Morre aos 82 anos Dom Antônio Roberto Cavuto, bispo emérito de Itapipoca

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O religioso estava internado em um Centro de Tratamento Intensivo (CTI), em Minas Gerais, onde recebia cuidados médicos devido a um problema grave de saúde
Faleceu nesta quinta-feira, 1º de outubro, o bispo emérito da diocese de Itapipoca, no Ceará, dom Antônio Roberto Cavuto, aos 82 anos. Além do governo pastoral da diocese por 15 anos, dom Antônio Cavuto desempenhou diversas funções no regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende o estado do Ceará: foi membro da Comissão do Semiárido, secretário regional e bispo referencial das comissões para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e referencial e Ação Socio-Transformadora.
A morte foi comunicada pela Diocese de Itapipoca e pela Província dos Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais, instituição à qual Dom Antônio esteve ligado desde o início de sua trajetória religiosa.
Em nota, as entidades destacaram a atuação do religioso e manifestaram pesar pela perda. A Diocese de Itapipoca também publicou uma mensagem de despedida assinada pelo atual bispo, Dom Rosalvo Cordeiro de Lima.
Dom Antônio Roberto Cavuto deixou o comando da Diocese de Itapipoca em 2020, quando o então papa Francisco aceitou seu pedido de renúncia. Com a saída, ele passou à condição de bispo emérito e foi sucedido por Dom Rosalvo, que permanece à frente da diocese.
O velório de Dom Frei Antônio Roberto Cavuto, OFMCap, bispo emérito de Itapipoca, teve início neste sábado (3), em Belo Horizonte, Minas Gerais. O religioso morreu na quinta-feira (1º de outubro), após enfrentar um período de agravamento em seu estado de saúde.
As primeiras homenagens foram realizadas na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, em Belo Horizonte, onde familiares, religiosos, amigos e fiéis participam das cerimônias de despedida. Após a celebração das 13h de domingo, o corpo de Dom Antônio foi trasladado para Itapipoca, onde teve continuidade o velório e foram realizadas novas celebrações em sua homenagem.
O corpo chegou à Catedral de Nossa Senhora das Mercês, segunda-feira (5). Às 19h, houve uma Santa Missa.
O velório continuou na Catedral durante a permanência do corpo em Itapipoca. Na terça-feira (6), aconteceram novas celebrações: 9h – Santa Missa; 12h – Santa Missa; 16h – Santa Missa
Após a celebração das 16h, ocorreu o sepultamento de Dom Frei Antônio Roberto Cavuto, na cripta da Catedral de Nossa Senhora das Mercês.

Biografia e trajetória eclesial
Dom Antônio Roberto Cavuto nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP), no dia 19 de maio de 1944, filho de Antônio Cavuto e Rosália de Oliveira Cavuto. Entrou para o Seminário Menor dos Frades Capuchinhos, em Ouro Fino (MG), em 1959.
Ingressou no Noviciado em 1961 e emitiu os primeiros votos em 1962. Cursou Filosofia no Convento de Itambacuri, de 1962 a 1965. Emitiu os votos perpétuos em 1966. Cursou Teologia no Instituto de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte (MG), de 1966 a 1969. Foi ordenado presbítero  no dia 24 de janeiro de 1971, em Espírito Santo do Pinhal (SP).
Durante todo o seu ministério presbiteral, exerceu diversas atividades. Em 1971, foi vigário paroquial e vice-diretor dos postulantes, em Uberaba (MG). Participou do Curso de Franciscanismo, em Petrópolis (RJ). Em 1972, foi reitor do Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Poços de Caldas (MG). Em 1974, foi vice mestre de noviços, em Belo Horizonte (MG), e, a partir de 1975, mestre de noviços, sendo também guardião do Convento Nossa Senhora do Rosário de Pompeia.
Em 1977, foi eleito vice provincial da Vice Província dos Capuchinhos de Minas Gerais. Com a criação da Província dos Capuchinhos de Minas Gerais, em 1980, foi eleito Ministro Provincial, sendo reeleito em 1983. Foi guardião e pároco em Patos de Minas (MG), de 1987 a 1993. Nos anos de 1994 e 1995, foi diretor dos formandos do pós-noviciado, em Belo Horizonte. De 1996 a 2001, assumiu o serviço de guardião e pároco no Convento e Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, sendo também definidor provincial e vigário forâneo.
De 2002 a 2004, foi guardião, vigário paroquial, pároco e membro do Conselho Presbiteral, em Uberlândia (MG). Em 2005, foi transferido para Belo Horizonte, onde exerceu as funções de vigário provincial dos Capuchinhos de Minas Gerais, pároco, vigário da fraternidade, vice-diretor dos formandos do pós-noviciado, assistente da Ordem Franciscana Secular e vigário forâneo.
Nomeado bispo de Itapipoca, pelo então Papa João Paulo II, foi ordenado em 2 de julho de 2005, com a posse em 31 de julho daquele ano. O lema escolhido por Dom Antônio para o seu episcopado foi “Queremos ver Jesus”.
Enquanto bispo, foi membro da Comissão do Semiárido do Regional Nordeste I, bispo responsável pela Comissão dos Ministérios Ordenados e Vida Consagrada do Regional Nordeste I e secretário-geral do Regional Nordeste I. Enquanto bispo emérito da Diocese de Itapipoca, foi bispo referencial das Pastorais Sociais do Regional Nordeste I.
Ao completar 75 anos, teve sua renúncia aceita pelo Papa Francisco, em 7 de outubro de 2020, passando a residir em Fortaleza (CE) até o ano de 2024. Em junho de 2024, retornou à Província dos Frades Menores Capuchinhos de Minas Gerais, passando a residir no Convento de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, em Belo Horizonte (MG), onde estão sediadas a Cúria e a Enfermaria Provinciais.
Durante seus 15 anos de ministério episcopal, governou com misericórdia, zelo e cuidado pastoral, sendo admirado pelo clero e pelo povo como um bispo acolhedor, respeitoso e prudente. Mesmo durante o exercício de seu ministério episcopal, não se esqueceu de suas raízes capuchinhas.

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