Pacujá celebra Festa de São João Batista e Dom Vasconcelos preside Missa na 8ª noite de Novena
A comunidade paroquial de Pacujá celebrou, entre os dias 14 e 24 de junho, a Festa em honra a São João Batista, padroeiro do município, sob o tema “São João Batista, mensageiro da paz que prepara o caminho do Senhor” e o lema “A voz que toca a terra e desperta o céu”. Noites de oração, partilha e fervor popular marcaram os novenários em preparação para a grande solenidade, reunindo devotos em torno do altar.
Na noite da última segunda-feira (23/06), o bispo diocesano de Sobral, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, presidiu a Santa Missa da 8ª noite das novenas, concelebrada pelo pároco, padre Eufrásio Pontes, e auxiliada pelo diácono Elder Filho.
Em sua homilia, Dom Vasconcelos refletiu sobre o Ano Diocesano pela Paz, destacando que a paz verdadeira vai muito além da ausência de guerras. “Diariamente presenciamos as tragédias das guerras que continuam acontecendo, mas quando falamos em paz, não falamos apenas em ausência de guerras. Podemos até dizer que nosso país vive em paz porque não estamos em guerra — mas será verdade? É trágico e doloroso constatar o número de homicídios e, hoje em dia, nos assusta ainda mais o número de feminicídios: homens que, por ciúme, matam suas companheiras. É triste ver o tráfico de drogas e o crime organizado nas nossas cidades e campos, que não vivem mais a tranquilidade”, afirmou o bispo.
Refletindo sobre o Evangelho do dia, em que Jesus convida seus discípulos a não julgar para não serem julgados e a removerem primeiro a trave do próprio olho antes de apontar o cisco no olho do irmão, Dom Vasconcelos concluiu: “O Senhor nos chama a olhar o mundo com os olhos de Deus, e Deus não julga pelas aparências. Ele olha o coração.”
A programação festiva teve seu ponto culminante na última quarta-feira (24/06), data litúrgica do Nascimento de São João Batista, com a procissão pelas ruas da cidade, seguida da Santa Missa de encerramento, presidida pelo pároco, padre Eufrásio Pontes.
João Batista foi, antes de tudo, uma voz, e Pacujá aprendeu a reconhecê-la. À beira das serras do noroeste cearense, o povo desta terra cultiva há gerações uma fé que não se envergonha de clamar, de preparar caminhos, de anunciar que algo maior está por vir.
Como o Precursor que apontou para Cristo às margens do Jordão, cada fiel que participou das noites de novena carrega em si o mesmo impulso: ser mensageiro de paz num mundo que tanto precisa ouvir. O lema deste ano diz com precisão o que a devoção popular já sabia de cor, a voz do santo padroeiro não ressoa apenas nos céus: ela toca a terra e desperta corações.
Thais Helena – Jornalista – Jornal Correio da Semana
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