O Rádio em Alta no Brasil
O rádio é um sistema de comunicação através de ondas eletromagnéticas propagadas no espaço. Que por serem de comprimento diferente são classificadas em ondas curtas da alta frequência e ondas longas de baixa frequência, assim, utilizadas para fins diversos.
Os sistemas de radiocomunicação normais são formados por dois componentes básicos:
Transmissor – composto por um gerador de oscilações, que converte a corrente elétrica em oscilações de uma determinada frequência de rádio; um transdutor que converte a informação a ser transmitida em impulsos elétricos equivalentes a cada valor e um modulador, que controla as variações na intensidade de oscilação ou na frequência da onda portadora, sendo efetuada em níveis baixos ou altos.
Quando a amplitude da onda portadora varia dentro de um nível estabelecido a um ritmo igual a frequência da onda portadora varia dentro de um nível estabelecido a um ritmo igual à frequência de um sinal sonoro, denomina-se modulação.
Receptor – tem como componentes principais: a antena para captar as ondas eletromagnéticas e convertê-las em oscilações elétricas; amplificadores que aumentam a intensidade dessas oscilações; equipamentos para desmodulação; um auto falante para converter os impulsos em ondas sonoras e na maior parte dos receptores osciladores para gerar ondas de radiofrequência que possam se misturar com as ondas recebidas.
Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi, no fim do Século XIX, mas a suprema corte americana concedeu a Nikola Tesia o mérito da criação do rádio, tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesia em seu projeto.
Na mesma época em 1893, no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre, no bairro Medianeira, onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões, no mundo, entre Medianeira e o morro Santa Teresa.
O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofônicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Consideram alguns, que a primeira transmissão radiofônica do mundo foi realizada em 1906, nos Estados Unidos por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo.
No Brasil a primeira transmissão foi realizada no Centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922, em que o Presidente Epitácio Pessoa, acompanhado pelos reis da Bélgica, Alberto I e Isabel, abriu a Exposição do Centenário no Rio de Janeiro.
O discurso de abertura de Epitácio Pessoa foi transmitido para receptores instalados em Niterói, Petrópoles e São Paulo, através de uma antena instalada no Corcovado. No mesmo dia, à noite, a ópera O Guarani de Carlos Gomes foi transmitida do Teatro Municipal para alto falantes instalados na exposição, assombrando a população ali presente. Era o começo da primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Fundada por Edgar Roquette-Pinto a emissora foi doada ao governo em 1936 e existe até hoje, mas com o nome MEC que opera nas frequências 99,3 FM MHz e 800 AM KHz. Estilo: música clássica, instrumental e MPB. Ela faz parte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e é a emissora mais antiga do Brasil. (http:bit.ly/dR9KS).
“Mesmo em um cenário dominado por telas, algoritmos e excesso de informações, o rádio segue como um dos meios de comunicação mais relevantes do Brasil. De acordo com a 48ª edição do Data Stories – Inside Audio, da Kantar IBOPE Media, 79% da população das principais regiões metropolitanas brasileiras ouve rádio regularmente.
O levantamento reforça que a força do veículo está no imediatismo, na credibilidade da informação e na relação de proximidade construída entre locutores e ouvintes, criando uma conexão emocional que permanece como um dos grandes diferenciais do meio.” (Blog Sobral em Revista).
(salmitocamposs@gmail.com).
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