Dom Vasconcelos preside Missa em Ação de Graças pela restauração da Igreja Matriz de Ubaúna
A comunidade paroquial do distrito de Ubaúna, localidade situada a pouco mais de 40 km da sede diocesana, reuniu-se na noite desta quarta-feira (17/06) para a Missa em Ação de Graças pela restauração da Igreja Matriz, presidida pelo bispo diocesano de Sobral, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos.
Há cerca de dois meses, um incêndio atingiu a Igreja Matriz, tornando necessária sua interdição para análise técnica e execução dos reparos. Diante do ocorrido, a comunidade se uniu em torno de um mesmo propósito: reconstruir não apenas as paredes do templo, mas o elo de fé que une o povo ao seu padroeiro. Assim como São Francisco de Assis atendeu ao chamado de Cristo para restaurar Sua Igreja, os fiéis de Ubaúna responderam com prontidão, trabalhando juntos para que o espaço sagrado pudesse ser devolvido à comunidade.
A celebração foi concelebrada pelo quase-pároco, padre Maurílio Xavier; pelo pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, em Frecheirinha, padre Emídio Moura; e pelo quase-pároco da Quase-Paróquia da Divina Misericórdia, em Sobral, padre Ítalo Arcanjo. No serviço do altar, esteve presente o diácono Edmar Filho.
Em sua homilia, Dom Vasconcelos refletiu sobre o modo como Deus se faz presente mesmo nas situações mais dolorosas. “Diante de situações dolorosas pelas quais nós passamos, percebemos que o Deus da nossa vida encontra uma maneira de extrair algo de bom das situações ruins. Mesmo diante das dificuldades, Deus sempre nos dá uma lição de vida e alimenta a nossa esperança. Ele nunca nos abandona”, afirmou o bispo.
Recordando o momento em que recebeu a notícia do incêndio, Dom Vasconcelos relatou: “Quando soubemos do incêndio dessa Igreja, vi as imagens, e então recebi a ligação do padre. Demos graças a Deus porque não foi algo mais grave e não atingiu as estruturas, o telhado ou a madeira — apenas as cadeiras plásticas, que causaram uma grande poluição e desconfiguraram a Igreja, gerando temor na comunidade”.
O bispo destacou ainda o sentido mais profundo deixado pelo episódio: “Aquele trágico acontecimento serviu para unir a comunidade, para que todos se dessem as mãos. A Igreja ficou ainda mais bela, porque a comunidade se uniu por um único propósito. Esta quase-paróquia se tornará paróquia quando nessa comunidade habitar um povo que seja um só coração e uma só alma, quando todos tiverem tudo em comum e reconhecerem que esta casa é de Deus e de todos. Aqui, nós que comemos do mesmo pão da Eucaristia e bebemos do mesmo cálice do sangue de Jesus devemos viver a comunhão, porque é nela que Jesus se revela”, concluiu.
Ao final da celebração, houve o descerramento da placa que marca a restauração, destacando que tudo foi possível graças aos recursos dos filhos da terra, devotos e amigos da quase-paróquia.
Para o quase-pároco, padre Maurílio Xavier, foi uma grande alegria contar com a comunidade em peso para a restauração do templo, além do apoio dos padres amigos. “A união da comunidade me consolava, me confortava e me dava a certeza de que eu não estava sozinho. Ao longo do tempo que estou aqui, isso me faz ainda mais padre, pois aprendo diariamente com cada um. Vocês me conhecem, sobretudo as minhas limitações, mas vocês são um grande presente”, declarou.
A Missa em Ação de Graças foi mais do que a reabertura de um espaço físico — foi o testemunho de uma comunidade que, diante da adversidade, escolheu a união e a esperança. Com as portas da Igreja Matriz novamente abertas, Ubaúna recomeça sua história, fortalecida pela fé que nenhum incêndio é capaz de apagar.
Thais Helena: Jornalista – Jornal Correio da Semana
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