, em muitos casos, quando têm não se voluntariam a oferecer.

Princípio e fim
É mais que vocação começar a vida trabalhando com quem se aproxima do fim. Reconhecida e inserida na Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego, seu Código é 5162-10 (Cuidador de pessoas idosas e dependentes e Cuidador de idosos institucional). Mas, em Sobral, onde encontrar esses profissionais? A resposta viria mais rapidamente se por aqui fossem abertos cursos de formação de vocacionados.

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